quarta-feira, junho 10, 2026
spot_img
InícioCIDADES"PL é inconstitucional": sessão da CMBH é marcada por

“PL é inconstitucional”: sessão da CMBH é marcada por

0:00

Em Belo Horizonte, a abertura dos trabalhos legislativos na Câmara Municipal terminou em truculência, como apontaram movimentos populares e parlamentares, nesta quarta-feira (5). 

Vídeos divulgados nas redes sociais mostram brigas entre seguranças da casa e manifestantes, que se mobilizaram na reunião de plenário para protestar contra o PL 591/2023, aprovado em 1º turno, que quer estabelecer o sexo biológico como critério definidor para participação em eventos esportivos realizados na capital.  

 

Durante a reunião, em meio às manifestações pacíficas do público, a presidência, sob o comando de Juliano Lopes (PODE), ordenou a retirada de um dos manifestantes, o que resultou em uma confusão generalizada. Em seguida, a sessão foi suspensa.

“A proposta foi considerada inconstitucional por ferir princípios de igualdade e não discriminação. Somos contra qualquer medida que viole direitos e exclua pessoas trans do esporte e da sociedade”, denunciou a União Colegial de Minas Gerais, por meio das redes sociais. 

:: Receba notícias de Minas Gerais no seu Whatsapp. Clique aqui ::

“Hoje, a galeria estava cheia de pessoas se manifestando contra o PL transfóbico apresentado para votação. A resposta à indignação foi a retirada de manifestantes da galeria por meios truculentos. Não aceitaremos essa prática na Câmara Municipal. Defenderemos sempre a democracia e o direito à livre manifestação”, defendeu o vereador Dr. Bruno Pedralva (PT), em uma publicação. 

O projeto, de autoria da Flávia Borja (DC), teve parecer favorável nas comissões de Legislação e Justiça e Mulheres, para que então pudesse entrar em pauta.  No entanto, a comissão de Direitos Humanos, Habitação, Igualdade Racial e Defesa do Consumidor votou pela rejeição, segundo parecer da vereadora Iza Lourença (Psol).

:: Nos últimos 4 anos, Câmara de Belo Horizonte legislou contra população LGBTI+, diz ativista ::

Para ela, o PL 591/ 2023 “viola os direitos de uma parcela de seres humanos que querem praticar esportes e não se identificam com o seu sexo biológico”.

“Começou a luta, a gente não vai arregar, e a gente vai seguir juntas, juntos e juntes”, declarou, ao fim da votação, Juhlia Santos (Psol), a única vereadora trans da Câmara. 

Inconstitucionalidade

A deputada federal Duda Salabert (PDT) também se indignou, por meio das redes sociais, devido à truculência com que os manifestantes foram tratados. 

“Cenas lamentáveis de violência contra ativistas dos movimentos LGBTQIA+ agora na Câmara Municipal de BH. Usaram a violência para tentar silenciar os ativistas que se manifestaram contra o projeto de lei inconstitucional que objetiva impedir pessoas trans em competições esportivas”, criticou. 

Deputada estadual, Bella Gonçalves (Psol) reforçou que a violência desta quarta-feira será levada à Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e que a Câmara será oficiada. 

“É um absurdo que a sociedade civil e as pessoas em defesa dos direitos LGBTQIA+ sejam violentadas dentro de uma Casa Legislativa. Casa essa que é do povo e deve ser tratada como tal”, denunciou a parlamentar, por meio das redes sociais. 


 

Edição: Ana Carolina Vasconcelos

Fonte Original

Conceição do Mato Dentro reforça debate sobre diversificação econômica com segundo fórum em seis meses

Quando uma cidade realiza dois fóruns sobre diversificação econômica com apenas seis meses de intervalo entre eles, o recado é claro: o futuro não...

Construir a nova Ásia de nossos sonhos

O crescimento econômico por si só não garante a soberania genuína na Ásia; uma plataforma regional de coordenação continua sendo uma necessidade material vital...
ARTIGOS RELACIONADOS
Anúncio
Google search engine

MAIS POPULAR