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Angelo e Zema relembram Tancredo Neves durante Medalha da Inconfidência

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Na última segunda-feira (21), durante a cerimônia de entrega da Medalha da Inconfidência, realizada em Ouro Preto, o prefeito Angelo Oswaldo (PV) e o governador Romeu Zema (Novo) relembraram os 40 anos da morte do ex-presidente Tancredo Neves.

O evento também marcou a transferência simbólica da capital mineira para a cidade histórica, tradição realizada anualmente em homenagem à Inconfidência Mineira. A cerimônia deste ano foi marcada ainda pela homenagem ao deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara dos Deputados, agraciado com a Grande Medalha da Inconfidência.

Em seu discurso, Angelo Oswaldo destacou a importância histórica de Tancredo para a redemocratização do país. “Faz 40 anos que o Brasil chorou a partida do presidente Tancredo Neves”, iniciou o prefeito. Ele relembrou que o estadista mineiro, símbolo da transição democrática após o regime militar, não chegou a tomar posse, mas seu legado pavimentou o caminho para a Constituição de 1988, as eleições diretas e os avanços sociais.

“O Brasil reconheceu no sacrifício de Tancredo o rito de passagem para a democracia”, afirmou Angelo, exaltando a “mineiridade” que Tancredo incorporava — a inteligência política, a serenidade e a astúcia típicas de Minas Gerais. O prefeito também lamentou que hoje, segundo ele, a tradição política mineira pareça enfraquecida, diante da ausência de grandes lideranças como a de Tancredo.

Angelo mencionou ainda o papel de José Sarney, vice-presidente eleito que assumiu a Presidência da República após o falecimento de Tancredo. “José Sarney teve a responsabilidade histórica de conduzir a transição e promover a convocação da Assembleia Constituinte que resultou na Constituição de 1988”, disse. 

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O governador Romeu Zema, ao discursar, também homenageou a memória de Tancredo Neves, vinculando a trajetória do ex-presidente aos ideais de liberdade defendidos pelos inconfidentes: “Outro grande mineiro, Tancredo Neves, falecido a exatos 40 anos, reforçava: ‘O homem deve ter liberdade de viver onde quiser, de trabalhar como quiser e de exercer plenamente a sua identidade’. Hoje celebramos mais um dia da Inconfidência mineiro mineira, quando transferimos simbolicamente a capital do Estado para a heroica Ouro Preto. Reverenciamos o espírito valente e presente no coração de todos os mineiros”.

Zema ainda reforçou a importância de garantir direitos por meio da gestão pública: “Segurança, educação e trabalho são formas concretas de honrar a liberdade que Minas sempre defendeu.”

Há exatos 40 anos, em 21 de abril de 1985, o Brasil se despedia de Tancredo Neves, eleito de forma indireta para pôr fim à ditadura militar. Internado às vésperas da posse, Tancredo enfrentou um longo período de internações e cirurgias, mas não resistiu. Sua morte mergulhou o país em comoção e incerteza política, sendo substituído pelo vice José Sarney, que conduziu o processo de redemocratização.

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