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No Marco Zero do Recife, boleto gigante cobra que países ricos paguem a conta pela preservação ambiental — Brasil de Fato

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Na tarde deste sábado (25), uma réplica de um boleto de pagamento com oito metros de largura será instalada na praça do Marco Zero, centro do Recife, às 15 horas. A ação é encabeçada pela Aliança dos Povos pelo Clima, uma articulação da sociedade civil. O “boleto climático” terá inscrito o valor de US$ 1 trilhão, fatura da “dívida climática” cobrada ao chamado “Norte global” – ou “países desenvolvidos” – pelos povos e territórios do Sul global. Além do Recife, a ação também acontece em Brasília (DF), São Paulo (SP), Santarém (PA) e Vitória do Xingu (PA).

A data de vencimento do documento simbólico é de 525 anos, em alusão ao período em que Portugal e outros europeus iniciaram sua dívida com o Brasil. Além da instalação do boleto, está previsto um ato político com performances artísticas, distribuição de material da campanha e falas públicas da Aliança dos Povos pelo Clima. A intervenção faz parte da agenda preparatória da articulação para a 30ª Conferência da ONU sobre o clima (COP 30), que acontece de 10 a 21 de novembro, em Belém (PA).

A ação integra a campanha “A gente cobra financiamento climático direto para quem cuida da floresta”, que pede que 50% dos fundos internacionais de financiamento climático sejam passados diretamente aos povos indígenas, quilombolas, extrativistas, ribeirinhos e juventudes das periferias – com intermediação de conselhos de tomada de decisão. A campanha será lançada oficialmente na terça-feira (28).

Entre este domingo (26) e a quinta-feira (30), o município de Santarém (PA) sedia o Encontro Global das Caravanas, reunindo lideranças políticas e da luta ambiental de países da América Latina para alinhamento de estratégias de incidência na COP 30. A Aliança dos Povos pelo Clima se propõe a lutar por território, justiça climática e decisão internacional.

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