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Caso Epstein: Steve Bannon disse que precisava ‘manter essa coisa do Jair [Bolsonaro] nos bastidores’

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O nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) aparece em mensagens divulgadas nesta sexta-feira (30), como parte dos arquivos do caso Jeffrey Epstein.

Em uma conversa de 12 de outubro de 2018, o estrategista de movimentos da direita global, Steve Bannon, afirmou que precisava “manter essa coisa do Jair [Bolsonaro] nos bastidores”, em referência a sua atuação na campanha do ex-presidente.

A conversa aconteceu cinco dias após o primeiro turno da eleição presidencial brasileira entre Bolsonaro e Fernando Haddad (PT) e tem como interlocutor uma pessoa cujo nome aparece sob tarjas, mas, com base em conversas anteriores, possivelmente é Epstein.

“Não gostei de Bolsonaro chamando qualquer associação com você de ‘fake news’, embora eu compreenda”, diz a pessoa de identidade desconhecida. “Eu preferiria um boné MBGA [possível menção a Make Brazil Great Again]”, continua. Bannon responde: “Tenho de manter a coisa do Jair nos bastidores. Meu poder vem de não ter ninguém me defendendo”.

Dois dias antes, o indivíduo desconhecido — possivelmente Epstein — e Bannon haviam comentado sobre a eleição no Brasil.

“Bolsonaro é um divisor de águas. Sem refugiados querendo entrar. Sem Bruxelas dizendo a ele o que fazer. Ele só tem de reiniciar a economia. Gigante. 1,8 trilhão PIB”, diz. Bannon responde: “Eu sou muito, muito próximo desses caras — eles me querem como conselheiro. Devo fazer isso?”.

Em agosto daquele ano, Bannon havia se encontrado com Eduardo Bolsonaro em Nova York (EUA). O ex-deputado federal chegou a afirmar que Bannon era um entusiasta de Jair Bolsonaro e que os dois manteriam contato “para somar forças, principalmente contra o marxismo cultural”.

Jeffrey Epstein, bilionário estadunidense morto em 2019 enquanto estava preso, é apontado como responsável por um esquema de tráfico e exploração sexual de adolescentes envolvendo mais de mil vítimas. Ele foi encontrado morto em sua cela, no Centro Correcional Metropolitano de Nova York.

Nesta sexta-feira, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos publicou mais de 3 milhões de páginas de arquivos do caso, incluindo fotos e vídeos, alguns tirados pelo próprio bilionário condenado por crimes sexuais. Os arquivos revelam que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicanos) foi acusado de abusar sexualmente de uma adolescente.

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