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Paraná reduz em 20% número de feminicídios, mas segue entre os cinco estados com mais casos no Brasil

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O Paraná registrou 87 casos de feminicídio em 2025 contra 109 em 2024, uma queda de 20%, segundo o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). Apesar da redução, o estado é o quinto estado a liderar os casos. O estado mais populoso do país, São Paulo, está em primeiro lugar com 233, seguido de Minas Gerais (139), Rio de Janeiro (104) e Bahia (103).

Como justificativa para a diminuição, o governo paranaense afirma ter investido em ações combinadas. Entre elas, a expansão do programa Mulher Segura, que reforça a presença do Estado nas comunidades com o compromisso de proteção às mulheres. O programa atua por meio da conscientização, proteção e mitigação de riscos através de palestras e visitas de patrulhas policiais às mulheres nas comunidades. A Patrulha Maria da Penha, da Polícia Militar do Paraná (PMPR), é a responsável pelas visitas às comunidades para o contato direto com as mulheres. 

O feminicídio tem sido pauta de mobilizações recentes, principalmente após casos de repercussão nacional como o de Tainara Souza Santos, de 31 anos, atropelada e arrastada por um ex-ficante identificado como Douglas Alves da Silva. No Paraná, dois casos recentes geraram comoção, Odara Victor Moreira, 28 anos, assassinada a facadas dentro de casa, em Curitiba, em dezembro. E a freira Nadia Gavanski, de 82 anos, estuprada e assassinada dentro de um convento em Ivaí, na região central do Paraná. 

O feminicídio é o crime tipificado como homicídio praticado contra a mulher em razão de violência doméstica ou discriminação à condição de gênero feminino. O termo foi difundido principalmente após a aprovação da Lei nº 13.104/2015, que equiparou o feminicídio ao homicídio qualificado, incluindo esse tipo de violência na lista de crimes hediondos, com penas que vão de 12 a 30 anos.

Número pode ser maior

Segundo o relatório publicado pelo Laboratório de Estudos de Feminicídio (Lesfem) da Universidade Estadual de Londrina (UEL), em 2025, o Brasil teve 6.904 casos de consumação ou tentativa de feminicídio, um aumento de 34% em relação a 2024, que somou 5.150 casos. O Paraná foram contabilizados 122 casos, número 28% maior que o registrado no Sinesp.

O Monitor de Feminicídios no Brasil (MFB), iniciativa coordenada pelo Lesfem, permite análises independentes e contribui para o debate público qualificado sobre a violência letal contra mulheres. Os casos são catalogados a partir de duas fontes: a imprensa e o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública. A caracterização dos casos é determinada por fatores como vínculo entre vítima e suspeito, local do crime, arma ou meio utilizado, idade da vítima e idade do agressor. Ainda segundo o relatório anual, a maior parte dos crimes acontece aos finais de semana. Sobre a autoria, 75,48% dos casos no Brasil foram cometidos por parceiros íntimos, atuais ou anteriores.

O relatório anual e o memorial de vítimas do feminicídio são publicados pelo Laboratório de Estudos de Feminicídios (Lesfem), vinculado à Universidade Estadual de Londrina (UEL), à Universidade Federal de Uberlândia (UFU), à Universidade Federal da Bahia (UFBA), ao Coletivo Feminino Plural (CFP) e à Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres de Londrina (SMPM).

Manifestações no Dia da Mulher

O feminicídio será um dos temas dos atos programados no estado para para o Dia Internacional de Luta da Mulher Trabalhadora no próximo domingo (8), em diversas cidades do estado, confira algumas das agendas.

Curitiba – Concentração na Praça Santos Andrade, às 9h.
Londrina – Av. Saul Elkind – Concentração em Frente ao Móveis Brasília, às 9h.
Maringá – Feira livre da Av. Mauá, às 9h.
Guarapuava – Campus Santa Cruz – Concentração em frente à Unicentro, às 14h30.
Cascavel – Feira do Teatro, às 10h.

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