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Após tentativa de adiamento, julgamento do caso Henry Borel é iniciado

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Durante a sessão de julgamento do caso do menino Henry Borel, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, padrasto e acusado da morte da criança, chegou a pedir a destituição dos advogados, manobra que poderia adiar novamente o julgamento. Mas desistiu do pedido após a juíza Elizabeth Machado Louro, que preside o Tribunal do Júri, determinar a transferência dele para Bangu 1, unidade considerada mais rigorosa com os custodiados. A alegação do réu era a ausência de um de seus advogados, Fabiano Tadeu Lopes, que liderava a equipe de defesa e sofreu um infarto no último sábado (23).

Crime

Após ser interrompido em março, o julgamento foi retomado nesta segunda-feira (25). Além de Jairinho, também responde pelo crime e está sendo julgada a professora Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel. Eles são acusados da morte de Henry, em 2021, por agressão. O menino tinha apenas 4 anos e sofreu múltiplas lesões corporais dentro de casa. Chegou a ser levado a um hospital, mas não resistiu. As investigações apontaram ainda que Henry era vítima constante de violência.

O julgamento conta com 27 testemunhas e sete jurados, sendo cinco homens e duas mulheres. Jairo é acusado de homicídio qualificado por meio cruel, que impossibilitou a defesa da vítima, e por torturas praticadas contra a criança. Já Monique responde por homicídio com omissão qualificada por motivo torpe e por recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

Teia de influência

Na chegada ao Tribunal de Justiça, o pai da criança, Leniel Borel de Almeida Junior, que também atua como assistente da acusação, antecipou que a estratégia é mostrar a teia de influência utilizada por Dr. Jairinho para esconder evidências do assassinato do menino. Além disso, ele criticou o fato de os réus terem conseguido apagar dados de computador e telefone celular.

Defesa

Também antes do começo do julgamento, um dos advogados de Jairinho, Rodrigo Faucz, reforçou a versão de que a causa da morte do menino foi um acidente.  De acordo com ele, existe um laudo que demonstra a alegação. O advogado reclamou ainda de que a defesa não teve acesso a todas as provas que fazem parte do processo.

A previsão é que o julgamento leve de cinco a sete dias.

*Com informações da Agência Brasil


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