{"id":7370,"date":"2025-05-23T11:24:17","date_gmt":"2025-05-23T11:24:17","guid":{"rendered":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2025\/05\/23\/granjas-sao-chocadeiras-de-doencas-como-a-gripe-aviaria-brasil-de-fato\/"},"modified":"2025-05-23T11:24:20","modified_gmt":"2025-05-23T11:24:20","slug":"granjas-sao-chocadeiras-de-doencas-como-a-gripe-aviaria-brasil-de-fato","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2025\/05\/23\/granjas-sao-chocadeiras-de-doencas-como-a-gripe-aviaria-brasil-de-fato\/","title":{"rendered":"granjas s\u00e3o \u2018chocadeiras\u2019 de doen\u00e7as como a gripe avi\u00e1ria \u2013 Brasil de Fato"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>Na granja em Montenegro, na regi\u00e3o metropolitana de Porto Alegre, onde foi detectado o v\u00edrus causador da gripe avi\u00e1ria, viviam cerca de 17 mil frangos. A grande maioria deles eram f\u00eameas dedicadas a p\u00f4r ovos fertilizados para serem vendidos a outras granjas e chocados em chocadeiras.<\/p>\n<p>Essas galinhas tinham uma gen\u00e9tica privilegiada segundo padr\u00f5es do mercado de carnes. Eram as chamadas matrizes, selecionadas a dedo para gerar cada vez mais frangos com caracter\u00edsticas ideias para serem abatidos e vendidos como mercadoria.<\/p>\n<p>Galinhas como essas s\u00e3o especiais. S\u00e3o criadas em condi\u00e7\u00f5es melhores do que a dos frangos de corte, nascidos para o abate. Apesar disso, assim como as milh\u00f5es de aves que o Brasil cria para virarem produtos, elas vivem aos milhares em grandes galp\u00f5es. Quase n\u00e3o t\u00eam acesso \u00e0 luz natural nem ao ar livre.<\/p>\n<p>Vivem num espa\u00e7o ideal para a produtividade econ\u00f4mica, mas prop\u00edcio \u00e0 prolifera\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as que acometem os animais. Das 17 mil galinhas da granja de Montenegro, cerca de 15 mil morreram de gripe avi\u00e1ria. As outras 2 mil tiveram que ser abatidas.<\/p>\n<p>Esses espa\u00e7os s\u00e3o prop\u00edcios tamb\u00e9m a muta\u00e7\u00f5es de v\u00edrus e bact\u00e9rias. Neles, uma doen\u00e7a de bicho pode ser convertida numa doen\u00e7a de gente. Eles, portanto, representam tamb\u00e9m um risco \u00e0 sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o como um todo.<\/p>\n<p>\u201cO confinamento em ambientes mais fechados e em elevadas densidades facilita a propagac\u0327a\u0303o de doenc\u0327as e pode reduzir a imunidade dos animais devido ao estresse. Como resultado, os antimicrobianos, especialmente os antibi\u00f3ticos, sa\u0303o frequentemente utilizados. O uso indevido de antimicrobianos contribui para o aumento da amea\u00e7a das superbact\u00e9rias, criando uma preocupac\u0327a\u0303o global entre profissionais de sa\u00fade, pesquisadores e autoridades sanit\u00e1rias. Isso representa um se\u0301rio risco para a sa\u00fade e o bem-estar dos animais e da populac\u0327a\u0303o humana mundial\u201d, descreve um relat\u00f3rio de 2024 sobre as condi\u00e7\u00f5es de cria\u00e7\u00e3o de frangos no Brasil.<\/p>\n<p>O texto foi elaborado pela Alianima, uma organiza\u00e7\u00e3o que d\u00e1 consultorias e suporte t\u00e9cnico \u00e0 ind\u00fastria aliment\u00edcia. Patrycia Sato \u00e9 diretora t\u00e9cnica, m\u00e9dica veterin\u00e1ria e presidente da entidade. Segundo ela, o padr\u00e3o de cria\u00e7\u00e3o de aves no Brasil precisa melhorar pelo bem-estar animal e at\u00e9 para a seguran\u00e7a biol\u00f3gica do pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u201cEstamos falando de dezenas ou at\u00e9 centenas de milhares de aves dentro de um galp\u00e3o. Elas t\u00eam uma variabilidade gen\u00e9tica baixa, porque passaram por uma sele\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica para ter peito maior, coxa maior, crescerem mais r\u00e1pido. Se voc\u00ea tem baixa diversidade gen\u00e9tica e um v\u00edrus novo, voc\u00ea est\u00e1 muito mais propenso a ter a dizima\u00e7\u00e3o desses animais numa doen\u00e7a. E se houver uma muta\u00e7\u00e3o, essa doen\u00e7a pode atingir humanos tamb\u00e9m \u2013 como j\u00e1 atingiu\u201d, disse ela, lembrando que a gripe avi\u00e1ria tamb\u00e9m pode acometer pessoas.<\/p>\n<p>\u201cO Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) vem alertando constantemente sobre o risco crescente de pandemias e sobre como a intensifica\u00e7\u00e3o da agropecu\u00e1ria, especialmente a produ\u00e7\u00e3o industrial de aves, cria condi\u00e7\u00f5es que favorecem o surgimento e a dissemina\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as zoon\u00f3ticas \u2013 aquelas que passam dos animais para os seres humanos. Mesmo assim, os l\u00edderes mundiais parecem n\u00e3o estar suficientemente preocupados\u201d, confirmou Fernanda Vieira, diretora de Bem-Estar Animal e Pesquisa da Sinergia Animal, organiza\u00e7\u00e3o dedicada \u00e0 prote\u00e7\u00e3o animal que atua no Brasil, em outros pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina e da \u00c1sia.<\/p>\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Modelo mundial<\/h4>\n<p>Sato, da Alianima, lembrou que as condi\u00e7\u00f5es descritas por ela n\u00e3o s\u00e3o exclusivas do Brasil. Outros pa\u00edses do mundo tamb\u00e9m adotam o mesmo padr\u00e3o de cria\u00e7\u00e3o de frangos visando ao aumento da lucratividade de granjas.<\/p>\n<p>Ela ressalta que hoje o Brasil \u00e9 o terceiro maior produtor de frango do mundo, ficando s\u00f3 atr\u00e1s dos Estados Unidos e China. Em 2024, foram quase 15 milh\u00f5es de toneladas de frango produzidas aqui. O Brasil tamb\u00e9m o maior exportador. Vendeu para o exterior 5,2 milh\u00f5es de toneladas de carne de frango. Para que isso fosse poss\u00edvel, o modo de produ\u00e7\u00e3o industrial de aves precisou ser disseminado pelo pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u201cVoc\u00ea tem um padr\u00e3o de cria\u00e7\u00e3o no Sul do pa\u00eds e outro no Centro-Oeste. Mas, em ambos, estamos falando de \u2018mares de frangos\u2019. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel enxergar o piso dos galp\u00f5es. As galinhas vivem sobre um substrato para absorver os dejetos, as fezes. E isso n\u00e3o \u00e9 trocado todo dia.\u201d<\/p>\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Dentro da norma<\/h4>\n<p>Uma mat\u00e9ria publicada pelo jornal <em>Folha de S.Paulo <\/em>no \u00faltimo dia 16 informa que um relat\u00f3rio do Minist\u00e9rio da Agricultura tamb\u00e9m indica que a forma de cria\u00e7\u00e3o de frangos no Brasil p\u00f5e em risco a sa\u00fade animal e humana.<\/p>\n<p>\u201cO aumento da densidade [de aves em granjas] resulta em estresse cr\u00f4nico nos animais, com impactos na sa\u00fade animal, na sa\u00fade humana e no ambiente. Animais com estresse cr\u00f4nico s\u00e3o menos resilientes, apresentando doen\u00e7as recorrentes em consequ\u00eancia de pr\u00e1ticas usuais e condi\u00e7\u00f5es que lhes s\u00e3o estressantes\u201d, afirma um trecho do relat\u00f3rio reproduzido pela reportagem.<\/p>\n<p>Sato, da Alianima, disse que, apesar dos problemas, essa forma de produ\u00e7\u00e3o est\u00e1 de acordo com as normas vigentes.<\/p>\n<p>Luizinho Caron, veterin\u00e1rio e pesquisador da Embrapa Su\u00ednos Aves, disse que as normas brasileiras est\u00e3o entre as mais modernas do mundo. Abrangem tamb\u00e9m requisitos de bem-estar animal. Segundo ele, por ter essas normas \u00e9 que o pa\u00eds consegue exportar carne de frango para mais de 150 pa\u00edses.<\/p>\n<p>Ele disse que o controle sanit\u00e1rio das granjas \u00e9 intenso para evitar a contamina\u00e7\u00e3o de animais e pessoas. Admite, no entanto, que o risco sanit\u00e1rio existe. \u201cEle existe, mas \u00e9 tratado\u201d, ponderou. \u201cO minist\u00e9rio tem um programa para redu\u00e7\u00e3o do uso de antimicrobianos [entre eles, os antibi\u00f3ticos]. Os animais selecionados s\u00e3o tamb\u00e9m para resistir a doen\u00e7as.\u201d<\/p>\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Dilemas<\/h4>\n<p>O pesquisador ainda acrescenta que, na produ\u00e7\u00e3o de frangos soltos, as aves tamb\u00e9m est\u00e3o suscet\u00edveis a doen\u00e7as, assim como \u00e0 a\u00e7\u00e3o de predadores e at\u00e9 parasitas \u2013 risco que s\u00e3o minimizados em granjas. Para ele, as granjas s\u00e3o a forma de garantir a produ\u00e7\u00e3o de frangos para uma sociedade que demanda muita carne.<\/p>\n<p>\u201cGalinhas criadas \u2018no fundo de um quintal\u2019 n\u00e3o s\u00e3o uma fonte de alimento garantida nem para uma fam\u00edlia, muito menos para uma sociedade\u201d, afirmou. \u201cPrecisamos de cria\u00e7\u00f5es para conseguir fornecer comida com seguran\u00e7a.\u201d<\/p>\n<p>Sato reconhece que h\u00e1 um dilema hoje sobre a cria\u00e7\u00e3o de aves. Ao mesmo tempo que o modelo hegem\u00f4nico tem problemas e risco \u00e0 sa\u00fade, alternativas a ele teriam dificuldade de suprir tamanha demanda por frangos sem afetar pre\u00e7os.<\/p>\n<p>\u201cQualquer proposi\u00e7\u00e3o passaria por uma redu\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o. O que temos hoje \u00e9: como fazemos para produzir o m\u00e1ximo poss\u00edvel, no menor tempo poss\u00edvel, para ter a melhor efici\u00eancia econ\u00f4mica poss\u00edvel.\u201d<\/p>\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Alternativa<\/h4>\n<p>Bruno Diogo, do setor de Produ\u00e7\u00e3o do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), lembra que a cria\u00e7\u00e3o de frangos visando \u00e0 maximiza\u00e7\u00e3o dos lucros \u00e9 tocada por grandes empresas do setor de carnes, como a Sadia e a Perdig\u00e3o.<\/p>\n<p>Essas companhias s\u00e3o parceiras de camponeses. Fornecem os animais, os suporte t\u00e9cnico, a ra\u00e7\u00e3o e, ao final, recebem os frangos. Nessas parcerias, s\u00e3o elas que determinam a forma que o animal deve ser criado, e o modelo \u00e9 a granja muitos animais juntos. \u201cUma galinha tira o p\u00e9, a outra coloca no lugar\u201d, ironiza.<\/p>\n<p>Ele ressalta, contudo, que h\u00e1 alternativas. \u201cExistem v\u00e1rios modelos que hoje levam em considera\u00e7\u00e3o o que a gente chama de conforto e bem-estar animal. S\u00e3o modelos extensivos ou semi-intensivos. A galinha fica no pasto ou cisca num per\u00edodo e outro entra para a granja\u201d, descreveu. \u201cIsso gera qualidade nos ovos e na carne.\u201d<\/p>\n<p>Diogo disse que cria\u00e7\u00f5es como essa n\u00e3o necessariamente tornam o frango mais caro ao consumidor, principalmente se essa forma de produ\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m receber incentivos governamentais destinados ao agroneg\u00f3cio. Ele citou como exemplo a produ\u00e7\u00e3o de ovos org\u00e2nicos do Grupo Raiar, fundado em 2021.<\/p>\n<p>\u201cO dilema na verdade \u00e9 ir contra os interesses das grandes corpora\u00e7\u00f5es\u201d, afirmou. \u201cPrecisamos descentralizar o monop\u00f3lio da grande ind\u00fastria sobre a produ\u00e7\u00e3o de aves, e colocar toda essa responsabilidade sobre cooperativas, associa\u00e7\u00f5es, grupos comunit\u00e1rios que poderiam ao descentralizar mudar a l\u00f3gica tamb\u00e9m do manejo.\u201d<\/p>\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Prote\u00edna Animal (ABPA), que representa a ind\u00fastria da avicultura e da suinocultura do Brasil, afirmou, em nota, que a granja de Montenegro  \u201ccumpre os requisitos de biosseguridade estabelecidos pelo Minist\u00e9rio da Agricultura e normas internacionais referentes, que foram aplicados inclusive durante a ocorr\u00eancia sanit\u00e1ria\u201d.<\/p>\n<p>A entidade afirma ainda que \u201cos requisitos vigentes admitem varia\u00e7\u00f5es de pontos conforme o tipo de produ\u00e7\u00e3o (se \u00e9 bisav\u00f3s, av\u00f3s, matrizes ou frangos de corte) ou sistema de produ\u00e7\u00e3o, incluindo taxa de lota\u00e7\u00e3o adequada ao bem-estar dos animais \u2013 sempre conforme os regramentos da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade Animal \u2013 e uso de estrat\u00e9gias para conforto t\u00e9rmico, alimenta\u00e7\u00e3o e ambi\u00eancia adequada\u201d.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel delegar a um \u00fanico ponto a maior ou menor incid\u00eancia de riscos sanit\u00e1rios. O modelo de cria\u00e7\u00e3o em galp\u00f5es, por exemplo, tem taxa de exposi\u00e7\u00e3o significativamente menor a riscos sanit\u00e1rios (como a influenza avi\u00e1ria) em rela\u00e7\u00e3o ao modelo de produ\u00e7\u00e3o extensivo. E o modelo aplicado no Brasil \u00e9 altamente seguro. Prova disso \u00e9 que somente ap\u00f3s cinco d\u00e9cadas de produ\u00e7\u00e3o industrial, o Brasil registrou seu primeiro e \u00fanico caso de influenza avi\u00e1ria. Todos os outros grandes produtores, como Uni\u00e3o Europeia e Estados Unidos, j\u00e1 haviam registrado a enfermidade muitos anos antes em sua produ\u00e7\u00e3o comercial\u201d, finaliza o texto.<\/p>\n<p>O <strong>Brasil de Fato<\/strong> procurou o Minist\u00e9rio da Agricultura para tratar da forma de cria\u00e7\u00e3o de frangos no Brasil e do relat\u00f3rio do \u00f3rg\u00e3o sobre o tema. N\u00e3o recebeu resposta.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div class=\"td-all-devices\"><a href=\"https:\/\/agoraouja.com.br\/\"><\/a><\/div>\n<p><a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2025\/05\/23\/muitas-galinhas-pouca-variedade-genetica-granjas-sao-chocadeiras-de-doencas-como-a-gripe-aviaria\/\">Fonte Original <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na granja em Montenegro, na regi\u00e3o metropolitana de Porto Alegre, onde foi detectado o v\u00edrus causador da gripe avi\u00e1ria, viviam cerca de 17 mil frangos. A grande maioria deles eram f\u00eameas dedicadas a p\u00f4r ovos fertilizados para serem vendidos a outras granjas e chocados em chocadeiras. 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