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Após atrasos pontuais, eleições no Peru transcorrem com normalidade, apontam autoridades eleitorais

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Mais de 27 milhões eleitores peruanos estão aptos a votar até as 17h (19h pelo horário de Brasília) deste domingo (7), no segundo turno das eleições presidenciais. Segundo as autoridades eleitorais, a logística de votação foi distribuída para todo o território nacional e o processo transcorre dentro da normalidade, apesar de atrasos pontuais registrados nas primeiras horas do dia.

O pleito ocorre pouco mais de um mês após uma primeira rodada marcada por atrasos na instalação de mesas eleitorais e denúncias de irregularidades que contribuíram para ampliar a tensão política no país. Diante das críticas no primeiro turno, o Júri Nacional de Eleições (JNE) anunciou medidas adicionais de fiscalização e acompanhamento da votação.

A Oficina Nacional de Processos Eleitorais (Onpe), responsável pela organização do pleito, informou que acompanha em tempo real o funcionamento dos locais de votação e a distribuição dos materiais eleitorais às regiões mais distantes do país.

Candidatos

O segundo turno das eleições presidenciais opõe a candidata da direita Keiko Fujimori, do partido Força Popular, e o candidato de esquerda Roberto Sánchez, do Juntos por el Perú, em uma disputa marcada pela polarização política e pelo equilíbrio apontado pelas pesquisas.

As seções eleitorais abriram às 7h. Os primeiros resultados da apuração são esperados para a noite deste domingo, embora a confirmação oficial possa demorar mais em razão da pequena diferença entre os oponentes.

Durante a manhã, os candidatos fizeram apelos à participação popular. Ao votar em Huaral, ao norte de Lima, Roberto Sánchez convocou os eleitores a participarem do processo com “consciência e esperança”. Já Keiko Fujimori destacou a mobilização de fiscais de seu partido para acompanhar a votação em todo o território nacional.

A votação ocorreu sob forte esquema de segurança. Mais de 100 mil integrantes das Forças Armadas e da Polícia Nacional foram mobilizados para atuar durante o processo eleitoral.

Segurança pública domina debate eleitoral

A campanha foi marcada principalmente pelo debate sobre segurança pública e criminalidade, tema que ganhou centralidade diante do aumento dos casos de extorsão e da atuação de organizações criminosas em diferentes regiões do país.

Keiko Fujimori defendeu o endurecimento das políticas de combate ao crime e o fortalecimento das forças de segurança. Aos 51 anos, Keiko disputa a presidência do Peru pela quarta vez, após ter sido derrotada no segundo turno nas três tentativas anteriores. Sua campanha focou na promessa de restaurar a ordem. Keiko traçou um paralelo com a linha dura de seu pai contra o terrorismo para prometer o fim do crime organizado, além de atacar o adversário de esquerda, afirmando que o modelo dele “leva à pobreza e ao caos”.

Já Roberto Sánchez centrou sua campanha na defesa de mudanças estruturais para enfrentar as desigualdades sociais e combater a corrupção, inclusive dentro das instituições estatais. Ele propõe convocar uma Assembleia Constituinte, criar um Estado plurinacional (com participação de povos indígenas, nos moldes de Evo Morales na Bolívia) e realizar uma reforma judicial para que juízes e promotores sejam eleitos pelo voto popular.

Após passar para o segundo turno, o Ministério Público peruano reativou um caso em aberto contra ele por suposta falsificação de informações sobre aportes em sua campanha legislativa entre 2018 e 2020.

Com o encerramento da votação previsto para o fim da tarde, a expectativa se volta para a divulgação das pesquisas de boca de urna e dos primeiros boletins da apuração, que devem indicar ainda nesta noite quem estará mais próximo de ocupar o Palácio de Governo pelos próximos cinco anos.

*Com informações de Reuters, Associated Press (AP) e Cadena SER

Fonte Original

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