Os candidatos ao Governo do Estado do Rio de Janeiro registraram suas declarações de bens na Justiça Eleitoral. Eduardo Paes (PSD) declarou ter um patrimônio de R$ 189 mil. Em 2024, quando concorreu à Prefeitura do Rio, o valor era R$ 185 mil. Do total informado este ano, chama atenção um veículo avaliado em R$ 150 mil. Outro destaque é uma aplicação de R$ 32 mil em previdência privada.
O candidato Douglas Ruas (PL), por sua vez, tem um patrimônio estimado em R$ 1,4 milhão, distribuído em quatro imóveis e aplicações financeiras. Quando concorreu pela primeira vez, em 2022, Ruas declarou R$ 1,2 milhão em bens. Na época, ele registrou como ocupação Policial Civil.
:: Quer receber notícias do Brasil de Fato RJ no seu WhatsApp? ::
Em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto para o governo do Rio, Anthony Garotinho (Republicanos) ainda não registrou a candidatura no portal do TSE. Os candidatos ao governo do RJ têm até 15 de agosto para registrar a autodeclaração de bens. As informações são públicas e podem ser acessadas no site DivulgaCand (neste link).
Eduardo Paes exerceu quatro mandatos na Prefeitura do Rio entre 2009 e 2017 e, mais tarde, entre 2021 e 2026. Em março, ele renunciou para disputar pela segunda vez o governo estadual. Na primeira tentativa ao Palácio Guanabara, em 2018, Paes foi derrotado por Wilson Witzel, que se elegeu na esteira do bolsonarismo.
Em 2026, o ex-prefeito da capital lidera as pesquisas de intenção de voto, alcançando até 42% no 1º turno, segundo a Quaest. Paes tem o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e uma coligação ampla de partidos e federações na composição da sua candidatura.
Já Douglas Ruas se coloca como representante da extrema direita nessas eleições. Ele entrou na Alerj pelo número de votos válidos do seu partido, o PL, na eleição de 2022, o chamado quociente partidário. O deputado é filho do Capitão Nelson, ex-prefeito de São Gonçalo, uma das cidades mais populosas da região metropolitana do Rio de Janeiro.
Ruas foi secretário de Estado das Cidades no governo Cláudio Castro, de onde saiu em março para reassumir seu mandato como deputado estadual.


