Nem o deputado federal Rogério Correia, nem o também representante de Minas Gerais na Câmara Federal, Reginaldo Lopes. A aposta do presidente Lula (PT) para disputar o Governo de Minas em 2026 é Rodrigo Pacheco (PSD). O ex-presidente do Senado esteve ao lado do presidente em algumas oportunidades e o defendeu em diversas situações, mas nomes importantes do PT no Estado, como os dois deputados citados acima, não esperavam que esse fosse o desejo do chefe do Executivo nacional. E que, aliás, viesse à tona tão cedo. Porém, apesar de fato ter se tornado público, informações de bastidores dão conta de que petistas mineiros e fortes na legenda apontam outro nome considerado hoje o favorito para a disputa. E olha que não é nenhum político do Centro, muito menos da esquerda. Ninguém mais do que o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos). Para um lado considerado oposição ferrenha — se tratando de direita e esquerda — admitir o favoritismo do divinopolitano é porque existe algo de concreto neste sentido. Isso é fato!
No 1° turno
Na avaliação de lideranças do PT mineiro, Cleitinho seria hoje o nome com maior chances de suceder o governador Romeu Zema (Novo), que se despede da cadeira após dois mandatos. Pelas projeções de um influente petista do Estado ouvido pela coluna Igor Gadelha do Metrópoles, o senador será eleito governador de Minas no primeiro turno e terá votos, inclusive, de eleitores mais alinhados à esquerda. Lula afirmou em entrevista no início deste mês que gostaria de ver Pacheco governando Minas Gerais. Como “querer não é poder”, daqui até o início do ano que vem, quando a corrida eleitoral começar, muita coisa ainda já terá mudado. Exatamente por existir esse prazo ainda, apesar de que passa muito rápido, Cleitinho ainda não decidiu se vai deixar o posto no Senado para se candidatar ao Governo de Minas ou à Presidência da República. Uma coisa é certa: por falta de convites, não é.
45 anos
E ainda no assunto PT e eleições, no ano em que o partido celebra 45 anos — fundação: 10 de fevereiro de 1980 — as direções nacionais, estaduais e municipais — comemoram também a eleição de 3.118 vereadores no processo de 2024. Assim, a sigla está representada nas câmaras municipais em todos os 26 estados da federação. Prefeitos são 248. Em Divinópolis, após duas legislaturas, a sigla volta a ocupar uma cadeira na Câmara: Vítor Costa, ligado às bases da legenda, é o representante no Legislativo. Ele promete defender com “unhas e dentes” os princípios e ideologias do maior partido de esquerda do Brasil.
Bolsonaro vai
Do outro lado, onde o PL é o principal líder da oposição, o ex-presidente Bolsonaro disse que pretende participar dos atos contra o Governo Lula, marcados a princípio para 16 de março. Os protestos devem acontecer em todo o país, e Bolsonaro, por sua vez, deve participar da manifestação no Rio de Janeiro. A principal pauta das ações que já são arquitetadas, será o projeto de lei pela anistia para os presos do 8 de janeiro. Mas, esse não é o único propósito: manifestantes devem engrossar o coro a favor do impeachment de Lula. Mais um, para variar!
Voto impresso
Ainda na seara da direita, e de novo. O senador Carlos Viana (Podemos) usou suas redes sociais para defender o voto impresso nas próximas eleições. Como tudo, em especial na política, tem um objetivo, o mandato de Viana termina no próximo ano e ele parece buscar uma reaproximação com os eleitores opositores da esquerda para tentar a reeleição. Na visão do senador, o posicionamento não representa um questionamento à democracia, mas que o voto impresso pode fortalecer o sistema eleitoral brasileiro. Interessante, que basta se aproximar um processo importante que o assunto volta ser motivo de dúvidas e sugestões. Quando há interesses e caça aos votos, então! Nem que para isso seja preciso retroceder. São os próprios interesses acima de tudo e todos!


