quinta-feira, setembro 24, 2026
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Cruzeiro: dado sobre baixo uso de jovens no Brasileiro impressiona; entenda

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A opção do técnico Pepa em relação aos jovens jogadores do elenco voltou à tona após a divulgação de dados sobre os 20 clubes do Campeonato Brasileiro. O Cruzeiro é o time com menor número de  jogadores sub-23 com mais 90 minutos de participação na edição 2023, após 13 rodadas.

 

 

 

De acordo com dados do WyScout divulgados pelo Footure Pro, somente o ponta Stênio ultrapassou a marca. O atleta tem pouco mais de 200 minutos jogados na Série A.  

 

Pepa vem sendo questionado sobre os motivos da pouca utilização de jovens jogadores na temporada. Até o momento, somente Stênio têm entrado com frequência. Nomes como Daniel Jr, primeiro por opção do treinador e agora por lesão, e Kaiki, pelos bons desempenhos de Marlon não têm sido utilizados. Além disso, parte da torcida cobra o uso de jovens jogadores no sistema ofensivo, que vive momento ruim. 

 
  • Revelado pelo Cruzeiro, atacante é o terceiro artilheiro do Brasil em 2023 
Stênio disputou, até agora, oito jogos — sendo dois deles como titular — e não marcou gols nem deu assistências. A média do jogador é de, aproximadamente, 26 minutos em campo por partida. O que já é considerado um número baixo.
O levantamento não contabilizou jogadores com menos de 90 minutos, portanto, mais nenhum jogador com 23 anos ou menos do Cruzeiro foi incluído.
 
 
 

Ranking de utilização de jogadores sub-23 no Brasileiro

  • Bragantino (15 jogadores) — Até 200 minutos: um; entre 200 e 500 minutos: cinco; mais de 500 minutos: cinco
  • Vasco (14 jogadores) — Até 200 minutos: um; entre 200 e 500 minutos: dez; mais de 500 minutos: três
  • Palmeiras (11 jogadores) — Até 200 minutos: dois; entre 200 e 500 minutos: sete; mais de 500 minutos: dois
  • Corinthians (11 jogadores) — Até 200 minutos: um; entre 200 e 500 minutos: seis; mais de 500 minutos: quatro
  • Grêmio (nove jogadores) — Até 200 minutos: um; entre 200 e 500 minutos: seis; mais de 500 minutos: dois
  • Internacional (oito jogadores) — Até 200 minutos: um; entre 200 e 500 minutos: quatro; mais de 500 minutos: três
  • Bahia (oito jogadores) — Até 200 minutos: um; entre 200 e 500 minutos: quatro; mais de 500 minutos: três
  • Athletico-PR (oito jogadores) — Até 200 minutos: um; entre 200 e 500 minutos: quatro; mais de 500 minutos: três
  • São Paulo (sete jogadores) — Até 200 minutos: um; entre 200 e 500 minutos: três; mais de 500 minutos: três
  • Santos (sete jogadores) — Até 200 minutos: um; entre 200 e 500 minutos: dois; mais de 500 minutos: quatro
  • Fluminense (seis jogadores) — Até 200 minutos: um; entre 200 e 500 minutos: três; mais de 500 minutos: dois
  • Coritiba (seis jogadores) — Até 200 minutos: um; entre 200 e 500 minutos: três; mais de 500 minutos: dois
  • América-MG (cinco jogadores) — Até 200 minutos: três; entre 200 e 500 minutos: um; mais de 500 minutos: um
  • Goiás (quatro jogadores) — Até 200 minutos: três; mais de 500 minutos: um
  • Fortaleza (quatro jogadores) — Até 200 minutos: um; entre 200 e 500 minutos: um; mais de 500 minutos: dois
  • Flamengo (quatro jogadores) — Entre 200 e 500 minutos: um; mais de 500 minutos: três
  • Botafogo (quatro jogadores) — Até 200 minutos: um; entre 200 e 500 minutos: um; mais de 500 minutos: dois
  • Cuiabá (três jogadores) — Mais de 500 minutos: três
  • Atlético-MG (dois jogadores) — Mais de 500 minutos: dois
  • Cruzeiro (um jogador) — Entre 200 e 500 minutos: um
 

Pepa comenta sobre utilização da base

 
O treinador Pepa falou com a imprensa após o empate em 0 a 0 entre Cruzeiro e Internacional, na noite de sábado (1), no Beira-Rio, pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro. Entre os questionamentos, o português foi perguntado se jovens da base que têm treinado com o elenco principal irão receber oportunidades nos próximos jogos.
 
— Hoje jogou o Stênio, o Marlon hoje estava pendurado e levou o amarelo, em condições normais, vai o Kaiki lá pra dentro, outro jogador da base. Hoje o Robert era para entrar no jogo. A partir dos 65 minutos, como eu falei, (o jogo) alterou por completo (com a expulsão de Lucas Oliveira) e nós alteramos também, tiramos os alas para ficarmos mais confortáveis atrás, portanto não deu para o “miúdo” entrar — explicou Pepa.
 
 
 
Apesar disso, o treinador explicou que não irá dar minutos para jovens jogadores apenas por dar.
— Mas isto não pode ser o “entrar por entrar”. Nós temos que nos lembrar, e temos que ser aqui muito sinceros, que o Cruzeiro teve três anos na Série B. É natural que a própria qualidade da base, uma coisa é Série B e outra coisa é Série A, são coisas completamente diferentes. Nós temos que ter essa capacidade de trabalhar, preparar as crias, e não lançar para dizer que apareceu, que o Cruzeiro ou Pepa lançaram — ressaltou o treinador.

Exigência de Série A

Pepa falou também sobre o nível de exigência da Série A, ressaltando que quer que os jogadores que forem utilizados estejam preparados.
— É para irem para dentro (do campo) preparados e não queimar os meninos, não mandar para a fogueira para queimar. Eles estão a ser preparados. Estamos constantemente a acompanhar. Treino muitos jogadores do sub-20 conosco, um até do sub-17, que também está no sub-20, treina conosco. É um processo que demora muito tempo. O nível de exigência da Série A é completamente diferente da Série B — continuou Pepa.
O questionamento surgiu após Pepa escalar o atacante Stênio, de 20 anos, como titular na vaga de Gilberto. De acordo com o treinador, a escolha pelo jovem se deu por uma situação de jogo, partindo da análise do jeito do Internacional atuar.
Na próxima partida do Cruzeiro, contra o Vasco, no próximo sábado (8), às 18h30, em São Januário, a tendência é que Kaiki, de 20 anos, jogue na lateral-esquerda, porque Marlon recebeu o terceiro cartão amarelo contra o Internacional e fica fora.

 

 
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