quarta-feira, junho 10, 2026
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Brasileiros deixam de resgatar até R$ 50 mil de parentes mortos por desconhecimento e burocracia

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Da redação

A dor da perda de um ente querido vai além do sofrimento emocional: muitas famílias brasileiras deixam de resgatar valores que variam de R$ 10 mil a R$ 50 mil em benefícios devidos ao falecido. O levantamento, realizado pela Planeje Bem, primeira plataforma digital do país dedicada ao planejamento sucessório e apoio pós-perda, revela que o desconhecimento sobre direitos financeiros, somado à burocracia e ao luto, faz com que recursos importantes se percam.

Segundo Carolina Aparício, fundadora da Planeje Bem, muitos desses valores são classificados como “ativos invisíveis” — benefícios que não passam necessariamente por inventário e podem ser resgatados de forma simples, desde que as famílias saibam como proceder. “As pessoas imaginam que tudo depende do inventário, mas há recursos que podem ser solicitados diretamente, como seguros, FGTS e até milhas aéreas”, explica.

O que mais é esquecido?

O levantamento apontou os benefícios mais negligenciados:

  • DPVAT (indenização por acidente ou morte no trânsito): 40%
  • FGTS, PIS/Pasep e direitos trabalhistas: 25% a 30%
  • Contas bancárias, investimentos e consórcios: 25%
  • Seguros de vida e previdência privada: 20%
  • Pensão por morte do INSS: 10%

Além disso, benefícios menos conhecidos, como auxílio-funeral (R$ 2 mil a R$ 5 mil) e milhas aéreas (até R$ 4 mil), também são frequentemente perdidos por falta de informação.

Quem mais esquece?

  • Homens representam 65% a 70% dos casos de esquecimento;
  • Jovens de 25 a 45 anos são os que mais negligenciam os resgates, muitas vezes por estarem distantes da gestão financeira do falecido;
  • Parentes como sobrinhos, filhos e netos tendem a priorizar questões burocráticas imediatas (como o funeral) e deixam os prazos vencerem.

Por que tantos benefícios se perdem?

Carolina destaca que, em casos de mortes inesperadas (como acidentes de trânsito), o choque emocional adia a busca por direitos. Já em situações como FGTS e contas bancárias, muitos herdeiros não sabem que podem resgatar os valores sem esperar o inventário, apenas com um alvará judicial. Outro problema é a desatualização de beneficiários — como um ex-cônjuge ainda registrado em seguros ou planos de previdência.

Como evitar a perda?

A especialista recomenda que, ainda em vida, as pessoas:
✔ Organizem documentos e listem seus ativos;
✔ Atualizem beneficiários em seguros e previdência;
✔ Converse com a família sobre seus direitos.

“Falar sobre a morte não é um tabu, mas uma forma de proteger quem fica”, reforça Carolina. Enquanto isso, plataformas como a Planeje Bem auxiliam famílias a identificar e resgatar esses recursos antes que seja tarde.

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