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Após pressão da greve, GDF exonera reitora da UnDF e nomeia nova gestora

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A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), exonerou nesta terça-feira (28) a reitora da Universidade do Distrito Federal Professor Jorge Amaury Maia Nunes (UnDF), Simone Pereira Costa Benck, em meio à crise instalada na instituição e após semanas de pressão de estudantes e professores em greve.

A decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial do Distrito Federal no mesmo dia em que a comunidade acadêmica realizou mobilização na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), cobrando a saída da gestora e medidas urgentes para enfrentar os problemas administrativos e acadêmicos da universidade.

Para o cargo, o governo nomeou Fernanda Massaro dos Santos, pesquisadora com doutorado e pós-doutorado na área de educação. A expectativa entre docentes e estudantes é de que a troca abra caminho para negociação com os segmentos mobilizados, que denunciam falta de diálogo da gestão anterior, perseguição ao movimento grevista e ausência de políticas estruturantes para a permanência estudantil.

Cobranças permanecem 

A paralisação na universidade já dura 45 dias. Entre as principais reivindicações estão restaurante universitário, ampliação dos auxílios estudantis, melhores condições de funcionamento dos campus e participação democrática nas decisões institucionais. Também há críticas ao contrato milionário firmado para uso de estrutura privada, enquanto a comunidade defende investimento em sedes próprias para a universidade pública.

Em publicação nas redes sociais após a exoneração, representantes estudantis classificaram a medida como “vitória da luta” e afirmaram que a saída da reitora é resultado da mobilização construída durante a greve. Apesar disso, reforçaram que o movimento segue ativo.

Entre as pautas apresentadas pelos estudantes estão a garantia de permanência nos campus, o cancelamento do contrato com o IESB e a reformulação dos auxílios estudantis. Para os docentes, a mudança no comando da universidade precisa ser acompanhada de reestruturação administrativa e respeito à autonomia acadêmica.

A avaliação entre os manifestantes é de que a exoneração representa uma vitória parcial, mas não encerra o conflito. Os próximos dias devem ser decisivos para indicar se a nova gestão abrirá negociações com estudantes e professores e apresentará respostas concretas para a crise da principal universidade pública distrital.


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