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Provas discursivas do CPNU 2 registram 20% de abstenção

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A abstenção dos candidatos convocados para a segunda etapa do Concurso Público Nacional Unificado 2025 foi de 20%, informou na noite deste domingo (7) a ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, ao apresentar um balanço do certame.

“Não compareceram 8.508 pessoas, que é exatamente 20% [dos aptos]. Ou seja, 20% das pessoas não compareceram. Essa previsão está dentro do esperado para um concurso que tem duas provas, mas fica muito abaixo das ausências que houve na primeira fase. Na primeira fase, a gente teve em torno de 40% de ausências, que já foi uma abstenção bem menor do que no CPNU 1 e bem abaixo da média dos concursos em geral.”

Ao todo, mais de 42 mil candidatos aprovados nas provas objetivas estavam aptos para realizar as provas discursivas neste domingo. Desse total, 14,6 mil eram pessoas negras, 634 indígenas, 616 quilombolas e 4.198 pessoas com deficiência.

A aplicação das provas foi monitorada em tempo real pelo Centro Integrado de Comando e Controle Nacional, localizado em Brasília. Não há registros de intercorrências.


Brasília (DF), 07/12/2025 - A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), Esther Dweck, durante entrevista coletiva e apresentação do balanço da aplicação das provas discursivas do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU). Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Brasília (DF), 07/12/2025 - A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), Esther Dweck, durante entrevista coletiva e apresentação do balanço da aplicação das provas discursivas do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU). Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Brasília (DF), 07/12/2025 – A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), Esther Dweck, durante entrevista coletiva e apresentação do balanço da aplicação das provas discursivas do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) – Marcelo Camargo/Agência Brasil

Durante a coletiva de imprensa, a ministra Esther Dweck, detalhou como funcionou a regra de equiparação, ação afirmativa adotada para garantir a participação de, no mínimo, 50% de mulheres em todos os cargos na fase discursiva. Ela cita como exemplo a mudança promovida no bloco 7.

“No Analista Técnico de Justiça e Defesa, antes da equiparação, gente tinha 1.490 homens que foram aprovados pela segunda etapa e só 888 mulheres. Então eram 63% de homens e 37% de mulheres. Quando a gente chamou mulheres para completar os 1.490, a gente ficou nesse bloco de 50% de mulheres, 50% de homens. Para a gente completar aqui, a gente chamou mais 500 mulheres para completar esse bloco.”

De acordo com a ministra, o governo federal vai alcançar a meta de promover o ingresso de cerca de 22 mil novas pessoas no serviço público federal na atual gestão.

Dweck reforça que o número ainda é considerado baixo considerando aqueles que deixaram a administração pública nos últimos anos.

“Isso, como eu tenho falado, é muito inferior à saída que houve. Houve uma saída de mais de 160 mil pessoas da Administração Pública Federal. A gente teve entradas que foram mais concentradas na educação do que nas outras áreas. Toda vez que alguém me pergunta qual era a área com mais carência, é difícil dizer. Então a gente autorizou, entre o CPNU e outros concursos, um quantitativo em torno de 22 mil novas vagas, novos entrantes no serviço público federal.”

A operação de logística de aplicação das provas discursivas mobilizou mais de 22 mil pessoas em todo o território nacional, sendo a metade, 11 mil, apenas das forças de segurança.

A segunda edição do CPNU oferta 3.652 vagas para 32 órgãos públicos.

 


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