sexta-feira, agosto 14, 2026
spot_img
InícioSEGURANÇAGrupo que planejava ataques no DF tinha plantas de órgãos da Esplanada

Grupo que planejava ataques no DF tinha plantas de órgãos da Esplanada

0:00

Oito homens envolvidos com neonazismo e misoginia – entre eles, um seminarista – planejavam um atentado em Brasília durante as eleições. A investigação foi detalhada nesta terça-feira (4), após operação realizada em cinco estados.

Os suspeitos têm idades entre 19 e 31 anos e são dos estados de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Pernambuco. Os perfis são variados, de acordo com o coordenador de inteligência da Polícia Civil do Distrito Federal, Maurílio Coelho.

“A maioria deles está mais na faixa de 19 aos 25 anos. Os empregos são os mais variados, até a ausência de empregos. Trabalham na iniciativa privada e, conforme o delegado Barreto mencionou, tem um que está até no seminário, no mosteiro”.

Não houve prisões durante a operação. Segundo Maurílio, neste primeiro momento, a ação teve como foco a busca e apreensão para confiscar celulares e computadores para entender o grau de planejamento.

A apuração começou a partir de um relatório do Ciberlab, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, produzido a partir de informações da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Após a identificação, eles tiveram os endereços descobertos e passaram a ser monitorados. Os investigados discutiam o plano pelo Telegram em grupos públicos.

Segundo o coordenador de inteligência da Polícia Civil do Distrito Federal (PC-DF), o grupo não definiu nomes de autoridades como alvos e se colocava contra o sistema político como um todo.

Os membros compartilhavam plantas e mapas de prédios da região central, com foco na Esplanada dos Ministérios, como afirmou Maurílio.

“Então eles fizeram um desenho da área central, marcando todos os ministérios, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal, e estavam a definir qual seria o alvo primário. E em complemento, eles difundiram a planta baixa do Palácio do Planalto, como escolha de alvo primário”.

Segundo o Ministério da Justiça, o grupo extremista ainda usava o aplicativo de mensagens para disseminar conteúdos neonazistas, antissemitas e de ódio contra mulheres, além de recrutar integrantes.

 

*Reportagem de Gabriel Brum e Locução de Daniella Longuinho


Google search engine

Fonte Original

DF e o Ideb: a dura realidade do magistério sob Ibaneis Rocha e Celina Leão

Na última semana, o Distrito Federal recebeu uma notícia triste, mas não surpreendente: os dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2025,...

Eleições em tempos de El Niño

Olá, apesar da calmaria, os tempos não prometem tranquilidade. .Sem céu de brigadeiro. Lula é o favorito nas eleições, mas a campanha mal começou. A vantagem...

Ferida aberta: por que a Guerra do Paraguai ecoa de formas tão distintas no Brasil e no país vizinho?

A Guerra do Paraguai voltou ao debate público após declarações do presidente Lula sobre o conflito que aniquilou 70% da população paraguaia. “A gente...
ARTIGOS RELACIONADOS
Anúncio
Google search engine

MAIS POPULAR