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Rumo à COP30, 3º Festival de Cinema Agroecológico exibe obras sobre meio ambiente e ancestralidade — Brasil de Fato

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Tem início nesta quinta-feira (16), em Juazeiro, no norte da Bahia, o 3º Festival Internacional de Cinema Agroecológico (Ficaeco). O evento, que é realizado no Centro de Cultura João Gilberto, transforma a região do Vale do São Francisco em palco do diálogo entre cinema, agroecologia e diversidade cultural. A programação segue até sábado (18) com exibições de filmes, rodas de conversa, homenagens, oficinas e apresentações artísticas.

Realizado junto ao 13º Congresso Brasileiro de Agroecologia (CBA), o festival é um dos maiores encontros do país dedicados ao audiovisual ambiental e agroecológico. Neste ano, o Ficaeco se consolida como espaço de reflexão e mobilização rumo à COP30, que acontece em novembro, em Belém (PA).

“O Ficaeco celebra o cinema como ferramenta de transformação e de diálogo entre os povos. É um festival sem competição, onde cada obra e cada realizador são reconhecidos por sua contribuição à causa ambiental e social”, destaca a cineasta Dagmar Talga, coordenadora do evento.

Abertura e homenagens

A cerimônia de abertura contará com a presença de lideranças indígenas, representantes da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), da Associação Brasileira de Agroecologia, do Ministério Público da Bahia e de universidades. Também haverá apresentação teatral da Cia Biruta de Teatro, de Petrolina (PE), com a peça Notícias do Dilúvio – Um Canto a Canudos.

Entre as homenagens, será entregue o Troféu Ana Primavesi (Cosmologia Xukuru) a personalidades e instituições que se destacam na defesa dos povos e territórios, como Fernanda Kaingáng (Funai/MT), Ana Rieper (documentarista), Beto Novaes (UFRJ) e a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ).

Programação

Mais de 50 obras audiovisuais compõem as Mostras Abya Yala e Opará, reunindo filmes nacionais e internacionais de diferentes gêneros (documentário, ficção e animação) que tratam de temas como mudanças climáticas, soberania alimentar, povos e comunidades tradicionais, biodiversidade e modos de vida no campo e na floresta. As sessões serão seguidas de debates com diretores e realizadores e a programação completa pode ser conferida no site do festival.

O Ficaeco também inclui três rodas de conversa temáticas: O cinema e a convivência com os territórios brasileiros; Agroecologia e interculturalidades: denúncias, anúncios e celebrações dos territórios a partir do cinema; e Territórios insurgentes na construção do bem viver e do audiovisual. Os debates reúnem cineastas, pesquisadores, agricultores e representantes de povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais.

Na programação paralela, ocorre a Oficina de Celumetragem, ministrada por Kleber Henrique da Silva e Micaele Simplício, do Povo Xukuru, além das exposições “Sonhadário Urbano: Imaginar Cidades no Cerrado” e “Viver Natureza”, do artista Ygas Eloy.

A noite de encerramento, no Espaço Cultural Janela 353, em Petrolina (PE), traz exibições e debate sobre o filme Amargo, de Bruno Araújo, além da entrega das estatuetas do festival.

Serviço:

O quê: 3º Festival Internacional de Cinema Agroecológico (Ficaeco)
Quando: 16 a 18 de outubro de 2025
Onde: Centro de Cultura João Gilberto (Juazeiro/BA) e Espaço Cultural Janela 353 (Petrolina/PE)
Quanto: Entrada gratuita
Programação completa no site.

Fonte Original

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