Dezenas de venezuelanos protestaram na manhã deste sábado (23), na Plaza Venezuela, em Caracas, capital do país, exigindo o fim do imperialismo estadunidense na América Latina, durante o simulacro realizado por militares dos Estados Unidos para a evacuação da embaixada do país em casos de emergência.
Os manifestantes também exigiram a libertação dos sequestrados Nicolás Maduro e Cilia Flores, e expressaram solidariedade com outros povos da região ameaçados pela pressão do governo de Donald Trump, como Cuba e Colômbia.
“Que eles saiam da América Latina”, afirmou o membro do Movimento Sem Teto Hérnan Vergas, em entrevista à Sputnik Mundo.
“Isso não é um exercício, é uma tentativa de intimidação. Apesar do ataque e do sequestro de nosso presidente [Nicolás Maduro] e da deputada Clia Flores, sabemos bem que a revolução segue de pé”, disse a ativista Rita González à Sputnik.
O exercício militar dos EUA incluiu o sobrevoo de duas aeronaves sobre o espaço aéreo de Caracas, bem como operações específicas de aproximação e pouso dentro do perímetro da sede diplomática dos EUA, localizada no setor de Valle Arriba. Simulações de abandono do local também foram realizadas, ocupando desde a manhã até o início da tarde.
A ação foi autorizada pelo governo de Delcy Rodríguez. “Garantir a capacidade de resposta rápida das forças armadas é um componente essencial da prontidão da missão, tanto aqui na Venezuela quanto em todo o mundo”, informou a Embaixada dos Estados Unidos na Venezuela.


