quarta-feira, junho 10, 2026
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Acareação entre Mauro Cid e Braga Netto termina com acusações

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A acareação desta terça-feira (24), no STF, entre réus acusados de tentativa de golpe de estado teria terminado com acusações de falso testemunho, segundo os advogados presentes.

O ministro Alexandre de Moraes não permitiu que o procedimento fosse gravado ou que a imprensa estivesse presente. 

De acordo com a defesa do general Braga Netto, o réu pela trama golpista chamou o delator, o tenente-coronel, Mauro Cid, de mentiroso. O relato foi dado pelo advogado José Luís Oliveira Lima.

“O general Braga Netto, em duas oportunidades, afirmou que o senhor Mauro Cis, que permaneceu durante todo o ato com a cabeça baixa, abaixada, ele o chamou de mentiroso e ele não retrucou quando teve a oportunidade de falar. É uma pena que não tenha sido gravado, para que toda a imprensa, e todos que acompanharam o processo desde o início, pudessem constatar a afirmação, textual, do general Braga Netto, que afirma que ele estava mentindo. Uma pena. O direito de defesa foi violado, a prerrogativa da defesa foi violada”.

Para o advogado, o direito de defesa foi violado ao não ser permitida a gravação da acareação.

Os réus ficaram frente a frente por mais de 1 hora e meia. A defesa de Braga Netto questiona a declaração de que o general teria repassado R$ 100 mil para Mauro Cid, dinheiro que supostamente seria usado no financiamento do golpe.

Já o advogado Cezar Bitencourt, que defende Mauro Cid, disse que a acareação foi positiva e questionou a ética da defesa de Braga Netto.

“Foi positiva, para esclarecer algumas dúvidas que o ministro tinha. Era só correções, coisas que podem ter duas interpretações, qual é a interpretação correta. Nada de novo, nada de especial. Vou dizer que o advogado do Braga Netto disse um monte de baboseira aí, um cara antiético”.

Nesta terça-feira ainda acontece uma acareação entre o réu Anderson Torres, ex-ministro da Justiça do governo de Jair Bolsonaro, e o general Freire Gomes, ex-comandante do exército, que é testemunha no processo.

O procedimento foi solicitado pela defesa de Torres, que alega haver pontos “nevrálgicos” do depoimento de Gomes que precisam ser esclarecidos. 


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