quarta-feira, junho 10, 2026
spot_img
InícioCULTURADeputado do MBL, Guto Zacarias é acusado de coagido ex-companheira a abortar

Deputado do MBL, Guto Zacarias é acusado de coagido ex-companheira a abortar

0:00

O deputado estadual Guto Zacarias (Missão) teria coagido a sua ex-companheira de 22 anos a realizar um aborto no primeiro semestre de 2024. A informação consta em uma denúncia, oferecida pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), contra o parlamentar por violência psicológica contra a mulher no âmbito da Lei Maria da Penha. O processo corre em segredo de Justiça.

De acordo com a denúncia, o deputado, que teve uma relação amorosa com a vítima entre 2021 e abril de 2024, teria, inclusive, sugerido clínicas clandestinas para a jovem realizar o aborto. Zacarias é pré-candidato a deputado federal por São Paulo e faz uso de um discurso conservador em suas plataformas. Na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), ele já foi vice-líder do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). 

Na denúncia, o Ministério Público afirma que Zacarias teria tentado controlar as ações da jovem por meio de “manipulação, chantagem emocional e constrangimentos reiterados, inclusive durante o estado gestacional da vítima”.

Trechos da denúncia apontam que a ex-companheira de Zacarias passou a enfrentar crises durante a gestação após as ameaças do denunciado. Segundo o documento, “a vítima sofreu com episódios de pânico, insônia, sensação de perseguição e medo constante de que o denunciado pudesse invadir sua residência para forçá-la a interromper a gestação”. O texto também afirma que “a violência psicológica praticada por AUGUSTO foi constante e devastadora”, e que a mulher vivia sob tensão. De acordo com a denúncia, o acusado teria atuado para intimidar e controlar a vítima, provocando abalo emocional.

Em um dos depoimentos à polícia, a vítima chega a afirmar que Zacarias teria sugerido, além de clínicas, outros caminhos para realizar o aborto. “Durante toda a gestação, [houve] essas conversas dele tentando me convencer a não ter [o bebê], a interromper a gravidez”, disse a vítima. “Ele sugeriu que eu tomasse um comprimido e ai eu fiquei com muito medo porque eu falei ‘eu não vou tomar nenhum comprimido’ porque acho que eu não queria.” Em outro momento, Zacarias teria sugerido o método de “sucção”.

Em dezembro do ano passado, a vítima registrou boletim de ocorrência e pediu medidas protetivas. Ela relata que, durante a gravidez, passou a temer pela própria vida diante de ameaças frequentes. Em alguns momentos, acordava durante a madrugada com medo de que ele invadisse a casa. O documento ainda indica que houve abandono financeiro durante a gestação, sem apoio à vítima e ao bebê que nasceu no início do ano passado. Diante das ameaças, da pressão psicológica e da ausência de suporte, a vítima solicitou medidas protetivas de urgência por temer por sua integridade e pela segurança da filha.

O Brasil de Fato solicitou um posicionamento sobre o assunto ao deputado e aguarda um retorno. 

Fonte Original

Conceição do Mato Dentro reforça debate sobre diversificação econômica com segundo fórum em seis meses

Quando uma cidade realiza dois fóruns sobre diversificação econômica com apenas seis meses de intervalo entre eles, o recado é claro: o futuro não...

Construir a nova Ásia de nossos sonhos

O crescimento econômico por si só não garante a soberania genuína na Ásia; uma plataforma regional de coordenação continua sendo uma necessidade material vital...
ARTIGOS RELACIONADOS
Anúncio
Google search engine

MAIS POPULAR