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Eleições na Hungria: extremista Viktor Orbán é derrotado após 16 anos no poder

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A população húngara foi às urnas durante o domingo (12) para escolher o novo primeiro-ministro do país e as 199 cadeiras da Assembleia Nacional. No que se tornou a eleição mais importante para a Hungria desde a transição democrática de 1989-90, o líder oposicionista Péter Magyar, do Tisza, desbancou Viktor Orbán, “irmão” de Jair Bolsonaro e inspiração mundial para a direita radical.

Com 95,63% das urnas apuradas, o Tisza conquistou 137 cadeiras no Parlamento, seguido pelas 55 do Fidesz, de Orbán, e 7 do Mi Hazánk. Magyar, de centro-direita, comemorou, afirmando que “juntos, libertamos a Hungria e nos livramos do regime de Orbán” e “o amor venceu hoje, porque o amor sempre vence”. O adversário, por sua vez, disse que “o resultado da eleição é claro e doloroso” ao reconhecer a perda.

Magyar ainda pediu a renúncia do presidente da Suprema Corte, do procurador-geral e dos chefes da mídia e do órgão de defesa da concorrência, afirmando que a Hungria será uma forte aliada da União Europeia e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

O pleito foi acompanhado de perto por líderes da Europa e de outros continentes e registrou uma participação recorde de 66% dos eleitores. Nas redes sociais, circulam vídeos da população de Budapeste, capital da Hungria, nas ruas, comemorando o resultado da eleição.

Histórico de Orbán

O partido de Viktor Orbán, Fidesz, tinha ampla maioria no Parlamento até as eleições deste ano, atuando ativamente para reescrever a Constituição e aprovar leis com o objetivo de criar uma “democracia cristã iliberal”. Dentre as principais medidas, estavam a restrição da liberdade de imprensa, o enfraquecimento do Judiciário, a limitação de direitos de minorias, como a comunidade LGBT+, e movimentos antimigração.

Além disso, em um momento-chave do genocídio palestino, Orbán se recusou a prender o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, por crimes de guerra na Faixa de Gaza. À época, a Hungria também deixou de participar do Tribunal Penal Internacional.

Em 2022, Bolsonaro chamou o ex-primeiro-ministro húngaro de “irmão” e repetiu o tema fascista sobre “Deus, Pátria, Família”, acrescentando liberdade, em seu discurso de recepção no país. As palavras usadas pelo fascismo italiano foram importadas para o Brasil pela Ação Integralista e também foram usadas pela Ditadura de Salazar em Portugal, que durou de 1933 a 1974.

Fonte Original

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