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Laboratório da Ufrgs na Antártica é tema de documentário apresentado pelo ator Will Smith

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O laboratório Criosfera 1, na Antártica, é a locação escolhida pela National Geographic para o documentário Pole To Pole, que estreia dia 13 de janeiro de 2026 na plataforma de streaming Disney+, apresentado pelo ator Will Smith. Inaugurado em 2012, o Criosfera 1 é uma iniciativa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) em parceria com várias instituições de pesquisa científica.

Will Smith esteve no Criosfera 1 no verão antártico de 2022 para mostrar como os pesquisadores trabalham e lideram pesquisas sobre as mudanças do clima. O ator, de 57 anos, que também é músico e produtor, é natural da Filadélfia, Estados Unidos, e conquistou o Oscar de melhor ator, em 2022, com o filme King Richard.

Além da Ufrgs, Criosfera 1 reúne pesquisadores parceiros da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e outros usuários da plataforma científica como a Universidade de São Paulo (USP), Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Universidade Federal do Paraná (UFPR), Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF).

O Criosfera 1 foi possível graças aos investimentos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), CNPq/Proantar, Comissão Interministerial para Recursos do Mar, Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio Grande do Sul (Fapergs).

100 dias

Após três anos de produção, a série acompanha Will Smith em uma jornada de 100 dias pelos sete continentes, dos campos de gelo na Antártica à floresta amazônica, das montanhas do Himalaia aos desertos africanos, das ilhas do Pacífico aos icebergs do Ártico. Na expedição de polo a polo, Smith viaja acompanhado por cientistas, exploradores e especialistas locais, participando de descobertas científicas e criando conexões com as comunidades por onde passa.

A reitora da Ufrgs, professora Márcia Barbosa, comentou que o documentário dá publicidade a algo que a universidade faz há muito tempo, que é a pesquisa científica na Antártica, medindo a relação entre as emissões de gases e as mudanças climáticas. “Hoje a Ufrgs é uma liderança reconhecida, coordenando o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia no tema. Realizamos igualmente um projeto de circunavegação do Polo Sul sob a liderança do nosso professor, o glaciólogo Jefferson Cardia Simões.” A reitora destaca ainda “que esta liderança é fundamental para entendermos os efeitos das enchentes e das secas que afetam o Rio Grande do Sul”.

O Criosfera 1 foi instalado no verão de 2011/2012 por uma expedição do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia da Criosfera (INCT da Criosfera), usando logística contratada da Antarctic Logistics Expeditions (ALE). O módulo fica no manto de gelo da Antártica Ocidental e é dotado de sistemas eólico e solar que permitem o seu funcionamento de forma ininterrupta, demandando apenas uma manutenção de 20 dias no mês de janeiro de cada ano.

Criosfera 2

Em janeiro de 2023, pesquisadores da Ufrgs concluíram com sucesso a instalação do Módulo Científico Criosfera 2. Ele foi implantado pelos pesquisadores no interior do continente antártico.

O Criosfera 2 está localizado sobre uma calota de gelo com aproximadamente 600 metros de espessura, ao sul do Mar de Weddell, com vista para a montanha mais alta da Antártica, o maciço Vinson com 4.897 metros de altitude. A temperatura no Criosfera 2, durante o inverno, pode cair a 40 graus negativos.

É a partir dessa região que as massas de ar frio provenientes do platô polar abastecem o mar de Weddell, no inverno, e são responsáveis pela intensificação de eventos extremos e ondas de frio no Sul do Brasil. O módulo funciona em condições climáticas especiais, porque está instalado a 2,2 mil metros ao Sul da Estação Brasileira Antártica Comandante Ferraz, contra os 900 metros do Criosfera 1.

Para saber mais, leia a entrevista com o glaciólogo Jefferson Cardia Simões.

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