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Agência Minas Gerais | Projetos de ressocialização ensinam técnicas de artesanato a mulheres privadas de liberdade em Vespasiano  

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Bonecos de crochê e tricô, tapetes manuais e bordados em panos de prato são alguns dos trabalhos feitos por custodiadas do Presídio de Vespasiano, na Região de Metropolitana de Belo Horizonte, como parte do Projeto Fábrica da Alegria. O material, fabricado por dez presas da unidade prisional, será destinado a instituições assistenciais da região por meio de uma parceria com o Projeto Compaixão.

Sejusp / Divulgação

Desde o mês de fevereiro deste ano a ação vem sendo realizada em oficinas semanais que acontecem no galpão do presídio, onde as presas trabalham no processo de criação e acabamento de cada peça. No período, a Fábrica da Alegria produziu e entregou ao Projeto Compaixão um total de 85 bonecos amigurumi (que são bichinhos de pelúcia feitos de crochê), 110 flores de crochê, 15 tapetes e 17 panos de prato.

A diretora-geral da unidade prisional, Estefane Mara, considera que os resultados demonstram o compromisso do Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG) com o desenvolvimento pessoal e a capacitação das custodiadas por meio do trabalho. “É uma iniciativa de grande importância para a ressocialização das internas e que vislumbra uma vida de sucesso para elas, quando deixarem a prisão”.

O Presídio de Vespasiano mantém também o Projeto Girassol, idealizado pela policial penal Simone Alves. A iniciativa conta atualmente com a participação de 11 custodiadas e é desenvolvida em parceria com o Grupo Simon. O trabalho consiste na confecção de vasos de girassol, com a técnica de amigurumi, contendo mensagens destinadas a parceiros e visitantes da unidade. “O girassol foi escolhido para incentivar as presas a sempre buscarem, como a flor, um caminho iluminado”, explica Simone.

As oficinas acontecem dentro da própria unidade prisional, em num espaço adequado com mesas, cadeiras, ferramentas de bordado e os materiais necessários, como os itens elétricos fornecidos pelo Grupo Simon. Nele, as detentas aprendem bordado, amigurumi e a atuar na montagem de peças elétricas.

As atividades no presídio servem como meio de remição da pena (que é reduzida em um dia, a cada três trabalhados) e também refletem a humanização dos indivíduos no sistema prisional, prevenindo o isolamento social e gerando um vínculo positivo entre as custodiadas, a unidade e a comunidade local.

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