terça-feira, dezembro 9, 2025
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Jaguaribe Mostra de Cinema Documental ocupa Cine Aruanda com filmes, oficinas e debates sobre território e identidade — Brasil de Fato

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Nos dias 12 e 13 de novembro, o Cine Aruanda, localizado na Universidade Federal da Paraíba, recebe a Jaguaribe Mostra de Cinema Documental, iniciativa gratuita que convida o público a mergulhar na diversidade do audiovisual paraibano. Com uma programação que inclui sessões de filmes, oficina e bate-papo com realizadores, o evento busca estimular a formação de plateia e ampliar o acesso à cultura. A mostra propõe um olhar sensível e crítico sobre o território, a memória e a identidade, explorando essas dimensões por meio da linguagem documental e suas múltiplas possibilidades expressivas.

Divulgação | Redes Sociais

Segundo uma das idealizadoras, Martina Nobre, a mostra se inspira na ideia de territorialidade e se debruça sobre a relação entre terra, sociedade e identidade. O nome da mostra remete ao rio e ao tradicional bairro de João Pessoa, reconhecido como espaço de encontros, memória e resistência cultural. A curadoria, assinada por Martina Nobre e Carine Fiúza, busca aproximar obras e ações formativas que dialoguem entre si, respeitando suas diferenças estéticas e políticas.

“A Paraíba tem uma contribuição fundamental ao cinema documental brasileiro, com produções diversas sobre o nosso território. Na direção artística e na curadoria que assino com Carine Fiúza, buscamos aproximar filmes e ações formativas que dialoguem entre si, respeitando e valorizando suas diferenças. Existem múltiplas formas de fazer documentário e de olhar para o território, e é essa multiplicidade que reafirmamos em toda a proposta da mostra”, afirma Nobre.

Programação destaca nomes e obras do cinema paraibano

Entre os destaques da programação está a exibição do longa “Pedro Osmar: prá liberdade que se conquista”, que aproxima o público do universo do artista, músico e fundador do grupo Jaguaribe Carne. A mostra também realiza a Sessão Vladimir Carvalho, celebrando a trajetória do cineasta paraibano com a exibição de três obras cedidas gratuitamente pelo Acervo Ctav: “Os Romeiros da Guia” (1962), “Vila Boa de Goyaz” (1973) e “Quilombo” (1975).

A programação inclui ainda uma oficina com a diretora Iasmin Soares, voltada a estudantes da Escola Técnica Estadual de Arte, Tecnologia e Economia Criativa Poeta Juca Pontes, e um bate-papo com a cineasta Ana Bárbara Ramos, que abordará conexões entre territorialidade e criação cinematográfica.

Curadoria aposta na diversidade estética e na formação de público

Segundo Martina Nobre, a Jaguaribe nasceu do desejo de criar um ambiente propício ao diálogo entre filmes documentais e suas diferentes formas de linguagem. “A gente queria criar esse ambiente de diálogo a partir dos filmes. E também acredito que ainda existe uma ideia de que o documentário é reduzido ao formato jornalístico, mas há muitas formas que levantam outras questões. São linguagens vivas, que permanecem se construindo. Nosso principal objetivo é investir na formação de plateia, algo muito caro ao audiovisual e aos eventos de cultura aqui na Paraíba.”

A curadora também destaca a preocupação com a memória do cinema paraibano. “Se um filme não é visto, se ele não circula, há uma grande chance de ser esquecido. A gente assume esse compromisso de continuar contando essa história do cinema documental paraibano, com filmes de diferentes épocas e realizadores.

Nobre acrescenta que a escolha do território como eixo curatorial da mostra reflete a intenção de contar histórias a partir de outros pontos de vista. “A gente valoriza o território quando une atividades e filmes que têm essa intenção de recontar outras histórias, com outras estéticas e estruturas. Não se trata apenas de uma demarcação de terra, mas da vida de pessoas, de lugares afetivos, simbólicos e culturais”, explica.

Ela também ressalta o papel do Ctav na preservação e difusão do cinema documental brasileiro. “O apoio do Ctav é fundamental para manter viva a memória do cinema. Quando a gente escolhe território como norte, criamos a possibilidade de novos caminhos, novas redes e novas imagéticas.”

Impacto esperado na cena audiovisual local

O cinema documental na Paraíba tem raízes profundas, com nomes como Vladimir Carvalho e grupos como Jaguaribe Carne contribuindo para a construção de uma linguagem própria, voltada à realidade nordestina. Desde os anos 1960, produções locais vêm abordando temas como religiosidade, cultura popular, desigualdade social e resistência política. A Jaguaribe Mostra de Cinema Documental se insere nesse contexto como uma iniciativa que reafirma a potência do audiovisual como ferramenta de memória, crítica e transformação.

A expectativa da organização é que a mostra contribua para a formação técnica e artística dos participantes, além de ampliar o conhecimento sobre o gênero documental. “Esperamos que os impactos sejam positivos, que a gente consiga aproximar o público do cinema paraibano independente e que saiam bons diálogos desses encontros. Que novas cenas possam surgir a partir da Jaguaribe”, destaca Martina Nobre.

Programação completa

12 de novembro
14h – Oficina com Iasmin Soares
Tema: “Autobiografia no cinema: uma estratégia de pertencimento”
Local: Escola Técnica de Artes

18h – Sessão Jaguaribe de Curtas-Metragens
Local: Cine Aruanda

20h – Exibição do longa “Pedro Osmar: prá liberdade que se conquista”
Local: Cine Aruanda

13 de novembro
16h – Bate-papo com Ana Bárbara Ramos
Tema: “Territorialidade e Processos Criativos”
Local: Cine Aruanda

18h – Sessão Jaguaribe de Curtas-Metragens
Local: Cine Aruanda

20h – Sessão Vladimir Carvalho
Local: Cine Aruanda

Entrada gratuita. Mariores informações, siga apágina jaguaribemostra

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