O consumidor masculino tem demonstrado maior interesse por estilo e inovação, buscando peças que traduzam personalidade e liberdade estética. A recente semana de moda de Paris, Milão e Londres com lançamentos para os guapos, sinalizaram uma nova fase do vestuário masculino.
Entre os destaques, grifes como Prada, Dior Men, Louis Vuitton ) sob direção criativa do rapper Pharrell Williams), e JW Anderson apresentaram propostas que mesclam o clássico com toques contemporâneos. Ao lado delas, nomes emergentes como Steven Stokey-Daley, Bianca Saunders e Kidsuper trouxeram narrativas frescas e cheias de identidade.
A alfaiataria vive um momento de transformação: deixou a rigidez tradicional e adotou cortes amplos, tecidos leves e estruturas desconstruídas. Casas como Zegna e Dries Van Noten trouxeram ternos mais relaxados, que equilibram sofisticação e conforto, refletindo o novo comportamento urbano.
Os acessórios masculinos ganharam relevância, com bolsas, óculos e calçados robustos compondo looks versáteis e ousados. As cores da temporada variaram entre tons terrosos, pastéis delicados e toques vibrantes de amarelo e azul.
VAIVÉM
* Por aqui também o menswear cresce. No circuito mineiro, a marca Adriano Stefano aparece em destaque. Ela nasceu em novembro de 2015, em Belo Horizonte, no bairro Castelo. É homônima do seu proprietário e conta com duas unidades em Minas, incluindo uma na prestigiosa região da Alameda Niemeyer – que tem o mais alto poder aquisitivo do país. O propósito da marca é ir além do varejo — oferecendo estilo, confiança e personalidade a cada cliente
* Mas a história da moda-homem em Minas começou antes, quando o alfaiate Hermano vestia figuras de peso como Tancredo Neves, José Alencar e Itamar Franco . Sua casa na Savassi se tornou referência em alfaiataria sob medida. Após sua morte, a trajetória foi continuada pelo filho Marcelo Blade, que modernizou a marca Blade Alfaiataria. Agora, chega à terceira geração, com a entrada de Bruno Durães e mantendo a tradição do “feito à mão”.
PONTO FINAL. Como o assunto hoje é moda masculina, o nome do italiano Giorgio Armani é obrigatório. A partir dos anos 1970, ele revolucionou a alfaiataria ao introduzir cortes mais leves e tecidos fluidos, quebrando a rigidez tradicional dos ternos. Armani retirou as ombreiras excessivas e estruturou seus blazers com caimento natural. O impacto foi global, especialmente após o figurino do filme “Gigolô Americano” (1980), com Richard Gere vestindo suas peças.


