quarta-feira, junho 10, 2026
spot_img
InícioCIDADESDjonga recebe homenagem e emociona ALMG ao ligar Hip-Hop, fé e combate...

Djonga recebe homenagem e emociona ALMG ao ligar Hip-Hop, fé e combate ao racismo

0:00

O rapper mineiro Djonga foi homenageado pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), nesta segunda-feira (11), em reconhecimento à sua trajetória artística, impacto cultural e atuação na luta antirracista. A cerimônia, proposta pela deputada estadual Ana Paula Siqueira (PT), reuniu familiares, amigos e pessoas próximas ao artista.,

Eu tinha 7 anos de idade na época que eu tomei a primeira batida da polícia

Durante a solenidade, Djonga recebeu uma placa que destaca sua “coragem estética” e o papel de sua obra na valorização das vivências das periferias de Belo Horizonte. O texto da homenagem também ressalta a contribuição do músico para a construção de uma sociedade mais igualitária.

Em um discurso marcado por emoção e referências à sua trajetória, o rapper relembrou a infância atravessada pela violência policial e afirmou que o Hip-Hop teve papel central em sua formação pessoal e política. 

“Quando eu ouvi pela primeira vez um disco de rap, eu tinha uns 7 anos de idade, mais ou menos na época que eu tomei a primeira batida da polícia”, declarou.

Ao citar o grupo Racionais MC’s e o álbum Sobrevivendo no Inferno, Djonga afirmou que encontrou no rap uma ferramenta de identificação e sobrevivência. “Mesmo sem entender nada que os Racionais falavam naquelas músicas, eu sentia que era para mim”, disse.

O artista também relembrou sua relação com a cultura Hip-Hop nas ruas e escolas da capital mineira, mencionando batalhas de MCs, grafites e danças urbanas como elementos fundamentais em seu processo de amadurecimento e cura emocional. Segundo ele, foi no movimento que conseguiu enfrentar a síndrome do pânico e construir vínculos coletivos.

Ao longo da fala, Djonga destacou ainda a importância de o rap manter sua conexão com as origens periféricas e com as denúncias sociais. “Não vamos esquecer a função disso aqui”, afirmou, em recado direcionado a outros artistas do gênero e também a representantes políticos.

O rapper criticou a violência policial, o racismo estrutural, a fome e os ataques contra mulheres e população LGBT+. Para ele, o Hip-Hop nasceu como resposta ao abandono do Estado nas periferias e segue sendo instrumento de denúncia e transformação social.

Em outro momento do discurso, Djonga ressaltou a importância da família, da fé e da ancestralidade em sua caminhada. O artista mencionou seus orixás, a religiosidade da avó, a criação recebida dos pais e celebrou a presença dos filhos, Jorge e Yolanda, na cerimônia.

“Eu agradeço, recebo com muito carinho essa homenagem, mas a maior homenagem de todas é cuidar de quem precisa”, concluiu o rapper, sob aplausos do plenário.

Fonte Original

Cada Copa, um Brasil: como cada título brasileiro no mundial cruzou a história e a economia do país

As cinco Copas do Mundo conquistadas pela seleção brasileira ocorreram em períodos marcados por transformações políticas, econômicas e sociais. Em cada uma delas, o...
ARTIGOS RELACIONADOS
Anúncio
Google search engine

MAIS POPULAR