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O que os fãs brasileiros aprenderam com Bad Bunny sobre Porto Rico e América Latina?

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Nas noites desta sexta (20) e sábado (21), o rapper porto-riquenho Bad Bunny se apresenta no Allianz Parque, na zona oeste de São Paulo (SP). Esses são os primeiros shows que o artista mais ouvido do mundo no Spotify em 2025 faz no Brasil, ambos com ingressos esgotados — lotando o estádio com mais de 43 mil fãs em cada um dos dias.

O cantor de 31 anos apresenta a turnê “DeBÍ TiRAR MáS FOToS”, uma carta de amor a Porto Rico e um protesto contra a influência estrangeira, principalmente dos Estados Unidos.

Já na expectativa para o início do show na primeira noite de apresentação, os fãs de Bad Bunny contaram ao Brasil de Fato o que aprenderam com o cantor sobre Porto Rico e América Latina. “Eu consegui aprender que os Estados Unidos ainda têm um imperialismo muito forte e presente na América Latina”, disse Leonardo Moreira, integrante do fã clube Info Bad Bunny BR.

A apresentação do cantor no intervalo do Super Bowl, a final do campeonato de futebol americano, em 8 de fevereiro, foi repleta de símbolos políticos e culturais, como a bandeira de Porto Rico ligada à causa independentista e a ampliação do sentido de “América” para todo o continente. O artista é defensor ativo pela independência de Porto Rico — que segue sob status colonial em relação aos EUA — e dos direitos dos imigrantes no país de Donald Trump.

Nos shows pelo Brasil, Bad Bunny deve seguir combinando música, simbolismo e críticas às políticas anti-imigração dos Estados Unidos na atual gestão.

“Ele atingiu um espaço que ele consegue unir toda a América Latina contra esse imperialismo norte americano”, avalia Moreira.

O analista comercial José Carrillo, peruano morando no Brasil há quase dez anos, ressalta a valorização cultural presente no trabalho do artista. “Uma coisa que o Benito me ensinou é a aprender mais sobre as nossas raízes, sobre a nossa cultura (…). Tenho aprendido muito não só sobre o meu país, mas sobre a Latino América em si”, diz. Para ele, o artista ensina a lidar com a complexidade da América Latina.

“Mesmo a gente tendo bastante problemas em questão de pobreza, corrupção e tudo isso, acho que o Bad Bunny sempre trouxe uma vibe de que a gente tem que superar. A vida é uma festa e seguimos aqui”, diz.

Em 1º de fevereiro, Benito Antonio Martinez Ocasio, nome verdadeiro do rapper, fez história ao se consagrar vencedor da categoria álbum do ano com seu último trabalho na 68ª edição do Grammy. Foi a primeira vez que um álbum totalmente em espanhol levou o prêmio mais prestigiado da Recording Academy.

Para a estudante Fabrícia Lopes, o trabalho de Benito traz a mensagem do orgulho e da persistência. “O que eu aprendi com Bad Bunny é que a gente deve honrar a nossa cultura, a gente deve ter orgulho de ser latino. Olha o que aconteceu em Porto Rico, e ele tenta levar isso pro mundo inteiro e está conseguindo isso de uma maneira incrível”, celebra.

Fonte Original

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