quarta-feira, junho 10, 2026
spot_img
InícioCULTURAKuwait diz que ‘vários aviões dos EUA’ caíram e Trump ameaça Irã:...

Kuwait diz que ‘vários aviões dos EUA’ caíram e Trump ameaça Irã: ‘Deponham armas ou enfrentem a morte’

0:00

Segundo informações do Ministério da Defesa Kuwait, país aliado dos Estados Unidos, “vários” caças dos EUA caíram no país nesta segunda-feira (2). O governo não informou quantas aeronaves caíram nem as causas exatas.

Alguns vídeos publicados nas redes sociais mostram pelo menos um caça em chamas caindo em espiral antes de atingir o solo, e um piloto se ejetando e descendo de paraquedas em uma área desértica. A aeronave era um F-15E e a ocorrência foi registrada a menos de 10 quilômetros da base aérea Ali Al Salem, que abriga forças estadunidenses. 

Outras imagens mostram o piloto ajoelhado no chão ao lado de um paraquedas laranja e branco e, em outro registro, já de pé enquanto fumaça preta sobe ao fundo. Um dos vídeos foi localizado a cerca de 30 quilômetros da mesma base.

Em comunicado, o porta-voz do ministério, coronel Said Al-Atwan, declarou que as autoridades iniciaram imediatamente operações de busca e resgate e que as equipes foram retiradas dos locais das quedas e transferidas para hospitais, onde passaram por avaliação e receberam atendimento médico. A autoridade afirma ainda que os tripulantes estão em condição “estável” e o Kuwait mantém “coordenação direta” com os EUA. 

A embaixada dos Estados Unidos no Kuwait, por sua vez, emitiu um alerta de segurança informando que há ameaça contínua de ataques com mísseis e drones e orientou residentes a evitar a área e permanecer em locais protegidos.

‘Enfrentarão morte certa’

Horas antes, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou as forças de elite do Irã e pediu que os militares do país persa deponham as armas.

O republicano ainda prometeu imunidade aos membros da Guarda Revolucionária do Irã, das Forças Armadas e das forças policiais caso abandonem as armas. “Deponham as armas. Vocês serão tratados de forma justa com imunidade total ou enfrentarão morte certa”, afirmou. “Sejam corajosos, sejam ousados, sejam heróis e recuperem o seu país. A América está com vocês. Eu fiz uma promessa a vocês e cumpri. O resto dependerá de vocês, mas estaremos lá para ajudar.”

Dirigindo-se à população iraniana, o presidente estadunidense declarou que “a hora da sua liberdade está próxima” e acrescentou que, quando a operação terminar, os cidadãos poderão assumir o controle do governo, o que, segundo ele, “provavelmente será a única chance para gerações”.

Trump afirmou que a ofensiva contra o Irã, iniciada no último sábado (28) em operação conjunta com Israel, foi motivada pelo que classificou como fracasso do governo iraniano em negociar “de boa fé” um acordo para interromper o desenvolvimento de armas nucleares. “Não podemos permitir que uma nação que arma terroristas e os incita possua tais armas. Nós devemos fazer com que eles as entreguem. Os EUA têm a força militar mais forte do mundo”, afirmou.

O Irã, por sua vez, afirma reiteradamente que não busca armas nucleares e que seu programa tem fins civis, além de destacar que participou de um acordo nuclear com os Estados Unidos, abandonado por Trump durante seu primeiro mandato. 

Reino Unido passa a colaborar com os EUA

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou que os Estados Unidos poderão utilizar as bases do país britânico para lançar ataques “defensivos” a fim de destruir mísseis e lançadores de mísseis iranianos. “O Irã está aplicando uma estratégia de terra arrasada, por isso apoiamos a autodefesa coletiva de nossos aliados e de nosso povo na região”, indicou o primeiro-ministro.

O premiê, no entanto, afirmou que não participará do que classificou como “ataques ofensivos”, uma vez que aposta em “uma solução negociada” como a “melhor maneira de avançar para a região e para o mundo”. Na mesma linha, Starmer disse que o país aprendeu com os “erros” da Guerra do Iraque e ressaltou que o Reino Unido não participou dos bombardeios iniciais e “não participará de ações ofensivas neste momento”.

Segundo a BBC de Londres, os Estados Unidos devem utilizar a base aérea RAF Fairford, na Inglaterra, e a base de Diego Garcia, no Oceano Índico, para conduzir ataques contra alvos iranianos.

Líder supremo foi morto

O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, morreu no sábado (28) após os bombardeios realizados pelos Estados Unidos e por Israel contra o território iraniano. A informação foi confirmada pelas agências estatais iranianas IRNA e Fars News Agency, que atribuíram a morte aos ataques conduzidos pelos dois países.

“O líder da Revolução Islâmica, aiatolá Seyyed Ali Khamenei, foi martirizado pelos ataques dos regimes de Israel e dos EUA”, informou a imprensa estatal. A confirmação ocorreu horas depois de o presidente estadunidense, Donald Trump, afirmar que os bombardeios haviam atingido o principal líder político e religioso do país.

O governo iraniano decretou luto oficial de 40 dias e declarou que o episódio representa um “grande crime” que não ficará sem resposta. Em comunicado, afirmou que o ocorrido marcará “uma nova página na história do mundo islâmico e do xiismo” e acrescentou que o sangue do líder “vai erradicar o crime e a opressão americana-sionista”.

A ofensiva militar atingiu 24 províncias iranianas, segundo autoridades locais. De acordo com o Crescente Vermelho Iraniano, ao menos 201 pessoas morreram e 747 ficaram feridas. Na capital, Teerã, uma escola foi atingida, resultando na morte de mais de 100 crianças, segundo informações divulgadas por autoridades iranianas.

Em resposta, o Irã lançou ataques contra Israel e contra 14 bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio. Segundo a imprensa estatal iraniana, instalações militares americanas no Bahrein, Jordânia, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita foram atingidas.

Khamenei tinha 88 anos e ocupava o cargo de líder supremo desde 1989, quando substituiu Ruhollah Khomeini, fundador da República Islâmica. Ele era a principal autoridade política e religiosa do país e exercia controle direto sobre as Forças Armadas, o Judiciário e os principais centros de poder iranianos.

Fonte Original

Conceição do Mato Dentro reforça debate sobre diversificação econômica com segundo fórum em seis meses

Quando uma cidade realiza dois fóruns sobre diversificação econômica com apenas seis meses de intervalo entre eles, o recado é claro: o futuro não...
ARTIGOS RELACIONADOS
Anúncio
Google search engine

MAIS POPULAR