quarta-feira, junho 10, 2026
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Vale destina R$ 62 milhões a projetos culturais em MG

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A Vale anunciou o investimento de R$ 62,1 milhões em 33 projetos culturais em Minas Gerais ao longo de 2026. Os recursos serão aplicados por meio da Lei Rouanet, mecanismo que permite a empresas direcionarem parte de impostos a iniciativas previamente aprovadas pelo governo federal.

O aporte em Minas faz parte de um pacote nacional mais amplo, que prevê R$ 196,8 milhões para 165 projetos em diferentes regiões do país. No estado, os recursos contemplam iniciativas em áreas como música, dança, patrimônio cultural, festivais, formação artística e circulação de espetáculos.

Entre os projetos apoiados estão a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais e o Grupo Corpo, além de ações itinerantes como as apresentações do grupo folclórico Aruanda em cidades do interior. Também está na lista o Instituto Inhotim, que completa 20 anos em 2026 e mantém atividades culturais e educativas.

Segundo a empresa, a escolha dos projetos combina seleção por editais públicos e indicações diretas. As iniciativas mineiras representam cerca de 31,7% do total de projetos patrocinados pela companhia no país neste ciclo.

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Os investimentos integram a estratégia do Instituto Cultural Vale, criado em 2020 para estruturar o apoio da empresa ao setor. Desde então, o grupo afirma ter destinado R$ 1,42 bilhão a projetos culturais via lei de incentivo. Apenas em 2025, mais de 10 milhões de pessoas participaram das iniciativas apoiadas, incluindo cerca de 450 mil em ações formativas.

A companhia também mantém espaços culturais próprios em diferentes estados, entre eles o Memorial Minas Gerais Vale, que atua como polo de articulação de projetos na capital mineira. Essas unidades são utilizadas para fomentar a economia criativa e apoiar iniciativas regionais.

Outro eixo de atuação é o programa Vale Música, que oferece ensino gratuito para crianças e jovens em comunidades próximas às operações da empresa. De acordo com a mineradora, mais de mil alunos são atendidos anualmente pela iniciativa.

Criada em 1991, a Lei Rouanet concentra parte significativa do investimento privado em cultura no país, ao permitir que empresas destinem até 4% do imposto devido a projetos culturais. O modelo, embora amplamente utilizado, também é alvo de debates sobre a distribuição dos recursos entre regiões e tipos de iniciativas.

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