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Extrema direita tenta usar pesquisa para desgastar imagem de Lula, avalia cientista política

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A pesquisa divulgada pela Real Time Big Data, nesta terça-feira (5), que indica vantagem para o presidente Lula no primeiro turno e empate técnico com Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, deixa aberto o cenário para as eleições presidenciais de 2026.

A cientista política Rosemary Segurado, diretora do Coletivo Digital, pondera que, apesar de muitos desenhos políticos já estarem bem claros, a campanha não começou e o cenário é ainda de indefinição. Além disso, ela questiona a necessidade da realização de pesquisa de segundo turno em um momento como esse. “Muitos dos nomes colocados em pesquisa não são candidatos. Flávio Bolsonaro, sim. Caiado, sim, mas outros nomes têm se lançado até mesmo para postular outros tipos de disputa. Esse cenário nos coloca uma questão, que é: será que é hora de fazer pesquisa de segundo turno?”, questiona.

O desgaste de um candidato que está em evidência, como é Lula, o atual presidente, é bastante previsível dentro da análise política, destaca Segurado. “A gente também precisa avaliar o quanto desses resultados têm de elementos do antipetismo. Problemas todos os governos têm, mas existe um investimento pesado de setores que, embora inclusive ganhem muito dinheiro, são insaciáveis e investem muito contra o presidente Lula. A extrema direita também segue investindo contra Lula. Antigamente a gente chamava de direita moderada, mas hoje não existe mais. Esse cenário é importante de ser avaliado”, pondera.

Para Segurado, o endividamento é realmente um dos pontos mais negativos do cenário atual de pré-campanha para reeleição de Lula. “As pessoas têm se endividado por coisas básicas; o próprio presidente falou: se endividam para comer”, avalia.

Ela destaca que iniciativas como o Desenrola e a redução de valores dos combustíveis com subsídios em meio à crise na economia global, neste contexto, são importantes. Mas pondera que o desafio é muito maior. “Lula estará no foco desses grupos que, mais do que criticar por esse ou aquele motivo, esses setores conservadores querem ocupar o lugar de Lula. Para quê? Para que as políticas sociais desse governo deixem de existir”, critica.

Segurado também lembra que, caso o fim da escala 6×1 seja aprovado, isso poderá reverter positivamente para Lula, considerando que essa é uma bandeira do campo progressista. “Nós estamos no século 21 e, tecnologicamente, temos capacidade de trabalhar menos e termos praticamente pleno emprego. As jornadas de trabalho exaustivas só servem para tentar controlar o trabalhador”, afirma.

Para ouvir e assistir

O jornal Conexão BdF vai ao ar em duas edições, de segunda a sexta-feira: a primeira às 12h e a segunda às 17h, na Rádio Brasil de Fato, 98.9 FM na Grande São Paulo, com transmissão simultânea também pelo YouTube do Brasil de Fato.

Fonte Original

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