quarta-feira, junho 10, 2026
spot_img
InícioCULTURAConfira a agenda no DF em memória aos 61 anos do Golpe...

Confira a agenda no DF em memória aos 61 anos do Golpe Militar

0:00

O dia 31 de março marca os 61 anos do golpe militar, que instaurou no Brasil uma ditadura por 21 anos. Organizações e coletivos do Distrito Federal realizam ao longo do mês de abril diversas atividades que marcam a luta por memória, verdade e justiça.

Nesta segunda-feira (31), às 10h, o Diretório Central dos Estudantes da Universidade de Brasília (DCE/UnB) realiza uma cerimônia de entrega do diploma de Honestino Guimarães. O evento ocorre no Anfiteatro 09 do Instituto Central de Ciências (ICC) e uma placa será fixada na sede do DCE. Em julho do ano passado, a Reitoria da UnB já havia concedido o diploma e entregue aos familiares do estudante, que desapareceu em 1973 e nunca mais foi encontrado.

A atividade contará com a presença da reitora da UnB, Rozana Naves, da professora e autora da biografia ‘ Paixão de Honestino’ Betty Almeida, do professor aposentado da Faculdade de Comunicação Pedro Jorge de Castro, do coordenador do curso de Geologia, Welitom Rodrigues Borges e do sobrinho de Honestino, Matheus Guimarães.

“Após ser preso, torturado e morto por defender a UnB e a democracia, finalmente o diploma do Honestino será entregue aos estudantes”, diz trecho de uma publicação do DCE/UnB, em rede social.

Diplomação Honestino Guimarães

31/03, 10h, Anfiteatro 09, ICC, UnB

Samba da Democracia

Também nesta segunda (31), o Armazém do Campo DF recebe o Samba da Democracia, a partir das 19h. O evento é gratuito.

Desde 2020, o Samba da Democracia ocupa ruas e palcos com música, memória e resistência. Nascido do encontro entre arte e luta política, o projeto se afirma como resposta às repressões de ontem e de hoje — da ditadura militar aos ataques autoritários contemporâneos. Os encontros do Samba da Democracia são marcados por um repertório combativo, repleto de sambas que nasceram da resistência popular.

A apresentação do Samba da Democracia em 31 de março já é uma tradição, o grupo se apresenta para “manter viva a memória das vítimas da ditadura e reafirmar o compromisso com a democracia, os direitos humanos e a justiça social”, diz trecho de apresentação do grupo.

Samba da Democracia

Segunda-feira, 31/03, 19h

Armazém do Campo – SCS, Edifício Denasa, QD 01, Bloco K

Evento Gratuito

Ato Público “Ainda estou aqui: Ditadura nunca mais”

Na terça-feira (1º), às 12h, o Setor Bancário Sul, localizado no Plano Piloto de Brasília, recebe o ato público “Ainda estou aqui: Ditadura nunca mais”. A manifestação ocorre em repúdio ao Golpe de 1964 e à “ditadura, contra o esquecimento e em homenagem aos atingidos por violações de direitos humanos e à luta de resistência”, aponta a convocação na mobilização.

O local escolhido para a manifestação é o antigo prédio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). De acordo com a organização do ato, no período da Ditadura Militar, opositores do regime militar eram levados para o espaço.

“Ali ocorreu tortura, violência, prisão ilegal, detenção ilegal e muitas pessoas foram torturadas durante a ditadura, sofreram violências, espancamentos. Dali eram levados para o pelotão de investigações criminais no Exército e a tortura prosseguia por vários dias. Então, é um ato importante para marcar um lugar de memória e a luta contra a ditadura ontem, hoje e sempre”, destaca o historiador e pesquisador da Comissão da Verdade da UnB, Paulo Parucker.

Ato Público “Ainda estou aqui: Ditadura nunca mais!”

Terça-feira, 1º de abril, às 12h

Local: Setor Bancário Sul – SBS, Quadra 01, Bloco J. (Antigo prédio do BNDES)

Semana do Nunca Mais

O Grupo de Pesquisa Justiça de Transição, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade de Brasília, realiza a “Semana do Nunca Mais”, entre os dias 31 de março e 4 de abril. O evento é aberto ao público e será realizado no auditório Esperança Garcia, na Faculdade de Direito da UnB.

A conferência de abertura ocorre nesta segunda (31), às 19h, e terá como tema: “40 anos de reconstrução democrática: pendências, riscos e garantias de não repetição”, com a participação da ministra do Superior Tribunal Militar (STM), Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha. Haverá transmissão online no canal do grupo de pesquisa.

Na terça-feira (1º), das 9h às 11h, será debatido o tema: “Ditadura de 1964: transição incompleta e autoritarismo persistente”, com a participação de Carlos Fico, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e de Deborah Duprat, subprocuradora-geral da República aposentada. No mesmo dia, das 19h às 21h, ocorre o debate “Racismo e ditadura”, com Wallace Corbo, professor da Faculdade de Direito da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) e Ana Flávia Magalhães Pinto, professora da UnB.

A programação continua nos dias 2 e 3 e com mesas de debates em dois horários das 9h às 12h e das 19h às 21h, com debates sobre “Ameaças de ruptura institucional – como proteger a democracia e assegurar a não repetição?”, “Indígenas e ditadura”, “Por uma cultura de democracia: o papel das Instituições de Estado e da sociedade brasileira” e “Mulheres e ditadura”.

A programação completa e detalhada está disponível no site da Semana do Nunca Mais.

Semana do Nunca Mais

31/03 a 04/04

9h às 11h e de 19h às 21h

Local: Auditório Esperança Garcia – Faculdade de Direito da UnB

Programação completa disponível no site da Semana

Consequências de 21 anos

No sábado (5) será a vez de debater sobre as “Consequências de 21 anos de Ditadura no Brasil”, a atividade contará com a participação de João Vicente Goulart, Ana Rossi, Vandeir Gonçalves, Camila Bianchi e mediação de Rodrigo Rodrigues, presidente da CUT-DF. O evento será realizado no Sebo e Café Amado Jorge, no Cruzeiro Velho.

Amado Encontro

Sábado – 5/04, 17h

Sebo e Café Amado Jorge, Cruzeiro Velho (Q 02, Bl X, Casa 56)

Fonte Original

Conceição do Mato Dentro reforça debate sobre diversificação econômica com segundo fórum em seis meses

Quando uma cidade realiza dois fóruns sobre diversificação econômica com apenas seis meses de intervalo entre eles, o recado é claro: o futuro não...

Construir a nova Ásia de nossos sonhos

O crescimento econômico por si só não garante a soberania genuína na Ásia; uma plataforma regional de coordenação continua sendo uma necessidade material vital...
ARTIGOS RELACIONADOS
Anúncio
Google search engine

MAIS POPULAR