quarta-feira, junho 10, 2026
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Praia imprópria? Especialista explica causas e como se proteger

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A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) divulgou um levantamento que revela a condição imprópria para banho em diversas praias do litoral paulista. “A Cetesb é responsável pela coleta de amostras e análise da água do mar, avaliando sua qualidade”, pontua Luciana Ziglio, professora de Ambiente e Sociedade na Flacso-Brasil.

“Através dessa análise é possível ver a porcentagem de bactérias que tem nessa água e os impactos que causam na nossa saúde”, acrescenta ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato.

O estudo identificou que locais populares como Praia Grande e Santos apresentam pontos críticos. Em Praia Grande, as regiões Canto do Forte e Vila Mirim foram destacadas; já em Santos, Ponta da Praia e Aparecida também figuram na lista das impróprias. A situação é semelhante em outras cidades litorâneas como São Vicente.

A professora relembra que, se a pessoa estiver na praia e não conseguir checar a qualidade da água online, o ambiente é sinalizado. “Existem pontos com bandeiras hasteadas, que podem ser verdes ou vermelhas, indicando se está imprópria para banho”, contextualiza.

Ela explica que as cidades precisam investir em sistemas de coleta de esgoto capazes de abranger todas as fontes geradoras: habitações, moradias, estabelecimentos comerciais e demais usos urbanos.

“E esses esgotos gerados precisam ser coletados e direcionados para as estações de tratamento. O desafio das cidades, em especial da Baixada Santista, mas de todo o litoral brasileiro, é organizar esse planejamento ambiental para garantir a captação e o direcionamento efetivo do esgoto para os lugares corretos, não para os sistemas de drenagem de águas pluviais, que são diferentes”, pontua.

Para a prevenção, além de acompanhar a qualidade da água através da Cetesb, “recomenda-se que o banho não seja praticado”, reitera. Além disso, se há o desejo de passar o dia na praia, mesmo sem entrar na água, permanecer na areia também se torna um risco se houver muitos resíduos de lixo, que deveriam ter uma coleta direcionada pelo sistema de limpeza urbana. “Além de políticas públicas, também é um esforço individual”, relembra.

“A universalização do saneamento e uma praia limpa são responsabilidade de todos. Cada um pode fazer sua parte: protegendo-se do sol, levando água potável, não utilizando a água imprópria e, ao mesmo tempo, recolhendo seu próprio lixo para não gerar mais impactos à saúde”, conclui.

Para ouvir e assistir

O jornal Conexão BdF – 1ª Edição vai ao ar em duas edições, de segunda a sexta-feira: a primeira às 9h e a segunda às 17h, na Rádio Brasil de Fato, 98.9 FM na Grande São Paulo, com transmissão simultânea também pelo YouTube do Brasil de Fato.

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