quinta-feira, setembro 24, 2026
spot_img
InícioSAÚDEServidores municipais de Curitiba aprovam indicativo de greve — Brasil de Fato

Servidores municipais de Curitiba aprovam indicativo de greve — Brasil de Fato

0:00

Os servidores municipais de Curitiba recusaram a proposta de reajuste de 5,17%, que apenas recompõe a inflação dos últimos 12 meses (IPCA). Além de não terem ganho real, a proposta impõe perdas salariais de 17%, segundo o sindicato da categoria, além de ser pago apenas em janeiro de 2026 e sem ser retroativo. A categoria aprovou mobilização no dia 6 de novembro e também uma nova assembleia geral para aprovar greve caso a Prefeitura de Curitiba não melhore a proposta. Ao apresentar o índice, o prefeito Eduardo Pimentel (PSD) atrelou o índice à capacidade de manter a saúde financeira da cidade.

A assembleia realizada pelo Sindicato dos Servidores Municipais de Curitiba (Sismuc) terminou com a categoria rejeitando a proposta da Prefeitura e aprovando o estado de greve com mobilização e indicação de greve. O formato é adotado para, em caso de paralisação geral, a greve possa não ser considerada ilegal pela justiça.

A gestão Eduardo Pimentel anunciou no fim de outubro a recomposição salarial, calculada em 5,17%, percentual que corresponde à inflação medida pelo IPCA/IBGE (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) do período de outubro de 2024 a setembro de 2025. A recomposição salarial será paga a partir de janeiro de 2026.

Segundo o prefeito, o índice busca manter o equilíbrio financeiro de Curitiba. “Temos feito um esforço permanente de valorizar nossos servidores e manter um caixa equilibrado que nos permita, além de cumprir com todas nossas obrigações, promover um volume recorde de investimentos”, pontuou Pimentel.

Para a coordenadora geral do Sismuc, Juliana Mildemberg, a conta não fecha. Ela diz que os investimentos da Prefeitura são pagos com o sacrifício dos trabalhadores. “Nós estamos perdendo dois meses de reajuste nos nossos salários. Fizemos os cálculos, a Prefeitura tirou do reajuste dos servidores para pagar as licenças-prêmio. Ou seja, deu com uma mão e tirou com a outra”, explicou.

A insatisfação também é registrada pelo magistério municipal. Para o Sindicato do Magistério (Sismmac), o prefeito descumpre compromisso de campanha. “Parece que na cartilha do prefeito “rever” significa rebaixar”, diz nota da entidade.

Já a vereadora Vanda de Assis (PT), que esteve presente na assembleia, a batalha não pode ser feita na Câmara Municipal, uma vez que a bancada governista não vota contra os interesses da gestão. “Essa batalha precisa ser ganha por nós nas ruas e aqui tem um povo que luta e que vai fazer essa mobilização crescer, dizendo ao prefeito que esse calote não pode passar”, argumentou.

Perdas milionárias

O sindicato alega que o adiamento do reajuste e a ausência de retroatividade representam um rombo direto na remuneração do funcionalismo municipal. Estima-se que o pagamento somente em janeiro de 2026 implica uma perda estimada em R$ 64 milhões, que deixam de ser incorporados aos salários de mais de 40 mil servidores ativos, aposentados e pensionistas.

Fonte Original

Passageiros denunciam falhas em ônibus da Pássaro Verde; empresa promete nova frota

Relatos de atrasos, falhas mecânicas e problemas de climatização na linha intermunicipal que liga Belo Horizonte a Ouro Preto motivaram queixas de usuários contra...

Ato em defesa do SUS cobra prefeitura de Porto Alegre por cumprimento de liminar sobre Vigilância Sanitária

Trabalhadores da saúde, usuários, integrantes do controle social e movimentos sociais realizaram uma manifestação nesta quarta-feira (23), em frente à Secretaria Municipal de Saúde...
ARTIGOS RELACIONADOS
Anúncio
Google search engine

MAIS POPULAR