quarta-feira, junho 10, 2026
spot_img
InícioCULTURAPaes assina acordo com MTST para Minha Casa Minha Vida em ocupação...

Paes assina acordo com MTST para Minha Casa Minha Vida em ocupação na zona portuária do Rio – Brasil de Fato

0:00

Diante da ocupação ‘Povo Maravilha’, do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), o prefeito Eduardo Paes (PSD) assinou um documento em que se compromete com a construção de moradia popular por meio do Minha Casa Minha Vida. 

O documento assinado por Paes manifesta acordo com a implantação de empreendimento habitacional na av. Rodrigues Alves, n° 827, na faixa do programa destinado a famílias com renda de até três salários mínimos.

Mais de 200 famílias em situação de vulnerabilidade ocupam o local, na zona portuária, para cobrar políticas públicas de habitação na região central da capital fluminense. O terreno abandonado pertence à empresa pública federal Docas (PortosRio), vinculada ao Ministério de Portos e Aeroportos.

“A Prefeitura permanece à disposição para colaborar tecnicamente no que for necessário para a viabilização da proposta, considerando a relevância do projeto para a promoção do direito à moradia digna e a requalificação da área central da cidade”, afirma o documento assinado na última terça-feira (3).

Após reunião com representantes da ocupação, a companhia Docas pediu na Justiça do Rio para suspender a reintegração de posse e prosseguir com a negociação com o MTST. Ainda será realizada audiência de conciliação entre as partes. 

:: Quer receber notícias do Brasil de Fato RJ no seu WhatsApp? ::

Há expectativa que a empresa federal viabilize a cessão ou venda do terreno para permitir a inclusão no programa habitacional. Segundo lideranças da ocupação, é do interesse da Cia Docas alienar o imóvel, visto o acúmulo de dívidas nas últimas duas décadas. 

Diversos parlamentares têm acompanhado as tratativas para efetivar a luta da ocupação ‘Povo Maravilha’, participando de assembleias e mediando negociações, como os deputados Reimont (PT), Marina do MST (PT), Elika Takemoto (PT), Renata Souza (Psol), Henrique Vieira (Psol), Chico Alencar (Psol), Yuri Moura (Psol), e as vereadoras Thais Ferreira (Psol) e Maíra do MST (PT).

Próximos passos

A construção do empreendimento habitacional ‘Povo Maravilha’ ainda depende da doação ou venda do terreno para cumprimento da função social. O MTST poderá gerir o projeto na categoria destinada às entidades do MCMV. 

Ao Brasil de Fato, o coordenador nacional do MTST Gabriel Siqueira avaliou que o acordo com a prefeitura é um passo importante para garantir o direito à moradia das famílias, mas ainda é cedo para falar em desocupação. 

“Para que a gente possa fazer um projeto pelo Minha Casa, Minha Vida Entidades o terreno tem que ser cedido para o movimento. À medida que a gente tiver um acordo, firmar o decreto, o novo projeto, a gente desocupa para construção do empreendimento. Nós queremos morar no centro, trabalhar no centro e ter dignidade”, afirmou Siqueira.

A Cia Docas informou ao jornal O Globo que a alienação do terreno ainda depende da resolução de pendências legais e financeiras associadas à matrícula do imóvel.

Fonte Original

Conceição do Mato Dentro reforça debate sobre diversificação econômica com segundo fórum em seis meses

Quando uma cidade realiza dois fóruns sobre diversificação econômica com apenas seis meses de intervalo entre eles, o recado é claro: o futuro não...

Construir a nova Ásia de nossos sonhos

O crescimento econômico por si só não garante a soberania genuína na Ásia; uma plataforma regional de coordenação continua sendo uma necessidade material vital...
ARTIGOS RELACIONADOS
Anúncio
Google search engine

MAIS POPULAR