quinta-feira, setembro 24, 2026
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Israel anuncia libertação de ativista brasileiro Thiago Ávila neste sábado, afirma ONG

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Em meio à pressão internacional, a agência de inteligência israelense Shabak anunciou que os ativistas brasileiro Thiago Ávila e espanhol-palestino Saif Abu Keshek, lideranças da missão humanitária Flotilha Global Sumud, serão libertados neste sábado (09/05) após mais de uma semana retidos em isolamento total e sob condições punitivas. A informação foi divulgada pela equipe jurídica de direitos humanos Adalah.

A organização que representa Ávila e Abu Keshek detalha que ambos serão entregues às autoridades migratórias de Israel ainda neste sábado e mantidos sob custódia até a deportação. “A Adalah está acompanhando de perto os desdobramentos para garantir que a libertação da detenção ocorra, seguida de sua deportação de Israel nos próximos dias”, acrescentou.

Na quarta-feira (06/05), o Tribunal Distrital de Beer Sheva, de Israel, havia rejeitado um recurso apresentado pela defesa contra a manutenção das detenções, reafirmando portanto a decisão de manter os integrantes da missão humanitária retidos até domingo (10/05) – mesmo sem apresentação alguma de acusação formalizada. 

Na ocasião, a Adalah declarou a conduta do regime sionista como “ilegal e descabida”, ressaltando que o tribunal não levou em consideração “a falta fundamental de autoridade legal do Estado para efetuar uma prisão – que, na prática, foi um sequestro – em águas internacionais”. 

Os ativistas da flotilha foram sequestrados ilegalmente pela Marinha de Israel em águas internacionais na data de 30 de maio. Em seguida, eles foram levados a uma detenção israelense, onde foram isolados e, conforme apuração de Opera Mundi, submetidos a agressões físicas. Em imagens veiculadas que circularam no noticiário global, Ávila e Abukeshek comparecem diante de um tribunal israelense com marcas visíveis de violência.

Desde o sequestro de caráter ilegal, ambos entraram em greve de fome. A Adalah também informou que, em 5 de maio especificamente, Abu Keshek se recusou também a beber água, em protesto contra o tratamento de Israel. 

“Os ativistas foram sequestrados de uma embarcação com bandeira italiana, ficando sob jurisdição da Itália. A operação constitui uma clara violação do direito internacional. O governo italiano já condenou a ação de Israel como ilegal”, enfatizou Adalah, em nota.

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