quarta-feira, junho 10, 2026
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Policial militar agride estudantes em escola estadual no Rio

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Um policial militar agrediu pelo menos dois estudantes dentro de um colégio estadual na zona sul do Rio de Janeiro, na manhã desta quarta-feira (25). Parte do episódio foi gravada e viralizou nas redes sociais.

O caso ocorreu durante uma manifestação, organizada por movimentos estudantis, na Escola Estadual Senor Abravanel — antiga Amaro Cavalcanti —, no Largo do Machado. O protesto reunia dezenas de estudantes, que reivindicavam melhorias na unidade de ensino.

PM é afastado

Após a divulgação das imagens, o comando da Polícia Militar afastou imediatamente o agente das ruas e instaurou, de forma urgente, um procedimento para investigar sua conduta. Já identificado, o policial prestará esclarecimentos na 1ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar.

Nesta manhã, o deputado federal Tarcísio Motta, do PSOL, compareceu à sede da delegacia do Catete, onde o caso foi registrado. Ele declarou apoio aos estudantes agredidos e pediu urgência na apuração de uma denúncia de assédio contra um professor da mesma unidade.

“A segurança presente, que é anunciada como uma polícia de proximidade, tem um policial do Batalhão de Choque agredindo daquela forma. Isso precisa ser respondido. E, claro, vamos seguir acompanhando a denúncia de assédio que está sobre um professor daquele colégio, para que este processo, com todo o direito de defesa do professor, mas este processo precisa andar. Esse professor precisa ser afastado preventivamente para que a gente garanta, inclusive, a tranquilidade naquela comunidade escolar, que, aliás, precisa de mais estrutura.”

A diretora da UNE, União Nacional dos Estudantes, Karla Luz, demonstrou repúdio ao episódio e classificou a atitude do policial como uma violação a um direito legítimo:

“Nos colocamos em solidariedade aos estudantes secundaristas, às entidades envolvidas, todos que foram vítimas dessa ação violenta. Reafirmamos que o direito à organização, à manifestação e à participação política é garantido pela Constituição e precisa ser respeitado. E, diante disso, defendemos apuração rigorosa, tanto da conduta da Polícia Militar quanto das denúncias que motivaram a mobilização dos estudantes. Porque, quando tentam calar estudantes, o que está em jogo é o próprio direito à educação crítica e democrática. Então, a gente não pode naturalizar esse tipo de violência.”

Secretaria de Educação lamenta

A Secretaria de Estado de Educação divulgou uma nota lamentando profundamente o ocorrido e informou que prestará todo o apoio necessário aos alunos envolvidos no episódio, assim como a seus familiares. De acordo com a secretaria, a direção da unidade acionou a Polícia Militar de maneira preventiva, para garantir a segurança de todos e preservar um ambiente favorável ao diálogo.


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