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Vereadores destinam R$ 1,4 milhão para criação de casa de apoio em Ouro Preto

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Após o relato de uma paciente que perdeu um exame crucial por falhas no transporte da Secretaria Municipal de Saúde, vereadores de Ouro Preto intensificaram as discussões para a criação de uma casa de apoio destinada a moradores que realizam tratamentos médicos em outras cidades. A proposta ganhou força durante a reunião ordinária da Câmara na terça-feira (9).

Na ocasião, a professora Aparecida Vitória da Silva relatou aos parlamentares que aguardou por mais de três horas o veículo que deveria levá-la a Belo Horizonte no dia 3 de dezembro. Sem transporte, perdeu o exame necessário para dar início à quimioterapia. O caso foi considerado grave por vários vereadores, que cobraram ajustes no sistema e destacaram a vulnerabilidade enfrentada por pacientes oncológicos e outros usuários do SUS.

A mobilização em torno da solução agora se concentra na criação de uma casa de apoio em Ouro Preto, semelhante ao espaço já mantido pelo município na capital. O vereador Wemerson Titão (PT) informou que, após ouvir o relato de Aparecida, decidiu destinar integralmente sua emenda impositiva, no valor de R$ 530 mil, ao projeto.

Segundo o parlamentar, outros vereadores também aderiram à iniciativa: Mercinho (MDB) direcionará R$ 430 mil, enquanto Ricardo Gringo (Republicanos) comprometeu os R$ 530 mil de sua emenda. Somados, os recursos chegam a cerca de R$ 1,4 milhão, montante considerado suficiente para viabilizar o início do serviço.

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Em entrevista, Titão explicou que o objetivo é alugar um imóvel que possa servir como ponto seguro e confortável para pacientes que chegam de madrugada de Belo Horizonte ou aguardam transporte para consultas e tratamentos. A proposta é transformar o local em referência para toda a cidade e seus distritos.

O vereador informou ainda que a equipe tem reunião marcada com o secretário municipal de Saúde, Leandro Moreira, para avaliar o projeto e a contrapartida da pasta. De acordo com ele, o município ficaria responsável por disponibilizar funcionários, como vigia e equipe de limpeza, além de garantir alimentação e itens de higiene para os usuários.

A criação da casa de apoio também pretende reduzir problemas recorrentes relatados na Câmara, como atrasos no transporte, ausência de veículos nos horários agendados e falta de identificação nos pontos de embarque, especialmente em Cachoeira do Campo. Para os vereadores, a iniciativa representaria um avanço importante, oferecendo acolhimento em momentos de fragilidade e evitando que moradores fiquem expostos pela madrugada enquanto aguardam condução.

A discussão deverá seguir nas próximas semanas, enquanto a Secretaria de Saúde avalia a viabilidade operacional e financeira da proposta. A expectativa dos parlamentares é que o espaço comece a funcionar ainda em 2025.

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