{"id":5486,"date":"2025-03-22T07:24:15","date_gmt":"2025-03-22T07:24:15","guid":{"rendered":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2025\/03\/22\/na-europa-povo-kaapor-denuncia-violacoes-de-suas-terras-por-madeireiros-e-mineradores\/"},"modified":"2025-03-22T07:24:18","modified_gmt":"2025-03-22T07:24:18","slug":"na-europa-povo-kaapor-denuncia-violacoes-de-suas-terras-por-madeireiros-e-mineradores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2025\/03\/22\/na-europa-povo-kaapor-denuncia-violacoes-de-suas-terras-por-madeireiros-e-mineradores\/","title":{"rendered":"Na Europa, povo Ka&#8217;apor denuncia viola\u00e7\u00f5es de suas terras por madeireiros e mineradores"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>Itahu Ka\u2019apor e Mariuza Ka\u2019apor s\u00e3o representantes do povo ind\u00edgena Ka\u2019apor, do Maranh\u00e3o, e membros do Tuxa Ta Pame, uma forma de organiza\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria. Entre 4 e 8 deste m\u00eas, eles estiveram em Genebra, na Su\u00ed\u00e7a, participando de diferentes atividades para denunciar ao mundo as viola\u00e7\u00f5es em seus territ\u00f3rios. Suas terras, ao Norte do Maranh\u00e3o, est\u00e3o sendo agredidas por extra\u00e7\u00e3o ilegal de madeira, minera\u00e7\u00e3o, desmatamento e invas\u00f5es, pol\u00edticas de cr\u00e9ditos de carbono e queimadas criminosas que vem ampliando os conflitos na regi\u00e3o. S\u00e3o ataques praticados tanto por pessoas quanto por empresas.<\/p>\n<p>Participaram de reuni\u00f5es com organiza\u00e7\u00f5es de direitos humanos e acompanharam a apresenta\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio da visita ao Brasil feita pela Relatora Especial das Pessoas Defensoras de Direitos Humanos, Mary Lawlor, na 58\u00aa sess\u00e3o do Conselho de Direitos Humanos da ONU, onde relataram as amea\u00e7as que vem sofrendo.<\/p>\n<p>Outra atividade em que Itahu e Mariuza Ka\u2019apor estiveram envolvidos foi a exibi\u00e7\u00e3o seguida de debate do document\u00e1rio <em>We Fight For This Land: Quilombola and Indigenous Resistance to Ecowar Violence in the Amazon<\/em>.<\/p>\n<p>Na sua passagem por Genebra, os dois conversaram com a correspondente do <strong>Brasil de Fato RS<\/strong> e contaram um pouco de suas lutas e da forma de ver o mundo do povo Ka\u2019apor.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image\"><\/figure>\n<p><strong>Brasil de Fato: Qual \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o atual no seu territ\u00f3rio?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Itahu Ka\u2019apor:<\/strong> Nosso territ\u00f3rio atual chega a 535 mil hectares e popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena chega a aproximadamente tr\u00eas mil ind\u00edgenas por cap\u00f3.<\/p>\n<p>O problema do territ\u00f3rio \u00e9 o cr\u00e9dito de carbono. Est\u00e1 tendo discuss\u00e3o, reuni\u00e3o. Est\u00e1 levando dois anos agora. Est\u00e1 tendo muita divis\u00e3o entre n\u00f3s, lideran\u00e7as e comunidade. Essa empresa dos Estados Unidos est\u00e1 levando conflito para n\u00f3s. Ent\u00e3o, o cr\u00e9dito de carbono, esse redmine que chama, vai levar muito dinheiro mas s\u00f3 que n\u00e3o cabe pra n\u00f3s. Ent\u00e3o, a nossa autonomia, a nossa cultura, v\u00e3o perder atrav\u00e9s desse mercado de cr\u00e9dito de carbono. Est\u00e1 tendo divis\u00e3o muito grande, muito impacto para n\u00f3s e n\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 empresas. Tamb\u00e9m tem fazendeiro, garimpeiro, ca\u00e7ador. Estamos organizando a den\u00fancia, n\u00e9? Espero que vai dar resposta. Na vinda nossa aqui, a relatora \u2013 n\u00f3s fizemos documento \u2013 talvez tamb\u00e9m pode ajudar, mandar para Bras\u00edlia para dar como resposta da reclama\u00e7\u00e3o. Tux\u00e1 Ta Pame n\u00e3o aceita essa empresa no territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>Nesse sentido a\u00ed, fizemos documento para o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal, para o juiz do estado do Maranh\u00e3o e est\u00e1 paralisado para eles. Vamos continuar lutando, n\u00e3o aceitamos essa empresa dentro do territ\u00f3rio.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cCa\u00e7a, peixe, \u00e1gua. Para n\u00f3s, \u00e9 muito rica a natureza e n\u00e3o \u00e9 para negociar\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Como foi o processo dessas empresas? Como a empresa se instalou no seu territ\u00f3rio? Qual foi o impacto para sua comunidade?<\/strong><\/p>\n<p>Compraram lideran\u00e7a e fizeram a reuni\u00e3o escondida do Grupo Tux\u00e1, que \u00e9 o Conselho de Gest\u00e3o Ka\u2019apor. Ainda hoje essa reuni\u00e3o est\u00e1 acontecendo. Eles dizem Tux\u00e1 n\u00e3o representa (nada) para eles. \u00c9 uma associa\u00e7\u00e3o que representa essa esses mercados de carbono da empresa para eles e n\u00e3o Tuxa. O deles representa a associa\u00e7\u00e3o. A gente tem uma associa\u00e7\u00e3o n\u00e3o ind\u00edgena, mas \u00e9 a associa\u00e7\u00e3o do branco. Esse representa a empresa para eles e n\u00e3o Tuxa. Temos uma organiza\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria, temos regra e temos que respeitar a natureza. Somos Ka\u2019apor que significa mata, n\u00e9?<\/p>\n<p>Ka\u2019apor mora no mato. Meu nome \u00e9 Itahu Ka\u2019apor. Sou Itahu, morador da mata. Esse \u00e9 o nosso sobrenome. A gente n\u00e3o pode esquecer. Se a gente n\u00e3o tem mais a natureza, a natureza, a mata, o rio, como vamos colocar sobrenome? Vai destruir tudo, a mata. Muitas pessoas hoje n\u00e3o est\u00e3o pensando nisso. Refer\u00eancia \u00e9 natureza. A gente sabe comer as coisas. De onde a gente pega? Na mata. Ca\u00e7a, peixe, \u00e1gua. Tudo natureza. Para n\u00f3s, \u00e9 muito rica a natureza e n\u00e3o \u00e9 para negociar. Qualquer tipo de empresa, qualquer tipo de coisa para vender para a empresa, n\u00f3s n\u00e3o aceitamos. Por isso n\u00f3s criamos uma regra. Chama-se Acordo de Conviv\u00eancia.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cA mata tem que ficar em p\u00e9. Ningu\u00e9m vai derrubar. Ningu\u00e9m vai vender madeira\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong> Como funciona o acordo de conviv\u00eancia e como voc\u00eas fazem a prote\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio?<\/strong><\/p>\n<p>Acordo de conviv\u00eancia, n\u00f3s chamamos na (nossa) l\u00edngua de Upiru Katuh\u00e1. \u00c9 acordo que a gente est\u00e1 fazendo, tanto pessoais tanto (com a) natureza. Tem que respeitar o rio, tem que respeitar a mata, tem que respeitar encantados, tem que respeitar todo tipo de riqueza. Ent\u00e3o, n\u00f3s criamos acordo pra isso. Por exemplo, uma \u00e1rvore grande, eu posso negociar, eu posso vender, mas n\u00e3o \u00e9 permitido vender essa \u00e1rvore, essa madeira, porque n\u00e3o \u00e9 minha. O que \u00e9 minha, eu estou tratando. O que n\u00e3o \u00e9 minha \u00e9 de todos n\u00f3s. N\u00e3o \u00e9 (s\u00f3 de) n\u00f3s, ind\u00edgenas, e sim do mundo todo. Nesse sentido, n\u00e3o posso vender.<\/p>\n<p>Todo ser humano tem que respeitar a natureza. Mas tem outro ser humano que n\u00e3o tem respeito, tanto com ind\u00edgenas, tanto com a natureza. Ent\u00e3o, essa pessoa que est\u00e1 vindo a\u00ed, t\u00e1 sem no\u00e7\u00e3o, sem pensamento, isso quer saber destrui\u00e7\u00e3o. Essa pessoa n\u00e3o \u00e9 bem-vinda ao nosso territ\u00f3rio. A mata tem que ficar em p\u00e9. Ningu\u00e9m vai derrubar. Ningu\u00e9m vai vender madeira. O rio sem merc\u00fario. Para ter mais ca\u00e7a. Esse nosso acordo de conviv\u00eancia permite. N\u00e3o \u00e9 para vender. N\u00e3o \u00e9 para negociar (com) nenhum tipo de empresa.<\/p>\n<p>Primeiro, acordo de conviv\u00eancia entre a fam\u00edlia, para pensar tudo igual. Segundo acordo de conviv\u00eancia da comunidade, aldeia. Terceiro acordo de conviv\u00eancia, territ\u00f3rio e todos. Esse acordo de conviv\u00eancia temos que respeitar, criar regras. Se, por exemplo, uma pessoa vende a madeira escondida, temos regras para punir essa pessoa. Temos regras pr\u00f3prias para punir o erro. A gente est\u00e1 fazendo isso desde 2013. Deu certo para n\u00f3s. Por isso n\u00e3o est\u00e1 tendo essa negocia\u00e7\u00e3o do lado Tuxa. Mas, do lado da associa\u00e7\u00e3o, tem negocia\u00e7\u00e3o. E esse \u00e9 o grande problema nesse momento, trazendo muita divis\u00e3o.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cEssa prote\u00e7\u00e3o \u00e9 territorial. A\u00ed, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 eu que t\u00f4 ocupando. Vai jumento, vai cachorro, vai galinha, vai crian\u00e7a, vai mulher. \u00c9 coletivo\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/03\/WhatsApp-Image-2025-03-21-at-17.10.54-1-1024x768.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-661465 lazy\" srcset=\"https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/03\/WhatsApp-Image-2025-03-21-at-17.10.54-1-300x225.jpeg 300w, https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/03\/WhatsApp-Image-2025-03-21-at-17.10.54-1-1024x768.jpeg 1024w, https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/03\/WhatsApp-Image-2025-03-21-at-17.10.54-1-768x576.jpeg 768w, https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/03\/WhatsApp-Image-2025-03-21-at-17.10.54-1-1536x1152.jpeg 1536w, https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/03\/WhatsApp-Image-2025-03-21-at-17.10.54-1-750x536.jpeg 750w, https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/03\/WhatsApp-Image-2025-03-21-at-17.10.54-1-1140x815.jpeg 1140w, https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/03\/WhatsApp-Image-2025-03-21-at-17.10.54-1.jpeg 1600w\" data-sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">\u201cTemos regras pr\u00f3prias para punir o erro. A gente est\u00e1 fazendo isso desde 2013\u201d \u2013 Foto: Diogo Cabral<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Voc\u00eas criaram um sistema de prote\u00e7\u00e3o. Como funciona o sistema e como voc\u00eas se protegem das invas\u00f5es dos madeireiros, garimpeiros e, agora, das empresas de cr\u00e9ditos de carbono?<\/strong><\/p>\n<p>Chegamos a uma alternativa ou estrat\u00e9gia. \u00c9 prote\u00e7\u00e3o territorial. E a\u00ed criamos \u00e1rea de prote\u00e7\u00e3o. \u00c1rea de prote\u00e7\u00e3o, pequena comunidade, desloca onde \u00e9 extra\u00e7\u00e3o de madeireiro, onde entra o ca\u00e7ador e a gente ocupa. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 grupo pequeno. \u00c9 grupo grande que vai para l\u00e1, cem pessoas, primeira vez, a\u00ed ocupam. Esse tipo de alternativa, a gente pensou, deu certo. Ano passado, criamos 12 \u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o. E essas 12 \u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o, onde eu atuo agora, l\u00e1 na minha comunidade, o impacto l\u00e1 \u00e9 madeireiro. Fomos ocupar no ano passado e n\u00e3o aceitamos mais a partir de onde nos instalamos agora l\u00e1. E a\u00ed dizemos pra eles \u00b4N\u00e3o, aqui n\u00e3o. N\u00e3o queremos brigar com voc\u00eas. N\u00f3s temos o direito de ocupar porque aqui \u00e9 nosso. E voc\u00eas podem sair. A gente n\u00e3o quer agredir voc\u00eas, bater. Pode sair, n\u00e3o pode entrar mais`.<\/p>\n<p>Outra coisa tamb\u00e9m: temos guarda que protege do limite. Esse \u00e9 o segundo tipo de prote\u00e7\u00e3o territorial. E visualiza\u00e7\u00e3o de dia-a-dia. O grupo pequeno de 20 pessoas sai do lugar, vai pra passar cinco dias andando o limite. Identificando onde \u00e9 desmatamento, onde \u00e9 impacto, onde \u00e9 fazendeiro, e a\u00ed identificando. Quando a gente descobre, mobiliza o grupo grande pra expulsar. A parte da prote\u00e7\u00e3o, de fiscaliza\u00e7\u00e3o, n\u00f3s conseguimos. Ocupar \u00e1rea de prote\u00e7\u00e3o a gente conseguiu. At\u00e9 hoje, entendeu? Essa prote\u00e7\u00e3o \u00e9 territorial coletivo. A\u00ed n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 eu que t\u00f4 ocupando. Vai jumento, vai cachorro, vai galinha, vai crian\u00e7a, vai mulher. \u00c9 coletivo. Vai toda a sociedade vai ocupar da primeira vez.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cDepois a gente protegeu o territ\u00f3rio, expulsar madeireiro. A\u00ed, vem a amea\u00e7a de morte para n\u00f3s\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Quanto \u00e0s agress\u00f5es que sofrem, as invas\u00f5es \u2013 voc\u00eas contaram que j\u00e1 tiveram v\u00e1rias mortes \u2013 como \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o com as autoridades locais, estaduais e federais?<\/strong><\/p>\n<p>Essa forma de den\u00fancia \u00e9 muito prec\u00e1ria para n\u00f3s. Primeiro, quando a gente protege o territ\u00f3rio e o ser humano, a comunidade, n\u00e3o \u00e9 boa para eles, para o Estado. Porque eles dizem para n\u00f3s que quem protege o territ\u00f3rio \u00e9 o governo federal. Porque o territ\u00f3rio foi demarcado pelo governo federal. Ent\u00e3o, o governo federal, como a Funai, a Pol\u00edcia Federal, o Ibama tem que proteger, mas s\u00f3 que ele nunca protege o territ\u00f3rio. Quem protege hoje \u00e9 n\u00f3s, o Conselho de Gest\u00e3o. E por isso, eu e mais um apoiador, estamos criminalizados pelo Estado. N\u00f3s estamos criminalizados tanto pela sa\u00fade, tanto pela Funai do local. N\u00e3o conseguimos dialogar com a FUNAI local, s\u00f3 a de Bras\u00edlia. Ent\u00e3o, a amea\u00e7a vem para n\u00f3s. Dez pessoas foram assassinadas. Duas gerou processo: Eusebio Ka\u2019apor, em 2015 e Sarap\u00f3 Ka\u2019apor em 2022 (*).<\/p>\n<p>Sarap\u00f3 foi assassinado, suspeita de envenenamento. Grande lideran\u00e7a, deram o veneno para ele atrav\u00e9s do peixe. Provocamos o governo e a\u00ed gerou um processo e at\u00e9 hoje est\u00e1 negando, diz que n\u00e3o \u00e9 veneno, diz que \u00e9 um fato, um fato normal para ele. Consideramos ainda que precisamos de justi\u00e7a, porque a gente, antes de 2013, quando n\u00e3o estava defendendo o territ\u00f3rio, n\u00e3o tinha assassinato. Depois a gente protegeu o territ\u00f3rio, expulsar madeireiro, a\u00ed vem a amea\u00e7a \u00e0 morte para n\u00f3s.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cCr\u00e9dito de carbono para n\u00f3s n\u00e3o vai dar certo. Est\u00e1 vindo muita divis\u00e3o para n\u00f3s\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Ou seja, voc\u00eas enfrentam, desde que voc\u00eas criaram o instrumento de prote\u00e7\u00e3o, ataques \u00e0s pessoas que est\u00e3o tentando proteger o territ\u00f3rio?<br \/><\/strong><\/p>\n<p>Est\u00e1 muito grave a situa\u00e7\u00e3o. Inclusive, Sarap\u00f3 n\u00e3o foi inclu\u00eddo na prote\u00e7\u00e3o. O programa de prote\u00e7\u00e3o dos direitos humanos existe no Maranh\u00e3o mas nunca foi inclu\u00eddo, nunca ele foi colocado. At\u00e9 hoje n\u00e3o tem di\u00e1logo mais com o programa. N\u00e3o sei o que t\u00e1 acontecendo.<strong> <br \/><\/strong><\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/03\/WhatsApp-Image-2025-03-21-at-17.10.30-768x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-661474 lazy\" srcset=\"https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/03\/WhatsApp-Image-2025-03-21-at-17.10.30-225x300.jpeg 225w, https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/03\/WhatsApp-Image-2025-03-21-at-17.10.30-768x1024.jpeg 768w, https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/03\/WhatsApp-Image-2025-03-21-at-17.10.30-1152x1536.jpeg 1152w, https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/03\/WhatsApp-Image-2025-03-21-at-17.10.30-750x1000.jpeg 750w, https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/03\/WhatsApp-Image-2025-03-21-at-17.10.30-1140x1520.jpeg 1140w, https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/03\/WhatsApp-Image-2025-03-21-at-17.10.30.jpeg 1200w\" data-sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">\u201cMoramos distante da cidade. Ent\u00e3o, fazemos mais a nossa medicina, n\u00e9? Do mato, da casca de madeira, de folha\u201d \u2013 Foto: Monica Caba\u00f1as<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Poderia me falar mais sobre a quest\u00e3o dos cr\u00e9ditos de carbono?<\/strong><\/p>\n<p>Cr\u00e9dito de carbono para n\u00f3s n\u00e3o vai dar certo porque qualquer dia, qualquer tempo ele tem que sair. Porque est\u00e1 vindo muita divis\u00e3o para n\u00f3s. Primeira coisa, o que \u00e9 esse projeto? Tem que entender. N\u00f3s constru\u00edmos o livro, n\u00f3s estudamos. O nome comum \u00e9 Redmine. Assim que ele chama l\u00e1. Esse Redmine vai trazer muito dinheiro pra n\u00f3s e n\u00f3s n\u00e3o sabemos usar. N\u00e3o \u00e9 bom pra n\u00f3s.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cSe a gente pegar muito dinheiro, eu vou ficar doido. O que \u00e9 bom pra n\u00f3s \u00e9 cultura, cantoria\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A gente n\u00e3o gosta muito de dinheiro. Se a gente pegar muito dinheiro, eu vou ficar doido. Porque n\u00e3o \u00e9 meu confio. O que \u00e9 bom pra n\u00f3s \u00e9 cultura, cantoria. Esse cr\u00e9dito de carbono, muitas pessoas v\u00e3o levar para a cidade, vai aumentar a morte, vai perder muita cultura, vai perder cantoria, a pessoa n\u00e3o vai ca\u00e7ar mais. Muitos ind\u00edgenas, velhos, n\u00e3o comem carne de gado, n\u00e3o comem porco, n\u00e3o comem galinha. Comem porco do mato, jabuti, macaco, anta, paca, veado. Ca\u00e7a eles sabem comer. N\u00e3o na cidade. Se eles comerem ca\u00e7a numa cidade v\u00e3o adoecer. Essa \u00e9 a primeira coisa. Segundo, v\u00e3o perder a l\u00edngua. V\u00e3o falar o tempo todo em portugu\u00eas. N\u00e3o v\u00e3o falar mais a l\u00edngua ka\u2019apor. E terceira, eles v\u00e3o construir a casa na cidade. V\u00e3o perder totalmente a cultura. Vai trazer impacto e destruir a nossa organiza\u00e7\u00e3o, a sociedade do povo Ka\u2019apor.<\/p>\n<p><strong>Como que os jovens da cultura de voc\u00eas est\u00e3o vendo esses cr\u00e9ditos de carbono? Est\u00e3o interessados por causa da sociedade de consumo?<\/strong><\/p>\n<p>Estamos fazendo reuni\u00f5es, n\u00e3o s\u00f3 de ind\u00edgenas do Brasil, mas tamb\u00e9m do Peru, Col\u00f4mbia, Equador, Chile, ind\u00edgenas de l\u00e1. Levamos essa conversa, trocar ideia, trocar di\u00e1logo. Esse cr\u00e9dito de carbono, ningu\u00e9m entende. Ent\u00e3o, melhor n\u00e3o aceitar. Essa \u00e9 a proposta dentro do nosso Tux\u00e1. Ent\u00e3o, os jovens n\u00e3o est\u00e3o aceitando. Do lado do Tux\u00e1, mas do lado da associa\u00e7\u00e3o, de pequeno grupo, est\u00e3o interessados. Porque vai trazer muitos benef\u00edcios, vai comprar muitas caminhonetes, motos.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00eas entendem que os cr\u00e9ditos de carbono v\u00e3o distorcer a cultura de voc\u00eas?<\/strong><\/p>\n<p>Isso. Porque da\u00ed voc\u00eas v\u00e3o ter dinheiro, mas n\u00e3o v\u00e3o ter a natureza. Vai ser pior pra n\u00f3s sem a natureza. Com a natureza, tranquilo. A gente vai se alimentar, vai fazer artesanato. Tucum, roceira, colar, cocar. Agora, sem natureza n\u00e3o tem como.<\/p>\n<p><strong>Mariuza, como \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o das mulheres ind\u00edgenas nessa luta pela preserva\u00e7\u00e3o da comunidade e da natureza?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Mariuza Ka\u2019apor: <\/strong>Na l\u00edngua (ind\u00edgena) meu nome \u00e9 Wirimi. As mulheres Ka\u2019apor da comunidade, da minha aldeia, trabalham no artesanato. A gente faz colar, pulseira, rede. Tamb\u00e9m sou professora. Eu sou de arte. Eu e meu esposo e mais um parente. N\u00f3s somos tr\u00eas. Ent\u00e3o, a gente trabalha nesse da\u00ed. Por isso \u00e9 importante a nossa floresta. \u00c9 de l\u00e1 que se tira material. Tira guarim\u00e3, cip\u00f3, as sementes. A gente n\u00e3o pode perder a nossa cultura e a nossa l\u00edngua. Porque est\u00e3o vindo as crian\u00e7as, n\u00e9? O nosso futuro. Se eu n\u00e3o fizer isso, a gente vai perder. \u00c9 muito importante esse di\u00e1logo para os nossos filhos e para a nossa comunidade e para o nosso povo.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cComo morreram os homens, morreram as mulheres. Morreram pela faca e pela bebida\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>T\u00e1 vindo esse projeto pra n\u00f3s que a gente n\u00e3o quer. Foi muito ruim pra n\u00f3s tirar os madeireiros. Quem enfrentou foram n\u00f3s, mulheres. A gente acabou tirando esses madeireiros porque n\u00e3o estava esperando mais pelos homens. Sabe como \u00e9, os homens, eles pensam diferente. A gente tava vendo que tava demais, n\u00e9? Temos os filhos da gente tamb\u00e9m que n\u00e3o queremos na bebida, no \u00e1lcool, como est\u00e1 tendo hoje no nosso territ\u00f3rio, atrav\u00e9s desse dinheiro que eles recebem. E a\u00ed gastam tudo no bar e a mulher deles n\u00e3o t\u00e1 mais valendo pra eles, n\u00e9? <\/p>\n<p>Largavam tudo. As mulheres e os homens. Mulheres largaram os maridos e foram com os madeireiros. Bora tirar, que n\u00e3o vai dar certo. <\/p>\n<p>Como n\u00e3o deu certo mesmo, n\u00e9. A\u00ed veio morte pra n\u00f3s. Assim como morreram os homens, morreram as mulheres tamb\u00e9m. Morreram pela faca e tamb\u00e9m pela bebida. Temos que ver um meio para a gente n\u00e3o fazer mais isso. N\u00e3o queremos esse projeto. Vai trazer o recurso e ningu\u00e9m vai ver. Eles que v\u00e3o gastar, v\u00e3o morar numa cidade. A gente j\u00e1 fez um encontro das mulheres e, no m\u00eas que vem, vemos fazer outro. E \u00e9 isso que a gente t\u00e1 fazendo.<\/p>\n<p><strong>A senhora \u00e9 professora. Como \u00e9 a educa\u00e7\u00e3o na sua comunidade?<\/strong><\/p>\n<p>A gente ensina s\u00f3 na l\u00edngua. Primeiro na l\u00edngua, n\u00e9? Depois de 15 anos (de idade) pra frente eles v\u00e3o estudar portugu\u00eas. Porque se ele estudar desde cinco anos vai perder a l\u00edngua. N\u00e3o vai mais conhecer a nossa cultura. Quando t\u00e1 bem jovem, sete anos, \u00e9 a m\u00e3e que t\u00e1 ensinando. Quando tem oito, vai pra a nossa escola. Fazer artesanato, iniciar a hist\u00f3ria. Ele vai ca\u00e7ar no mato, os homens, n\u00e9? A\u00ed a menina j\u00e1 \u00e9 com a m\u00e3e. Vai pra ro\u00e7a, pra cozinha, ver como \u00e9 que faz.<\/p>\n<p><strong> Como \u00e9 o relacionamento de voc\u00eas com a Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o?<br \/><\/strong><\/p>\n<p>A gente teve muito problema com a secretaria. Lutamos muito pela nossa educa\u00e7\u00e3o pra ver se a secretaria aprova o nosso curr\u00edculo. N\u00f3s temos um pequeno projeto de caixa escolar. A secretaria n\u00e3o queria entregar pra n\u00f3s. Vem merenda pra n\u00f3s, muita merenda vencida. A gente v\u00ea muito aquela coisa no arroz, na carne, e reclama. Eles ficam dizendo que \u00e9 a culpa da gente.<\/p>\n<p>Eles falam que esse ano v\u00e3o dar um transporte pra n\u00f3s. T\u00f4 achando muito dif\u00edcil mas a gente t\u00e1 lutando. Educa\u00e7\u00e3o pra n\u00f3s \u00e9 muito ruim. A gente n\u00e3o para. Por isso estamos aqui. J\u00e1 fui na Col\u00f4mbia e, na semana passada, no Acre. Temos que continuar o nosso trabalho.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cTem prefeito que leva crente pra dentro do territ\u00f3rio\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Quanto \u00e0 sa\u00fade das popula\u00e7\u00f5es do territ\u00f3rio como funciona a rela\u00e7\u00e3o com o Estado?<br \/><\/strong><\/p>\n<p>No nosso estado, que \u00e9 o Maranh\u00e3o, \u00e9 muito ruim. T\u00e3o morrendo direto as velhinhas, as crian\u00e7as. Morrem de gripe. Moramos distante da cidade. Ent\u00e3o, fazemos mais a nossa medicina, n\u00e9? Do mato, da casca de madeira, de folha.<\/p>\n<p><strong>Qual \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o de voc\u00eas com as prefeituras da regi\u00e3o?<br \/><\/strong><\/p>\n<p>Tem prefeito que leva crente pra dentro do territ\u00f3rio. T\u00e1 pegando as aldeias maiores.<\/p>\n<p><strong>Os prefeitos est\u00e3o levando a cultura evang\u00e9lica para dentro dos territ\u00f3rios?<\/strong><\/p>\n<p>Sim. A\u00ed eles apresentam mais futebol e dan\u00e7a, n\u00e9. A dan\u00e7a, assim, deles, n\u00e3o nossa. Quando a gente vai fazer eles ficam criticando, dizendo que o nosso \u00e9 de dem\u00f4nio.<\/p>\n<p><strong>Ent\u00e3o, al\u00e9m de enfrentar os madeireiros, garimpeiros e as empresas internacionais, voc\u00eas ainda enfrentam os prefeitos com a evangeliza\u00e7\u00e3o?<br \/><\/strong><\/p>\n<p>Sim, \u00e9 muita coisa l\u00e1 no nosso territ\u00f3rio. Agora t\u00e1 chegando. Antes n\u00e3o era assim, mas agora t\u00e1 chegando mesmo. T\u00e1 vindo tudo junto. A\u00ed vem minera\u00e7\u00e3o, madeireira, vem esse projeto. A\u00ed fica dividindo. Entra na aldeia mesmo e a gente fica discutindo. N\u00f3s n\u00e3o podemos brigar por causa de recurso. Eles querem ter uma casa na cidade e um carro, como os brancos.<\/p>\n<p>Foi assim que come\u00e7ou o madeireiro. Come\u00e7ou levando recursos, n\u00e9. Depois foi tirando as madeiras todinhas e o dinheiro tamb\u00e9m foi acabando. Ent\u00e3o a gente n\u00e3o quer. Foi isso que n\u00f3s falamos pra ele.<\/p>\n<p><strong>A senhora j\u00e1 foi amea\u00e7ada?<\/strong><\/p>\n<p>Sim, eu sou amea\u00e7ada. Quando a gente vem pra c\u00e1, ningu\u00e9m fala nada, n\u00e3o. Porque se a gente falar, eles v\u00e3o saber. At\u00e9 o pr\u00f3prio parente tamb\u00e9m, n\u00e9? A\u00ed j\u00e1 vai falar mal, porque\u2026 Por que estamos fazendo isso? Porque tem uma parte que quer (o projeto), n\u00e9? Moramos tudo no mesmo territ\u00f3rio, vai ter muito problema pra n\u00f3s. O pessoal que trabalha com a gente, como a Funai, como a educa\u00e7\u00e3o do estado, conversa muito com as empresas. Para eles convencerem a gente. A Funai diz que tamb\u00e9m est\u00e1 protegendo n\u00f3s, ind\u00edgenas, mas pelo lado ela n\u00e3o est\u00e1.<\/p>\n<p>Nossa ideia, n\u00f3s estudamos um pouco pra ver como eram os antepassados, como era a nossa organiza\u00e7\u00e3o. A\u00ed, o Estado diz assim \u201cN\u00e3o, esse Tuxa n\u00e3o \u00e9 nada nosso\u201d. Pra ele n\u00e3o \u00e9 nada, mas pra n\u00f3s \u00e9\u2026 Temos uma organiza\u00e7\u00e3o. O Estado n\u00e3o vai estar l\u00e1 na nossa comunidade. A\u00ed, quem t\u00e1 vendo somos n\u00f3s. Ent\u00e3o, Tuxa, pra n\u00f3s, \u00e9 igual, assim, como o governo, n\u00e9? A\u00ed, se falar uma coisa, n\u00e3o \u00e9 pra enganar os parentes. Isto que \u00e9 o Tuxa pra n\u00f3s. Os brancos v\u00e3o entender que temos nossos governos tamb\u00e9m.<\/p>\n<p><em>(*) Sarap\u00f3 Ka\u2019apor, lideran\u00e7a da Terra Ind\u00edgena (TI) Alto Turia\u00e7u, no Maranh\u00e3o; Eus\u00e9bio Ka\u2019apor, agente ind\u00edgena de saneamento da aldeia Xiborend\u00e1, tamb\u00e9m da TI Alto Turia\u00e7u.<\/em><\/p>\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"92\" src=\"https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/03\/image-4.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-660105 lazy\" srcset=\"https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/03\/image-4-300x35.png 300w, https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/03\/image-4-768x88.png 768w, https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/03\/image-4-750x92.png 750w, https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/03\/image-4.png 800w\" data-sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\"\/><\/figure>\n<\/p><\/div>\n<div class=\"td-all-devices\"><a href=\"https:\/\/agoraouja.com.br\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Google search engine\" src=\"https:\/\/agoraouja.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/anuncio_728x109px.jpg\" width=\"728\" height=\"90\"\/><\/a><\/div>\n<p><a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2025\/03\/22\/na-europa-povo-kaapor-denuncia-violacoes-de-suas-terras-por-madeireiros-e-mineradores\/\">Fonte Original <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Itahu Ka\u2019apor e Mariuza Ka\u2019apor s\u00e3o representantes do povo ind\u00edgena Ka\u2019apor, do Maranh\u00e3o, e membros do Tuxa Ta Pame, uma forma de organiza\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria. 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