quarta-feira, junho 10, 2026
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Projetos levam literatura indígena à rede municipal de ensino do Rio

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Levar às escolas da rede municipal a literatura produzida por autores indígenas e a valorização dos conhecimentos e das culturas dos povos originários. Esse é o objetivo dos projetos “Lá Vem História” e “Formação Antirracista”, que estão de volta ao Rio de Janeiro com o tema “O Futuro é Agora”. A iniciativa é da ONG Parceiros da Educação Rio.

A estreia ocorreu nesta quinta-feira (12), na Escola Municipal Barão de Itacurussá, na Tijuca. Ao todo, mais de cinco mil estudantes de 28 escolas serão contemplados.

Celebrando três anos de atividades, o “Lá Vem História” promove experiências artísticas dentro e fora da escola e também amplia o acervo das bibliotecas, doando obras infantis de escritores consagrados, como Daniel Munduruku, Yaguarê Yamã e Eliane Potiguara. A previsão é distribuir 600 livros ao longo de 2026.

O programa inclui ainda mediação de leitura e oficinas de artes visuais, teatro, música e dança inspiradas em referências como Ailton Krenak e Antonio Bispo.

Compromisso

A coordenadora e idealizadora do projeto, Lêda Fonseca, destaca que a proposta reforça o compromisso com a formação humana e cultural das crianças:

“O livro infantil tem uma força enorme, porque ele fala diretamente com a imaginação das crianças. A literatura permite que a criança entre em outros mundos, conheça outras perspectivas, sem que isso seja uma aula formal. Ela vive a experiência da história, das imagens, da linguagem poética, e, muitas vezes, é aí que nasce o interesse, a curiosidade e o desejo por conhecer mais, saber mais sobre o mundo, sobre as pessoas.”

Para Lêda Fonseca, apresentar às novas gerações a literatura indígena é uma forma de ampliar horizontes e incentivar o respeito à natureza, ao diálogo e ao cuidado:

“Nos saberes originários, a arte, a natureza e a vida cotidiana não estão separadas. Então, quando a gente leva para a escola a literatura junto com a música, com o teatro, com a dança, com as artes visuais, a gente cria essa experiência muito mais completa. As crianças não só escutam histórias, elas cantam, elas dançam, elas desenham, elas encenam, elas experimentam. E isso torna o aprendizado muito mais vivo.”

Mediadores de leitura

Esta edição também celebra dois anos de parceria entre a ONG e a UFRJ, que, juntas, formam mediadores de leitura para atuar nas escolas públicas. São 22 bolsistas, que recebem R$ 1 mil por mês para conduzir atividades literárias da educação infantil ao quinto ano, com visitas duas vezes por semana.


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