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Israel segue atacando Líbano apesar de cessar-fogo; Hezbollah alerta que acordo pode desmoronar

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As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) reforçaram, nesta quarta-feira (8), que continuarão atacando o Líbano ao argumentar que, conforme declarou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, o acordo de trégua de efeito imediato estabelecido na noite anterior entre os Estados Unidos e o Irã não inclui o país.

De acordo com a emissora catari Al Jazeera, desde que o tratado entrou em vigor, houve “inúmeros ataques israelenses em vários locais no sul libanês”, embora o movimento de resistência Hezbollah tenha inicialmente interrompido suas ofensivas contra o norte de Israel e unidades israelenses no Líbano.

O porta-voz militar, coronel Avichay Adraee, usou suas redes sociais para alertar a população libanesa para evacuar as áreas ao sul do rio Zahrani.

O Hezbollah, por sua vez, alertou que o acordo de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã, que prevê duas semanas de interrupção nos ataques, pode desmoronar completamente se o Líbano não for incluído.

Em sua primeira declaração desde a confirmação do tratado, o movimento pediu que civis libaneses não retornem às áreas do Líbano que as IDF ordenaram a evacuação “antes do anúncio oficial final de um cessar-fogo no Líbano”.

“Hoje estamos à beira de uma grande vitória histórica, que será alcançada graças aos sacrifícios dos combatentes, ao sangue dos mártires e à sua firmeza e paciência incomparáveis”, disse o grupo. “Pedimos a vocês, nestes momentos decisivos, mais paciência, firmeza e espera, e não irem aos vilarejos, cidades e áreas-alvo do sul, Beqaa [Vale] e subúrbios do sul de Beirute antes do anúncio oficial final de um cessar-fogo no Líbano.”

Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, Teerã destacou diversas vezes que “é uma frente única com o Líbano”, e que “qualquer acordo terá que incluí-lo”, conforme a Al Jazeera.

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, anunciou que os Estados Unidos, o Irã e seus aliados chegaram a um acordo para um “cessar-fogo imediato em todos os lugares, incluindo o Líbano e outros lugares”. No entanto, logo depois, Netanyahu declarou que a trégua não era aplicável ao Líbano.

Segundo autoridades libanesas, mais de 1,5 mil pessoas foram mortas e mais de um milhão deslocadas em ataques israelenses no país desde 2 de março. Após lançar uma invasão no sul do Líbano, as IDF anunciaram que pretendiam tomar mais território para expandir uma área que definem como uma “zona tampão”.

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