{"id":4493,"date":"2025-02-12T05:24:10","date_gmt":"2025-02-12T05:24:10","guid":{"rendered":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2025\/02\/12\/conheca-o-programa-agroecologico-do-mst-que-vem-recuperando\/"},"modified":"2025-02-12T05:24:11","modified_gmt":"2025-02-12T05:24:11","slug":"conheca-o-programa-agroecologico-do-mst-que-vem-recuperando","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2025\/02\/12\/conheca-o-programa-agroecologico-do-mst-que-vem-recuperando\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a o programa agroecol\u00f3gico do MST que vem recuperando"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>Em 2015, com o crime da Samarco em Mariana, considerado o maior desastre ambiental do Brasil e o maior rompimento de barragem do planeta, mais de 40 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos de rejeito de min\u00e9rio foram despejados no rio Doce. A bacia foi contaminada em Minas Gerais e Esp\u00edrito Santo at\u00e9 chegar ao mar continental, gerando impactos ambientais e humanos imensos e que, at\u00e9 hoje, seguem em processo de responsabiliza\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p>Como consequ\u00eancia, a regi\u00e3o, j\u00e1 degradada pelo modelo de produ\u00e7\u00e3o pecuarista e miner\u00e1rio, foi fortemente atingida. No rastro da lama, est\u00e3o 51 assentamentos do Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra (MST). Em Minas Gerais, a bacia coincide, ainda, com a maior regional de atua\u00e7\u00e3o do MST. Ao todo, s\u00e3o 24 assentamentos e acampamentos, muitos deles nas margens do rio Doce e de seus afluentes.\u00a0<\/p>\n<p>Como uma das medidas compensat\u00f3rias pelo crime, a funda\u00e7\u00e3o Renova, resultado do Termo de Transa\u00e7\u00e3o e Ajustamento de Conduta (TTAC) e respons\u00e1vel por a\u00e7\u00f5es de longo prazo na regi\u00e3o, foi incumbida de recuperar 40 mil hectares de \u00c1reas de Preserva\u00e7\u00e3o Permanente (APPs) e \u00c1reas de Recarga H\u00eddrica degradadas.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cDesde o in\u00edcio, o MST se colocou \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o para mobilizar as fam\u00edlias dos assentamentos, como forma de contribuir na melhoria das \u00e1guas do rio Doce e seus afluentes\u201d, relembra Henrique Sansonas, engenheiro florestal do MST e gestor do projeto do Centro de Forma\u00e7\u00e3o Francisca Veras (CFFV) junto ao programa de repara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\">Programa popular de agroecologia<\/p>\n<p>Desde 2019, com a perspectiva da necessidade de uma repara\u00e7\u00e3o integral e de um novo modelo de produ\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o, o MST constr\u00f3i o Programa Popular de Agroecologia da Bacia do Rio Doce. A iniciativa atua em diversos \u00e2mbitos e, com financiamento do TTAC, tem restaurado milhares de hectares de mata nativa na \u00e1rea atingida. \u00c9 o que explica\u00a0 Ma\u00edra Pereira Santiago, coordenadora do setor de produ\u00e7\u00e3o do MST em Minas Gerais.<\/p>\n<p>\u201cTemos atuado junto \u00e0s \u00e1reas de assentamento e acampamento, em a\u00e7\u00f5es produtivas agroecol\u00f3gicas, como o fortalecimento da linha produtiva das frutas, hortali\u00e7as e tub\u00e9rculos; com projetos de educa\u00e7\u00e3o e agroecologia em uma perspectiva da forma\u00e7\u00e3o de formadores, com as escolas do campo e tamb\u00e9m em um curso t\u00e9cnico; e nas a\u00e7\u00f5es ambientais voltadas a quest\u00e3o da restaura\u00e7\u00e3o\u201d, destaca.\u00a0<\/p>\n<p>:: Receba not\u00edcias de Minas Gerais no seu Whatsapp. Clique aqui ::<\/p>\n<p>J\u00e1 foram formados, em uma primeira turma, 39 t\u00e9cnicos em agropecu\u00e1ria, com \u00eanfase em agroecologia, e protegidos ao menos 2 mil hectares, incluindo \u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o permanente (APPs), degradadas enquanto ainda eram latif\u00fandios improdutivos, e de recarga h\u00eddrica nos lotes familiares, preservadas ainda que sem exig\u00eancia legal.\u00a0<\/p>\n<p>Para Maria de F\u00e1tima Vieira, gestora de projetos, dirigente do MST em Minas Gerais e integrante da coordena\u00e7\u00e3o do programa, al\u00e9m de fundamentais para a restaura\u00e7\u00e3o da mata atl\u00e2ntica local, as a\u00e7\u00f5es de preserva\u00e7\u00e3o est\u00e3o ligadas aos valores do movimento.<\/p>\n<p>\u201cAs a\u00e7\u00f5es de restaura\u00e7\u00e3o j\u00e1 fazem parte da linha de atua\u00e7\u00e3o e defesa da agroecologia pelo MST. A partir da cria\u00e7\u00e3o dos\u00a0 acampamentos, esse debate j\u00e1 \u00e9 constru\u00eddo desde o in\u00edcio\u201d, comenta.\u00a0<\/p>\n<p>Da mesma forma, Ma\u00edra defende ainda que a a\u00e7\u00e3o deixa n\u00edtida a exist\u00eancia de\u00a0 dois lados. \u201cO lado que destr\u00f3i, que hoje tem-se demonstrado a partir do agro-min\u00e9rio-neg\u00f3cio; e o lado que constr\u00f3i, da agroecologia, da import\u00e2ncia da agricultura familiar, das aldeias ind\u00edgenas e comunidades quilombolas e da reforma agr\u00e1ria\u201d, explica.\u00a0<\/p>\n<p>Assim, o car\u00e1ter educativo do programa promove a mudan\u00e7a da cultura local de cultivo e rela\u00e7\u00e3o com o meio ambiente. A partir do Centro de Forma\u00e7\u00e3o Francisca Veras (CFFV), entidade estadual do MST que atua em projetos, situada no munic\u00edpio de Governador Valadares, s\u00e3o ofertados cursos formais e informais e educa\u00e7\u00e3o ambiental.\u00a0<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda a possibilidade de gera\u00e7\u00e3o de renda, por meio da agroind\u00fastria local e de cadeias produtivas alternativas \u00e0 pecu\u00e1ria ostensiva.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>\u201cEssas a\u00e7\u00f5es t\u00eam um impacto n\u00e3o s\u00f3 ambiental, mas do ponto de vista social e da gera\u00e7\u00e3o de renda, em uma regi\u00e3o que n\u00e3o produz comida, que as fam\u00edlias sofrem com a falta de \u00e1gua, com a \u00e1gua contaminada, falta de renda e de trabalho. O impacto que a gente tem trazido para essa realidade \u00e9 de extrema import\u00e2ncia\u201d, destaca Maria de F\u00e1tima.\u00a0<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\">A restaura\u00e7\u00e3o\u00a0<\/p>\n<p>No in\u00edcio, o programa mobilizou cerca de 85 fam\u00edlias e atuou em cinco assentamentos: Eg\u00eddio Brunetto, Ulisses de Oliveira, Iraguiar, Liberdade e Roseli Nunes, localizados, respectivamente, nos munic\u00edpios de Jampruca, Santa Maria do Jacu\u00ed, Periquito e Resplendor.\u00a0<\/p>\n<p>Com enfoque na preserva\u00e7\u00e3o das \u00e1guas e nascentes dos assentamentos e acampamentos, a primeira a\u00e7\u00e3o foi voltada \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas estrat\u00e9gicas para a recarga h\u00eddrica. Foram protegidos no primeiro projeto 914 hectares de terra para restaura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cO in\u00edcio foi de cuidado, de cercamento das \u00e1reas de reserva legal\u00a0 e de \u00e1reas cedidas dentro dos\u00a0 lotes de algumas fam\u00edlias, no sentido de cuidar e proteger esses locais de recarga h\u00eddrica, importantes para a quest\u00e3o hidro-sanit\u00e1ria. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m elaboramos projetos para implementar barraginhas e fossas s\u00e9pticas\u201d, conta Ma\u00edra.\u00a0<\/p>\n<p>Recentemente, o movimento iniciou a mobiliza\u00e7\u00e3o de mais fam\u00edlias e o plantio de mudas e sementes de esp\u00e9cies nativas, coletadas e cultivadas pelas pr\u00f3prias fam\u00edlias, nas \u00e1reas j\u00e1 cercadas.\u00a0<\/p>\n<p>O cercamento de novas \u00e1reas, em outros assentamentos e acampamentos, e a constru\u00e7\u00e3o das barraginhas e fossas projetadas anteriormente tamb\u00e9m aconteceram. Cerca de 2 mil hectares j\u00e1 foram protegidos, em fases anteriores do programa.\u00a0<\/p>\n<p>Agora, a proposta \u00e9 cercar mais 1,05 mil hectares e plantar cerca de 720 hectares. O cercamento dos terrenos para preserva\u00e7\u00e3o \u00e9 efetivo, j\u00e1 que retira um dos principais agentes causadores de impacto, o gado. Muito presente na regi\u00e3o, ele compacta o solo, n\u00e3o permitindo que a \u00e1gua infiltre e alimente o len\u00e7ol fre\u00e1tico, como explica Henrique.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cQuando realizamos o reflorestamento da \u00e1rea, a gente aumenta ainda mais a infiltra\u00e7\u00e3o da \u00e1gua no solo, alimentando o len\u00e7ol fre\u00e1tico. Consequentemente, temos mais \u00e1gua nas nascentes e de melhor qualidade, aumentando a quantidade e qualidade tamb\u00e9m nos afluentes que fazem parte do rio Doce, ajudando assim na recupera\u00e7\u00e3o do rio\u201d, ressalta o engenheiro florestal.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\">O bioma\u00a0<\/p>\n<p>Desenvolvido em uma regi\u00e3o majoritariamente pertencente \u00e0 mata atl\u00e2ntica, a a\u00e7\u00e3o se prova ainda muito relevante frente \u00e0 degrada\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica do bioma. Segundo a funda\u00e7\u00e3o SOS Mata Atl\u00e2ntica, abrangendo cerca de 15% do territ\u00f3rio nacional, em 17 estados, esse ecossistema tem hoje somente 24% de sua floresta original, sendo que s\u00f3 12,4% s\u00e3o florestas maduras e bem preservadas.<\/p>\n<p>Em Minas Gerais, no ano de 2023, apesar da queda de 27% no desmatamento do bioma quando comparado ao ano anterior, a \u00e1rea perdida ainda beira, segundo o Atlas da Mata Atl\u00e2ntica, 3,2 mil hectares.\u00a0<\/p>\n<p>Ainda segundo o mesmo documento, 10 dos 30 munic\u00edpios que registraram maior desmatamento da mata s\u00e3o mineiros, sendo que o estado preserva somente 7% da cobertura original do bioma.\u00a0<\/p>\n<p>Para Ma\u00edra, a relev\u00e2ncia do Programa Popular de Agroecologia, neste cen\u00e1rio, vem justamente da constru\u00e7\u00e3o de uma nova mem\u00f3ria, a partir da recupera\u00e7\u00e3o do bioma mais historicamente degradado de nosso\u00a0 territ\u00f3rio.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cEstamos reconstruindo a import\u00e2ncia do cuidado com o ambiente. \u00c9 um trabalho de voltar com que a mata seja parecida com o que era antes. Isso \u00e9 de grande relev\u00e2ncia aqui na regi\u00e3o, voltar a um ambiente diverso, no sentido da mata mesmo,\u00a0 do cuidado com o solo e com a biodiversidade\u201d, comenta.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>As a\u00e7\u00f5es de restaura\u00e7\u00e3o e plantio do programa comp\u00f5em ainda o plano nacional Plantar \u00c1rvores e Produzir Alimentos Saud\u00e1veis, contribui\u00e7\u00e3o do MST, que pretende plantar 100 milh\u00f5es de \u00e1rvores em 10 anos, ao enfrentamento da crise clim\u00e1tica. At\u00e9 agora, desde 2020, j\u00e1 foram plantadas 45 milh\u00f5es de mudas.\u00a0<\/p>\n<p>Ainda h\u00e1 dificuldades\u00a0<\/p>\n<p>Embora a recep\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias e a participa\u00e7\u00e3o nos projetos tenham sido ampla e de grande entusiasmo, o movimento ainda enfrenta dificuldades para ampliar as \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o. Henrique destaca que um projeto dessa magnitude n\u00e3o \u00e9 barato e demanda ainda muita m\u00e3o de obra.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cA funda\u00e7\u00e3o Renova trabalha diretamente com empresas que prestam servi\u00e7o de restaura\u00e7\u00e3o florestal. Nos assentamentos, \u00e9 diferente. Quem realiza as atividades s\u00e3o as fam\u00edlias e elas recebem por isso, por\u00e9m, o desafio \u00e9 a dificuldade na realiza\u00e7\u00e3o dos trabalhos, pois, na grande maioria dos casos, s\u00e3o realizados em \u00e1reas de dif\u00edcil acesso\u201d, explica.\u00a0<\/p>\n<p>Isso abarca, por exemplo, o acesso e o financiamento a servi\u00e7os de maquin\u00e1rio agr\u00edcola, que facilitariam o preparo das \u00e1reas para o plantio, economizando um enorme trabalho bra\u00e7al das fam\u00edlias envolvidas.\u00a0<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, uma cultura fortemente presente na regi\u00e3o de manejo com fogo, \u00e9 uma quest\u00e3o amplificada a partir das secas severas que o Brasil vem registrando nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p>\u201cA cerca n\u00e3o impede fogo de passar, mesmo fazendo outras a\u00e7\u00f5es, como aceiros, para evitar o fogo, e tendo organizado e fortalecido aqui grupos que combatem o fogo. Temos brigadas populares, em que as pr\u00f3prias fam\u00edlias assentadas se organizam para apagar o fogo. Ainda assim, isso n\u00e3o \u00e9 totalmente controlado, algumas \u00e1reas j\u00e1 cercadas e plantadas pegaram fogo\u201d, comenta Ma\u00edra.\u00a0<\/p>\n<p>Uma outra dificuldade est\u00e1 ligada \u00e0 degrada\u00e7\u00e3o anterior das terras, com pecu\u00e1ria ostensiva, que desmata e compacta o solo, e da atividade mineradora, como exp\u00f5e Vieira.<\/p>\n<p>\u201cA regi\u00e3o sofreu muito em anos anteriores, com a nossa mata atl\u00e2ntica totalmente devastada e um solo que sofre essas consequ\u00eancias. As dificuldades perpassam a quest\u00e3o da falta de \u00e1gua. Como restaurar uma regi\u00e3o com uma geografia bem acidentada e com falta de chuva? Esse \u00e9 um desafio\u201d, explica.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\">A import\u00e2ncia ambiental e humana\u00a0<\/p>\n<p>Mesmo com as dificuldades, o programa segue com previs\u00f5es de amplia\u00e7\u00e3o e tem dado resultados. O movimento j\u00e1 se prop\u00f4s a restaurar mais 3 mil hectares de mata nativa em seus territ\u00f3rios. As consequ\u00eancias positivas j\u00e1 podem ser sentidas nos acampamentos, assentamentos e munic\u00edpios pr\u00f3ximos.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cO projeto de restaura\u00e7\u00e3o tem sido uma possibilidade em nossas \u00e1reas de assentamentos e acampamentos de fazer brotar \u00e1gua. A gente tem assentamento hoje que iniciou a restaura\u00e7\u00e3o em 2019 e j\u00e1 tem nascentes recuperadas. As fam\u00edlias j\u00e1 percebem a \u00e1gua come\u00e7ando a jorrar novamente\u201d, destaca Maria de F\u00e1tima.\u00a0<\/p>\n<p>Segundo ela, falta ainda muito apoio, para possibilitar uma transi\u00e7\u00e3o completa a modelos de produ\u00e7\u00e3o alinhados ao bem estar ambiental e \u00e0 sustentabilidade. Ainda sim, o programa j\u00e1 influencia munic\u00edpios, pequenos produtores e pequenas empresas prestadoras de servi\u00e7o na bacia.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cCabe a n\u00f3s, e as nossas fam\u00edlias est\u00e3o fazendo isso com muita grandeza, a a\u00e7\u00e3o da restaura\u00e7\u00e3o da nossa bacia e provar que a agricultura familiar e os camponeses s\u00e3o quem cuidam do meio ambiente e quem produz comida. Desenvolver essa a\u00e7\u00e3o \u00e9 mostrar que os camponeses t\u00eam compromisso com o meio ambiente\u201d, finaliza Maria de F\u00e1tima.\u00a0<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n\u00a0<\/p>\n<p class=\"editor\" rel=\"editor\" itemprop=\"editor\">Edi\u00e7\u00e3o: Ana Carolina Vasconcelos<\/p>\n<p><\/p><\/div>\n<div class=\"td-all-devices\"><a href=\"https:\/\/agoraouja.com.br\/\"><\/a><\/div>\n<p><a href=\"https:\/\/www.brasildefatomg.com.br\/2025\/02\/11\/conheca-o-programa-agroecologico-do-mst-que-vem-recuperando-a-bacia-do-rio-doce-em-mg\">Fonte Original <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2015, com o crime da Samarco em Mariana, considerado o maior desastre ambiental do Brasil e o maior rompimento de barragem do planeta, mais de 40 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos de rejeito de min\u00e9rio foram despejados no rio Doce. 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