quarta-feira, junho 10, 2026
spot_img
InícioSAÚDEPor divergências de Lula e Milei sobre Venezuela, cúpula do Mercosul termina...

Por divergências de Lula e Milei sobre Venezuela, cúpula do Mercosul termina sem declaração conjunta

0:00

A falta de consenso sobre a escalada militar dos Estados Unidos contra a Venezuela marcou a abertura da 67ª Cúpula do Mercosul, realizada no sábado (20), em Foz do Iguaçu. Falas consecutivas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do argentino Javier Milei evidenciaram o distanciamento político entre os dois principais sócios do bloco e levaram o encontro a terminar sem uma declaração conjunta.

Como anfitrião, Lula adotou um tom crítico à presença militar estadunidense no entorno da Venezuela e alertou para os riscos de uma intervenção armada no país vizinho. Segundo o presidente brasileiro, a ampliação do cerco militar representa uma ameaça direta à estabilidade regional e ao direito internacional.

“Passadas mais de quatro décadas desde a Guerra das Malvinas, o continente sul-americano volta a ser assombrado pela presença militar de uma potência extrarregional. Os limites do direito internacional estão sendo testados”, afirmou Lula durante a abertura da cúpula.

Na avaliação do presidente, uma ação armada contra a Venezuela teria consequências devastadoras. “Uma intervenção armada na Venezuela seria uma catástrofe humanitária para o hemisfério e um precedente perigoso para o mundo”, disse.

As declarações fazem referência direta à ofensiva do governo Donald Trump, que desde agosto ampliou a presença militar na América Latina e no Caribe sob o argumento de combate ao tráfico de drogas, incluindo o deslocamento de navios de guerra no Mar do Caribe e ações contra embarcações na região.

:: ‘Não podemos contar com Forças Armadas do Brasil em caso de confronto com EUA’, afirma historiador ::

Em sentido oposto, Javier Milei usou sua fala para endossar a política de agressão externa. O presidente argentino classificou o governo venezuelano como uma “ditadura atroz e inumana” e chamou Nicolás Maduro de “narcoterrorista”.

“A Argentina acolhe com satisfação a pressão dos Estados Unidos e de Donald Trump para libertar o povo venezuelano. O tempo da timidez nesta questão já passou”, declarou Milei.

A posição do argentino, um dos principais expoentes da extrema direita no cenário internacional e aliado direto de Trump na América do Sul, escancarou a ausência de convergência entre Brasil e Argentina sobre os caminhos para lidar com a crise venezuelana e sobre o papel das potências extrarregionais no continente.

No início de dezembro, Lula manteve conversas telefônicas tanto com Trump quanto com Maduro. Segundo o presidente brasileiro, a ligação com o líder venezuelano durou cerca de 40 minutos e teve como foco compreender de que forma o Brasil poderia contribuir para uma saída negociada da crise.

Em contato posterior com Trump, Lula afirmou ter colocado o Brasil à disposição para colaborar com uma solução diplomática, desde que exista disposição real para o diálogo entre as partes.

Fonte Original

Conceição do Mato Dentro reforça debate sobre diversificação econômica com segundo fórum em seis meses

Quando uma cidade realiza dois fóruns sobre diversificação econômica com apenas seis meses de intervalo entre eles, o recado é claro: o futuro não...

Construir a nova Ásia de nossos sonhos

O crescimento econômico por si só não garante a soberania genuína na Ásia; uma plataforma regional de coordenação continua sendo uma necessidade material vital...
ARTIGOS RELACIONADOS
Anúncio
Google search engine

MAIS POPULAR