{"id":6130,"date":"2025-04-12T13:24:15","date_gmt":"2025-04-12T13:24:15","guid":{"rendered":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2025\/04\/12\/mst-comeca-trabalho-nas-terras-no-sul-da-venezuela-baseado-na-agrofloresta-brasil-de-fato\/"},"modified":"2025-04-12T13:24:20","modified_gmt":"2025-04-12T13:24:20","slug":"mst-comeca-trabalho-nas-terras-no-sul-da-venezuela-baseado-na-agrofloresta-brasil-de-fato","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2025\/04\/12\/mst-comeca-trabalho-nas-terras-no-sul-da-venezuela-baseado-na-agrofloresta-brasil-de-fato\/","title":{"rendered":"MST come\u00e7a trabalho nas terras no Sul da Venezuela baseado na agrofloresta \u2013 Brasil de Fato"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>Fincar a bandeira no ch\u00e3o e iniciar o trabalho com a terra depois de seis meses de prepara\u00e7\u00e3o e estudo. \u00c9 com esse objetivo que o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realiza os trabalhos na Vergare\u00f1a, regi\u00e3o no sul da Venezuela com mais de 180 mil hectares para plantio de alimentos com base na agrofloresta, que completam uma semana neste domingo (13). A meta: garantir a soberania alimentar do pa\u00eds.\u00a0<\/p>\n<p>O <strong>Brasil de Fato<\/strong> esteve na Vergare\u00f1a durante 5 dias e acompanhou a chegada de integrantes tanto do MST quanto da Uni\u00e3o Comunera, organiza\u00e7\u00e3o que tem maior participa\u00e7\u00e3o e capilaridade entre as comunas venezuelanas, a . Eles foram at\u00e9 o local para come\u00e7ar a montagem do acampamento a partir dos equipamentos que o governo vai enviar.\u00a0<\/p>\n<p>Para come\u00e7ar, o MST deixa claro que a terra n\u00e3o foi doada pelo governo venezuelano. Diferente do que jornais brasileiros disseram nas \u00faltimas semanas, o movimento ser\u00e1 respons\u00e1vel somente pela administra\u00e7\u00e3o e apoio log\u00edstico ao programa P\u00e1tria Grande do Sul. O projeto tem como objetivo produzir uma ampla variedade de alimentos em quantidade suficiente para abastecer uma parte consider\u00e1vel do pa\u00eds.\u00a0<\/p>\n<p>Al\u00e9m de ter um alimento saud\u00e1vel e garantir o acesso da popula\u00e7\u00e3o a produtos de qualidade, uma das inten\u00e7\u00f5es do governo \u00e9 aumentar a oferta para abaixar os pre\u00e7os para os venezuelanos no mercado. Para isso, o presidente Nicol\u00e1s Maduro pediu a ajuda do MST para coordenar os trabalhos na regi\u00e3o. Depois de uma an\u00e1lise minuciosa do territ\u00f3rio feita pelo Minist\u00e9rio da Agricultura, o MST identificou onde ficar\u00e3o os lotes para a produ\u00e7\u00e3o de cada alimento, definiu os espa\u00e7os em que as fam\u00edlias v\u00e3o morar e j\u00e1 come\u00e7ou a preparar a a instala\u00e7\u00e3o das pessoas.\u00a0<\/p>\n<p>Nas \u00faltimas semanas, os militantes brasileiros foram chegando pouco a pouco para a estrutura das For\u00e7as Armadas na Vergare\u00f1a. O local fica a 90km de Puerto Ordaz, a cidade refer\u00eancia da regi\u00e3o Oriente, no leste da Venezuela. Para chegar a essa estrutura \u00e9 preciso pegar duas horas de estrada de asfalto e mais duas horas de estrada de terra, ou usar um avi\u00e3o monomotor e pousar em uma pista de terra que fica ao lado das casas.\u00a0<\/p>\n<p>Essa, inclusive, \u00e9 uma das principais dificuldades para o projeto. Para a coordenadora da brigada do MST na Venezuela, Rosana Fernandes, os principais desafios para o projeto hoje s\u00e3o de estrutura n\u00e3o s\u00f3 para o acesso, mas tamb\u00e9m para a comercializa\u00e7\u00e3o dos alimentos no mercado.<\/p>\n<p>\u201cUma dificuldade para fazer a comercializa\u00e7\u00e3o do que ser\u00e1 produzido \u00e9 a infraestrutura. \u00c9 um desafio ter acesso a Vergare\u00f1a a partir de Puerto Ordaz ou outras cidades grandes. Mas isso \u00e9 responsabilidade do governo\u201d, afirmou ao <strong>Brasil de Fato<\/strong>.<\/p>\n<p>Governo e movimento entendem que tamb\u00e9m \u00e9 necess\u00e1rio ocupar o territ\u00f3rio, pouco povoado apesar da grande quantidade de terras. Ao todo, menos de 60 mil pessoas vivem no munic\u00edpio de Angostura, uma das cidades que incorpora a Vergare\u00f1a e que tem o tamanho do estado da Para\u00edba.<\/p>\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Montagem do acampamento<\/h4>\n<p>A primeira etapa para iniciar a ocupa\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o \u00e9 a montagem do acampamento em que as fam\u00edlias estar\u00e3o assentadas. O modelo \u00e9 parecido com o que o movimento organiza no Brasil, mas tem algumas diferen\u00e7as importantes em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 forma como o processo foi feito. A primeira delas diz respeito \u00e0 conquista da terra.\u00a0<\/p>\n<p>Diferente do que acontece em territ\u00f3rio brasileiro, o MST n\u00e3o precisou estudar uma terra improdutiva de um latif\u00fandio ou de um grande produtor. O terreno j\u00e1 era do governo venezuelano e o estudo do espa\u00e7o foi feito pelo pr\u00f3prio Minist\u00e9rio da Agricultura. Para Gessica Lima dos Santos, t\u00e9cnica em agroecologia e uma das respons\u00e1veis pelo projeto na Venezuela, isso adiantou um processo que, no Brasil demandaria n\u00e3o s\u00f3 tempo, mas uma luta para o cumprimento da Constitui\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cAqui temos uma coisa que no Brasil levar\u00edamos 30, 40 anos para ter. A gente j\u00e1 tem a terra. A gente j\u00e1 conquistou o territ\u00f3rio e temos todas as ferramentas necess\u00e1rias para se criar o acampamento disponibilizado pelo pr\u00f3prio governo. E no Brasil n\u00e3o. No Brasil a gente ainda teria que entender o territ\u00f3rio, estudar e mesmo assim ainda ter\u00edamos conflitos com os pr\u00f3prios latifundi\u00e1rios e ia levar um processo muito longo de luta\u201d, afirmou ao <strong>Brasil de Fato<\/strong>.\u00a0<\/p>\n<p>A ideia \u00e9 ter 300 fam\u00edlias no acampamento para trabalhar na produ\u00e7\u00e3o. Para a chegada dessas pessoas, \u00e9 preciso montar uma estrutura que tenha banheiro, cozinha, quartos e espa\u00e7os de lazer, como campo de futebol. Al\u00e9m disso, um dos pilares do MST \u00e9 a forma\u00e7\u00e3o. Por isso, tamb\u00e9m ser\u00e1 montada uma escola de forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e de agroecologia. Essa unidade tamb\u00e9m ter\u00e1 como foco a forma\u00e7\u00e3o de camponeses que saibam produzir sementes para o plantio.<\/p>\n<p>Para as discuss\u00f5es e decis\u00f5es coletivas, haver\u00e1 tamb\u00e9m um espa\u00e7o de plen\u00e1ria. Todo este terreno est\u00e1 a cerca de 40km de onde hoje \u00e9 a base da AgroFANB, a unidade de produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria das For\u00e7as Armadas Nacionais Bolivarianas. Esse espa\u00e7o abriga a estrutura militar do governo na regi\u00e3o e recebe os equipamentos, mantimentos e as primeiras pessoas que chegam.\u00a0<\/p>\n<p>O acesso \u00e9 feito por avi\u00f5es de pequeno porte que chegam em uma pista de terra ou por carro saindo de Puerto Ordaz, a capital do estado de Bol\u00edvar. Mesmo distante das maiores cidades da regi\u00e3o, essas 300 fam\u00edlias estar\u00e3o trabalhando na Vergare\u00f1a quando o projeto estiver funcionando. Todo esse contingente de pessoas ser\u00e1 mobilizado principalmente pela Uni\u00e3o Comunera e ficar\u00e1 no acampamento montado pelo MST em conjunto com o Minist\u00e9rio da Agricultura.\u00a0<\/p>\n<p>Por isso, o espa\u00e7o do acampamento foi pensado para estar em uma zona estrat\u00e9gica, que tenha n\u00e3o s\u00f3 um acesso mais f\u00e1cil \u00e0 estrutura militar da Vergare\u00f1a, como tamb\u00e9m a outros pontos da regi\u00e3o, al\u00e9m de estar em um terreno alto com boa visibilidade do territ\u00f3rio.\u00a0<\/p>\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Agrofloresta na base<\/h4>\n<p>Os principais conceitos usados pelo MST para a produ\u00e7\u00e3o s\u00e3o os da agroecologia e, dentro disso, da agrofloresta. Isso tamb\u00e9m se aplicar\u00e1 na Vergare\u00f1a. Essa forma de produ\u00e7\u00e3o est\u00e1 baseada  na preserva\u00e7\u00e3o o solo e o bioma para garantir alimentos saud\u00e1veis suficientes para a subsist\u00eancia das comunidades locais e para o abastecimento do mercado, sem o uso de agrot\u00f3xicos.\u00a0<\/p>\n<p>Para a coordenadora da brigada do MST na Venezuela, Rosana Fernandes, essa forma de produzir alimentos tamb\u00e9m muda as pr\u00f3prias rela\u00e7\u00f5es sociais. Al\u00e9m de uma quest\u00e3o t\u00e9cnica, ela destaca que o uso da agroecologia tamb\u00e9m representa um posicionamento pol\u00edtico.<\/p>\n<p>\u201cEsse modelo enfrenta o capital, as crises clim\u00e1ticas e contribui para soberania alimentar do pa\u00eds. E o MST vendo a agroecologia e a agrofloresta como uma sa\u00edda para as crises que a gente enfrenta se desafia tamb\u00e9m a construir junto com o povo venezuelano, partindo tamb\u00e9m da solidariedade entre os povos e das lutas de classe, da soberania popular. N\u00e3o s\u00f3 pela produ\u00e7\u00e3o de alimentos saud\u00e1veis, mas tamb\u00e9m das rela\u00e7\u00f5es humanas saud\u00e1veis. Na constru\u00e7\u00e3o da emancipa\u00e7\u00e3o humana partindo desse contexto\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Um dos pontos fundamentais para o MST dentro da mudan\u00e7a da perspectiva de produ\u00e7\u00e3o que existe no territ\u00f3rio \u00e9 mudar a forma de limpar o terreno. Hoje, as comunidades locais usam o fogo entre as safras para poder recome\u00e7ar um novo plantio. De acordo com os agrofloresteiros do MST, apesar de aumentar a produtividade em um primeiro momento, a repeti\u00e7\u00e3o dessa pr\u00e1tica prejudica o solo e reduz a capacidade do plantio a cada nova colheita.\u00a0<\/p>\n<p>A Vergare\u00f1a tamb\u00e9m tem uma particularidade geogr\u00e1fica, por ser uma \u00e1rea de transi\u00e7\u00e3o entre um bioma \u00famido como o amaz\u00f4nico e um seco como a savana. Por isso, o fogo tamb\u00e9m prejudica a biodiversidade de um local que mescla especies de diferentes espa\u00e7os.<\/p>\n<p>Para Gessica Lima, uma das maiores dificuldades na implementa\u00e7\u00e3o da agrofloresta ser\u00e1 justamente a mudan\u00e7a de mentalidade dos produtores que atuam no territ\u00f3rio. Na avalia\u00e7\u00e3o dela, a l\u00f3gica de produ\u00e7\u00e3o do agroneg\u00f3cio se fixou como a \u00fanica alternativa poss\u00edvel e mudar n\u00e3o s\u00f3 as t\u00e9cnicas usadas, como a tradi\u00e7\u00e3o, ser\u00e1 um passo importante para o projeto.<\/p>\n<p>\u201cConstru\u00edmos o movimento da agroecologia em um sentido mais cr\u00edtico, e a gente \u00e0s vezes se frustra com o sistema produtivo de cada lugar. Mas a gente tem que entender que estamos situados no sistema capitalista. Ent\u00e3o, as pr\u00e1ticas que a gente reproduz s\u00e3o as pr\u00e1ticas que s\u00e3o demonstradas para a gente. S\u00e3o anos de degrada\u00e7\u00e3o, de plantio de forma convencional e um plantio que beneficia esse sistema\u201d, afirmou.\u00a0<\/p>\n<p>Para Altamir Bastos, h\u00e1 tamb\u00e9m o componente das condi\u00e7\u00f5es que est\u00e3o colocadas para a popula\u00e7\u00e3o. Segundo ele, uma mudan\u00e7a na forma de produ\u00e7\u00e3o exige equipamentos que otimizem o trabalho dos trabalhadores, algo caro e de dif\u00edcil acesso para quem est\u00e1 no interior.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>\u201cO que a gente observa \u00e9 que se utiliza o fogo por falta de condi\u00e7\u00f5es de acesso a equipamentos adequados para produzir. Como n\u00e3o t\u00eam condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas de comprar, mesmo de forma coletiva um trator, ou pagar as horas para algu\u00e9m vir preparar terra, as pessosa utilizam do fogo para poder plantar. \u00c9 uma uma limpeza do territ\u00f3rio para poder semear e ainda tem muito o uso do veneno tamb\u00e9m\u201d, disse.\u00a0<\/p>\n<p>O governo venezuelano comprou m\u00e1quinas agr\u00edcolas chinesas para auxiliar nessa produ\u00e7\u00e3o. Ro\u00e7adeiras el\u00e9tricas, tratores, motocultivadores e adubadoras j\u00e1 est\u00e3o sendo comprados e levados \u00e0 Vergare\u00f1a.\u00a0<\/p>\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Organiza\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p>A divis\u00e3o de tarefas do projeto foi definida em grupos de trabalho. Cada um deles ser\u00e1 respons\u00e1vel por um setor diferente de acordo com as necessidades do acampamento: sa\u00fade, seguran\u00e7a, transporte e limpeza s\u00e3o alguns deles.\u00a0<\/p>\n<p>Outro ponto fundamental para a organiza\u00e7\u00e3o \u00e9 a defini\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os para a produ\u00e7\u00e3o de cada alimento. Uma equipe \u00e9 respons\u00e1vel por escolher algumas \u00e1reas chamadas de \u201cvitrines\u201d, para come\u00e7ar um teste da produ\u00e7\u00e3o em uma escala menor antes de ampliar. O objetivo \u00e9 testar o solo e a forma como a comunidade lida com essa produ\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de come\u00e7ar a colocar os produtos no mercado, para servir de demonstra\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p>Tudo isso ser\u00e1 coordenado por um n\u00facleo de base que ser\u00e1 composto por representantes do MST, da Uni\u00e3o Comunera e do governo. Haver\u00e1 uma coordena\u00e7\u00e3o executiva, com integrantes desses 3 grupos, e uma coordena\u00e7\u00e3o geral, com apenas o coletivo pol\u00edtico e t\u00e9cnico do MST<\/p>\n<p>De acordo com Gessica Lima, essa participa\u00e7\u00e3o do governo comp\u00f5e uma diferen\u00e7a grande para a organiza\u00e7\u00e3o do acampamento e a estrutura\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de ajudar com a comercializa\u00e7\u00e3o dos produtos. Ela afirma que um dos intuitos do MST tamb\u00e9m \u00e9 aprender sobre essa rela\u00e7\u00e3o do governo com o povo venezuelano.\u00a0<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 uma estrutura governamental, uma estrutura sistem\u00e1tica. Tem essa liga\u00e7\u00e3o com o governo, mas ainda assim precisa lutar e manter uma certa resist\u00eancia para que as coisas aconte\u00e7am. Uma delas s\u00e3o as pol\u00edticas de comercializa\u00e7\u00e3o desses produtores. Ent\u00e3o o MST vem para contribuir nessa organiza\u00e7\u00e3o e, claro, tamb\u00e9m para aprender como \u00e9 esse v\u00ednculo do governo com a com o povo\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Em um primeiro momento, o trabalho ser\u00e1 feito em apenas 4.200 hectares como transi\u00e7\u00e3o da forma de produzir que \u00e9 feita hoje para um sistema agroecol\u00f3gico. Atualmente, o territ\u00f3rio da Vergare\u00f1a est\u00e1 ocupado por comunidades ind\u00edgenas, 5 conselhos comunais, al\u00e9m das For\u00e7as Armadas.\u00a0<\/p>\n<p>Os principais alimentos produzidos na regi\u00e3o s\u00e3o inhame, mam\u00e3o, mandioca, banana, ab\u00f3bora e cana de a\u00e7\u00facar. Desses, o produto que tem maior escala de produ\u00e7\u00e3o \u00e9 a banana, com 1.125 toneladas por ano. Eles tamb\u00e9m t\u00eam uma produ\u00e7\u00e3o animal, com 42 toneladas por ano de queijo e 42 de carne. A meta \u00e9 ampliar essa produ\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 em quantidade, mas tamb\u00e9m em variedade.\u00a0<\/p>\n<p>Para o ciclo de inverno de 2025, a meta \u00e9 passar para 30 mil toneladas de milho, 1.500 toneladas de feij\u00e3o e 1.000 de frango. Tudo isso a partir de uma produ\u00e7\u00e3o agroflorestal.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de uma produ\u00e7\u00e3o suficiente, governo e MST definiram outros objetivos para a o projeto. A contribui\u00e7\u00e3o para a implementa\u00e7\u00e3o de um plano produtivo para a safra de 2025, ampliar o acampamento de forma gradual com novas fam\u00edlias e contribuir com a defini\u00e7\u00e3o de formas de organiza\u00e7\u00e3o de comercializa\u00e7\u00e3o coletiva, a partir de pol\u00edticas p\u00fablicas.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>Entre as linhas de a\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m est\u00e3o a cria\u00e7\u00e3o de uma linha de cr\u00e9dito e um fundo de contrata\u00e7\u00e3o p\u00fablica para os produtos, al\u00e9m da constru\u00e7\u00e3o de agroind\u00fastrias locais com processos de coopera\u00e7\u00e3o, tendo como perspectiva a organiza\u00e7\u00e3o coletiva do trabalho e a autogest\u00e3o das fam\u00edlias. A realiza\u00e7\u00e3o de um censo agr\u00edcola tamb\u00e9m est\u00e1 no horizonte do projeto  P\u00e1tria Grande do Sul.\u00a0<\/p>\n<p>O governo espera ter como impacto direto o desenvolvimento econ\u00f4mico da regi\u00e3o, uma sustentabilidade ambiental, a melhora na qualidade de vida das pessoas e o fortalecimento da identidade regional. Tudo isso envolvendo tamb\u00e9m uma educa\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que ser\u00e3o levadas a cabo pela escola que ser\u00e1 montada pelo MST na regi\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p>H\u00e1, no entanto, uma diferen\u00e7a entre o que o MST faz no Brasil e o que faz na Venezuela. Se de um lado a luta \u00e9 pela reforma agr\u00e1ria, no outro, a ideia \u00e9 colaborar com a produ\u00e7\u00e3o e transmitir os conhecimentos t\u00e9cnicos.<\/p>\n<p>\u201cA gente n\u00e3o vem para intervir diretamente nessas quest\u00f5es de como produzir. A gente vem para criar possibilidades para que elas aconte\u00e7am. Uma ferramenta de luta no Brasil com essas quest\u00f5es  \u00e9 bem mais dif\u00edcil porque a gente n\u00e3o tem uma boa rela\u00e7\u00e3o com o governo. Aqui \u00e9 diferente. O povo venezuelano tem uma boa rela\u00e7\u00e3o com o governo\u201d, disse Lima.<\/p>\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Parceria Uni\u00e3o Comunera<\/h4>\n<p>Apesar de encabe\u00e7ar o projeto, o MST vai passar sua adminstra\u00e7\u00e3o ser\u00e1 transferida longo do tempo para a Uni\u00e3o Comunera. O movimento brasileiro parte do pressuposto que domina a t\u00e9cnica e o conhecimento da agroecologia, mas que a Uni\u00e3o Comunera tem a capacidade de organizar as fam\u00edlias venezuelanas e sistematizar a produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o queremos ser protagonistas dessa hist\u00f3ria. O protagonismo dessa hist\u00f3ria cabe \u00e0 Uni\u00e3o Comunera, porque a Uni\u00e3o Comunera \u00e9 quem deve estar \u00e0 frente, organizando as bases, as comunas. E, claro, fortalecendo ainda mais o movimento. Criando, cativando e construindo em conjunto\u201d, afirmou Gessica Lima.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>No \u00faltimo final de semana, militantes da organiza\u00e7\u00e3o venezuelana foram at\u00e9 o espa\u00e7o para montar a estrutura do acampamento junto com o MST e aprender as t\u00e9cnicas usadas pelo movimento para o in\u00edcio dos trabalhos.\u00a0A rela\u00e7\u00e3o entre os dois grupos come\u00e7ou na funda\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o venezuelana, da qual o MST participou ativamente.<\/p>\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Hist\u00f3ria da Vergare\u00f1a<\/h4>\n<p>O Hato da Vergare\u00f1a foi fundado em 1953 pelo ent\u00e3o governador do estado Bol\u00edvar, Horacio Cabrera. O local tinha como foco a produ\u00e7\u00e3o de gado e foi vendido depois ao empres\u00e1rio estadunidense Daniel Keith Ludwig. A ideia dele era tornar a Vergare\u00f1a um importante ponto de produ\u00e7\u00e3o no estado. Para isso, levou 18 mil cabe\u00e7as de gado para a regi\u00e3o.<\/p>\n<p>O ex-presidente Hugo Ch\u00e1vez mudou a configura\u00e7\u00e3o da Vergare\u00f1a em 2005, quando passou a discutir reforma agr\u00e1ria e falar sobre as terras ociosas e propriedades que n\u00e3o tinham documentos legais. Esse movimento foi parte de uma mudan\u00e7a na postura do governo com a produ\u00e7\u00e3o mineira, que passou a tentar recuperar para o Estado os territ\u00f3rios utilizados pela minera\u00e7\u00e3o ilegal.\u00a0<\/p>\n<p>Ch\u00e1vez comprou o territ\u00f3rio da Vergare\u00f1a em 2006, com 187 mil hectares. A partir da\u00ed, o governo venezuelano desenvolve uma s\u00e9rie de projetos florestais e agr\u00edcolas, usando o sistema de coopera\u00e7\u00e3o agr\u00edcola Fundos Zamorano.\u00a0A AgroFANB tamb\u00e9m foi um projeto militar que passou a ser desenvolvido na \u00e1rea da Vergare\u00f1a com alian\u00e7as comerciais e uma revitaliza\u00e7\u00e3o agricola na regi\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div class=\"td-all-devices\"><a href=\"https:\/\/agoraouja.com.br\/\"><\/a><\/div>\n<p><a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2025\/04\/12\/soberania-alimentar-e-outra-logica-de-producao-mst-comeca-trabalho-nas-terras-no-sul-da-venezuela-baseado-na-agrofloresta\/\">Fonte Original <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fincar a bandeira no ch\u00e3o e iniciar o trabalho com a terra depois de seis meses de prepara\u00e7\u00e3o e estudo. \u00c9 com esse objetivo que o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realiza os trabalhos na Vergare\u00f1a, regi\u00e3o no sul da Venezuela com mais de 180 mil hectares para plantio de alimentos com base [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6131,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_daextrevop_audio_file_url":"","_daextrevop_audio_file_creation_date":"","_daextrevop_text_to_speech":"","_daextrevop_document_type":"","footnotes":""},"categories":[35],"tags":[],"class_list":["post-6130","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-cultura"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v23.6 - 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