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Audiência pública em São Leopoldo debate genocídio em Gaza e solidariedade ao povo palestino — Brasil de Fato

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O mandato do vereador Anderson Etter (PT), em parceria com a Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal), promove na segunda-feira (20), às 19h30, no Plenário da Câmara de Vereadores de São Leopoldo, a Audiência Pública Palestina Livre. O evento debaterá a grave crise humanitária e o genocídio em Gaza, descrito por entidades internacionais como um dos maiores crimes de lesa-humanidade do século.

O ato terá apresentação cultural do Grupo Folclórico Palestino Terra-RS e reunirá autoridades que defendem a soberania do Estado Palestino, incluindo o presidente da Fepal, Ualid Rabah, a presidenta do Psol-RS e integrante da Global Sumud Flotilla, Gabrielle Tolotti, e a integrante da Frente Gaúcha de Solidariedade ao Povo Palestino Cláudia dos Santos.

Crise humanitária e números devastadores

Segundo a Fepal, em 15 de outubro, completaram-se 740 dias de genocídio em Gaza, com 345 mil pessoas mortas, equivalendo a 15,5% da população do território. A destruição da infraestrutura do local chega a 80%, e 92% das residências foram devastadas.

O relatório da Federação alerta para os efeitos psicológicos profundos sobre a população. “Nunca as subjetividades foram tão testadas diante de um extermínio humano massivo, em que as próprias vítimas transmitem ao mundo a solução final que lhes é aplicada. É como se as câmaras de gás tivessem sido televisionadas e todos assistissem ao vivo o Holocausto. Gaza é um reality show, no qual o Ocidente, por meio de Israel, testa a capacidade da sociedade de suportar – e apoiar – um extermínio de uma população inteira”, afirma a entidade.

Perspectiva brasileira e solidariedade internacional

Para o vereador Anderson Etter, a audiência é fundamental para ampliar o conhecimento sobre a situação da Palestina no Brasil. “Temos apenas informações distorcidas pela imprensa nacional, que não refletem todo o sofrimento das comunidades palestinas. Queremos que desta casa legislativa saia uma carta aberta em apoio ao Estado palestino soberano e livre”, destaca.

Ualid Rabah reforça a importância da solidariedade internacional. “A pressão da opinião pública mundial foi o grande motor de denúncia do genocídio. Atividades como esta audiência pública são essenciais para conduzir debates mais amplos e intervenções concretas”, diz o presidente da Fepal.

Extermínio de mulheres e crianças

O relatório da Fepal aponta que mais de 13 mil mulheres foram mortas em Gaza, incluindo 700 desaparecidas sob os escombros, além de pelo menos 1 mil mulheres grávidas assassinadas. Nos próximos nove meses, entre 50 mil e 60 mil mulheres palestinas devem dar à luz em condições precárias, sem acesso a hospitais, profissionais de saúde, remédios, comida, água ou saneamento básico.

A entidade defende o reconhecimento de um Estado Palestino soberano e independente, com Jerusalém como capital, o direito de retorno dos refugiados às suas terras e condena a ocupação ilegal dos territórios palestinos e os bloqueios militares e econômicos impostos por Israel desde 1948.

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