O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, declarou nesta terça-feira (17) que o líder ucraniano, Volodymyr Zelensky, está tentando arrastar o seu país para um conflito armado com a República Islâmica do Irã.
O comentário do porta-voz iraniano surge no contexto de relatos de que conselheiros militares ucranianos estariam sendo enviados ao Oriente Médio para combater drones iranianos.
“O problema da Ucrânia e o atoleiro em que o povo ucraniano foi mergulhado não desaparecerão por meio desses métodos e tentativas de interferência em outros conflitos. Isso só significa cumplicidade e cooperação com os agressores contra o Irã“, disse Baghaei.
O porta-voz da chancelaria iraniana enfatizou que as ações de Kiev acarretarão responsabilidade internacional para o Estado ucraniano. “Os iranianos jamais perdoarão isso”, completou.
A Ucrânia já enviou especialistas ao Oriente Médio para treinar tropas de países da região no combate a ataques aéreos, fornecendo assistência com seus especialistas em drones. O primeiro grupo de conselheiros militares foi enviado em 9 de março.
Zelensky reage a declarações iranianas
Anteriormente, em 14 de março, o presidente da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano, Ebrahim Azizi, declarou que Teerã considera a Ucrânia um “alvo legítimo”, devido ao seu apoio às operações militares de Israel contra o Irã.
“Ao apoiar o regime israelense com drones, a Ucrânia, já fragilizada, envolveu-se efetivamente em uma guerra e, de acordo com o Artigo 51 da Carta das Nações Unidas, transformou todo o seu território em um alvo legítimo para o Irã”, escreveu ele em sua página nas redes sociais.
O presidente ucraniano, por sua vez, ao responder às ameaças do Irã, afirmou que tais declarações “não são novidade”.
“Respondendo a uma pergunta sobre as ameaças do regime iraniano contra a Ucrânia por nosso apoio aos países do Golfo Pérsico: isso não é novidade. Tenho ouvido diversas declarações nos últimos anos”, disse o chefe de Estado.
“O pedido dos EUA e dos países do Oriente Médio para que os ajudássemos com drones interceptadores foi importante para nós. Eles querem se beneficiar de nossa experiência em defesa. Defesas aéreas não são armas ofensivas. Portanto, estamos prontos para compartilhar nosso conhecimento e sistemas defensivos. Tais declarações não nos assustam”, acrescentou Zelensky.


