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Parque de Madureira será palco da gravação do show da nova turnê de Diogo Nogueira

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Nesta terça-feira (16), o sambista Diogo Nogueira anunciou em coletiva de imprensa sua nova turnê Infinito Samba, que marca seus 20 anos de carreira. Entre as músicas escolhidas estão o repertório de sucesso do cantor, como João Nogueira, seu pai, Clara Nunes, Roberto Carlos, além de músicas inéditas. 

A turnê inicia no Rio de Janeiro dia 1º de março, na Farmasi Arena, na Barra da Tijuca, e segue por outras oito capitais e se encerra na capital fluminense, no Parque Madureira, berço do samba e da família Nogueira e com gravação do show. “A essência do samba está no Parque Madureira. É um lugar onde está o Império Serrano, onde está a Serrinha, onde está a Portela. Onde é do lado de Rocha Miranda, onde a minha família e eu fomos criados”, disse. 

O avô de Diogo, João Batista Nogueira, era advogado e sambista, e tinha como companhias frequentes em casa Pixinguinha, Noel Rosa e Donga. Nomes que deram início ao samba no Rio de Janeiro. Donga, por exemplo, é um dos autores de Pelo Telefone, o primeiro samba gravado no Brasil em 1916.

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Presente na mesa de lançamento da turnê, o historiador e especialista em história do samba Luiz Antônio Simas conta que a pergunta mais frequente a que precisa responder é se o samba nasceu na Bahia ou no Rio de Janeiro. “E o que eu dizia era o seguinte, olha, o fundamento do samba é centro-africano, do Congo e Angola. Você tem o samba tradicional, que é o samba baiano, samba de roda, e você tem o samba que vai se desenvolver no Rio de Janeiro, o samba urbano”, explica e conclui: “Não foi o Rio de Janeiro que criou o samba. É o contrário, foi o samba que criou o Rio de Janeiro. Você pode pensar a cultura carioca, os elementos que constroem a cultura de rua do Rio de Janeiro, o botequim, o carnaval, a popularização do futebol, a religiosidade, tudo, tudo tem relação com o samba”, disse ao Brasil de Fato

Criança, o pai João Nogueira acompanhou de perto o início dessa movimentação e repetiu esse movimento acolhedor aos sambistas. “A gente ia dormir ao som dos bandolins, ao som dos violões. Acordava, estava todo mundo jogado em uma sala, deitado, esperando o café da manhã, porque a festa ia continuar”, relembrou Diogo. Entre as companhias frequentes da sua época, Diogo Nogueira acompanhou grandes nomes da música brasileira como Emílio Santiago, Martinho da Vila e Beth Carvalho. 

Trajetória

E foi Beth Carvalho a responsável por transformar aquilo que era uma rotina familiar, de um jovem de 23 anos recém-chegado do Rio Grande do Sul que havia abandonado a carreira de jogador de futebol, em sambista profissional. Das rodas de samba na Lapa, ele foi convidado a fazer uma participação em um DVD da cantora e compositora e, a partir daí, a coisa deslanchou. “Foi quando as pessoas do Brasil passaram a saber que eu estava cantando”.

Em 2007, Nogueira gravou seu primeiro álbum Diogo Nogueira Ao Vivo, com grandes clássicos do samba e de lá pra cá foram outros 18 títulos entre trabalhos de estúdio e gravações de shows. Em 2010, ganhou o Grammy Latino de melhor álbum em Tô fazendo a minha parte (2009), na categoria samba/pagode. Em 2015, a música Bossa Negra, em coautoria com Hamilton de Holanda e Marcos Portinari, ganhou o prêmio de melhor música em língua portuguesa. Seu disco mais recente é Sagrado vol.2, lançado em junho de 2025 e faz uma homenagem às diversas formas de amor. 

Sempre reverenciando os mestres que o influenciaram, ele também tem a preocupação de estar antenado ao tempo presente. “A minha preocupação sempre foi mostrar que existe um passado que construiu e pavimentou uma cidade, um país. E a gente precisa dar continuidade nessa pavimentação”, disse. E seguindo esse movimento, terá como companhia no palco novos artistas de cada estado onde a turnê for se apresentar. 

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