quarta-feira, junho 10, 2026
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Câmara de Ouro Preto recebe sindicato para falar sobre escolas cívico-militares

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Durante a Reunião Ordinária da Câmara Municipal de Ouro Preto desta terça-feira (15), representantes do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (SindUTE/MG) usaram o espaço para criticar a proposta do Governo de Minas para implantação do modelo de escolas cívico-militares em escolas estaduais da região. As audiências de consulta pública que aconteceriam nesta semana foram interrompidas e adiadas para agosto por decisão do Governo de Minas.

Tânia Arantes, conselheira do SindUTE e professora há 30 anos, afirmou que a categoria é “radicalmente contra” o projeto. Para ela, a proposta chegou sem diálogo e clareza sobre o financiamento. “Esse plano chega como uma espécie de cavalo de Troia… de madrugada, pega todo mundo desprevenido. Não está claro se ele é constitucional”, disse Tânia, reforçando que o sindicato questiona a compatibilidade com a LDB.

O vereador Matheus Pacheco (PV), que também é professor, defendeu a necessidade de abrir o debate na Câmara. Ele destacou que muitos pais confundem o projeto com o modelo dos colégios Tiradentes. “Muita gente achou que essa proposta era colégio Tiradentes, mas nem quem defende sabia explicar. É diferente”, comentou.

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Matheus Pacheco propôs ainda uma moção de apoio ao SindUTE e em oposição ao modelo de escolas cívico-militares em Ouro Preto: “Precisamos mostrar que estamos atentos ao que acontece no Estado e dizer não à militarização das escolas estaduais”, afirmou o vereador.

Na segunda-feira (14), o Governador Romeu Zema (Novo) e o secretário de Estado de Educação, Igor de Alvarenga, anunciaram a suspensão temporária das assembleias sobre o tema. O motivo é o prazo curto para organizar as reuniões durante o período de férias. O governo indicou que os debates devem ser retomados após o recesso escolar.

O Programa das Escolas Cívico-Militares propõe gestão compartilhada entre profissionais da educação e militares da reserva, com foco em disciplina e desempenho pedagógico. A adesão é voluntária e deve passar pela aprovação das comunidades escolares.

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