{"id":19137,"date":"2026-06-14T17:24:13","date_gmt":"2026-06-14T17:24:13","guid":{"rendered":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2026\/06\/14\/ia-com-caracteristicas-chinesas-por-que-a-populacao-da-china-ve-a-tecnologia-com-mais-otimismo\/"},"modified":"2026-06-14T17:24:16","modified_gmt":"2026-06-14T17:24:16","slug":"ia-com-caracteristicas-chinesas-por-que-a-populacao-da-china-ve-a-tecnologia-com-mais-otimismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2026\/06\/14\/ia-com-caracteristicas-chinesas-por-que-a-populacao-da-china-ve-a-tecnologia-com-mais-otimismo\/","title":{"rendered":"\u2018IA com caracter\u00edsticas chinesas\u2019: por que a popula\u00e7\u00e3o da China v\u00ea a tecnologia com mais otimismo"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>Enquanto parte do debate global sobre intelig\u00eancia artificial \u00e9 marcado por preocupa\u00e7\u00f5es com desemprego, vigil\u00e2ncia e concentra\u00e7\u00e3o de poder nas m\u00e3os das grandes empresas de tecnologia, pesquisas indicam que os chineses est\u00e3o entre os povos mais otimistas do mundo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 nova tecnologia. Para o pesquisador Jeff Xiong, a explica\u00e7\u00e3o est\u00e1 menos na tecnologia em si e mais na forma como ela foi incorporada ao desenvolvimento econ\u00f4mico e social do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Secret\u00e1rio-geral do F\u00f3rum Acad\u00eamico do Sul Global, pesquisador da <em>East China Normal University<\/em> e autor do livro <em>Al\u00e9m do Vale do Sil\u00edcio: Intelig\u00eancia Artificial com Caracter\u00edsticas Chinesas<\/em>, Xiong defende que a forma como a intelig\u00eancia artificial vem sendo desenvolvida na China ajuda a explicar essa percep\u00e7\u00e3o. Em vez de ser apresentada apenas como uma ferramenta de consumo individual ou gera\u00e7\u00e3o de conte\u00fado digital, a tecnologia \u00e9 incorporada a pol\u00edticas de desenvolvimento econ\u00f4mico, combate \u00e0 pobreza e moderniza\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os p\u00fablicos.<\/p>\n<p>Em entrevista exclusiva ao <strong>Brasil de Fato<\/strong>, o pesquisador relatou experi\u00eancias observadas em Rongjiang, no sudoeste da China, uma das \u00faltimas regi\u00f5es do pa\u00eds a superar a pobreza extrema. Nos \u00faltimos anos, moradores passaram a conviver com novas estradas, cobertura de internet, redes 5G e programas de capacita\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica. Mais recentemente, iniciativas voltadas \u00e0 intelig\u00eancia artificial come\u00e7aram a chegar \u00e0s comunidades locais.<\/p>\n<p>\u201cOs chineses est\u00e3o entre os povos mais otimistas do mundo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 intelig\u00eancia artificial\u201d, afirma. Segundo ele, essa confian\u00e7a est\u00e1 diretamente ligada \u00e0s transforma\u00e7\u00f5es materiais vividas pela popula\u00e7\u00e3o nas \u00faltimas d\u00e9cadas. \u201cQuando o governo afirma que a intelig\u00eancia artificial ser\u00e1 uma ferramenta importante para melhorar suas vidas, elas tendem a acreditar porque j\u00e1 testemunharam transforma\u00e7\u00f5es concretas anteriormente.\u201d<\/p>\n<p>A percep\u00e7\u00e3o descrita por Xiong aparece tamb\u00e9m em levantamentos internacionais recentes. Pesquisa da consultoria KPMG realizada em 47 pa\u00edses mostrou que os chineses est\u00e3o entre os povos mais otimistas do mundo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 intelig\u00eancia artificial. Segundo o estudo, 69% dos entrevistados na China afirmaram que os benef\u00edcios da tecnologia superam seus riscos, percentual quase duas vezes maior que o registrado nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Outro relat\u00f3rio internacional, o AI Index 2026, produzido pela Universidade de Stanford, aponta que a China figura entre os pa\u00edses com maiores n\u00edveis de entusiasmo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 intelig\u00eancia artificial e com expectativas mais positivas sobre seus impactos no trabalho e na vida cotidiana. O estudo tamb\u00e9m mostra que os chineses demonstram n\u00edveis elevados de confian\u00e7a na capacidade do Estado de regular a tecnologia, em contraste com a desconfian\u00e7a predominante nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Para Xiong, a explica\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m est\u00e1 nas prioridades estabelecidas para o desenvolvimento tecnol\u00f3gico. Em vez de concentrar esfor\u00e7os apenas em aplica\u00e7\u00f5es digitais voltadas ao mercado consumidor, a estrat\u00e9gia chinesa busca integrar a intelig\u00eancia artificial \u00e0 chamada economia real. \u201cSe observarmos as diretrizes anunciadas pelo governo chin\u00eas nos \u00faltimos anos, veremos que a prioridade \u00e9 utilizar a intelig\u00eancia artificial para fortalecer a economia real\u201d, afirma.<\/p>\n<p>O que a China faz, explica Jeff, vai na contram\u00e3o do modelo hegem\u00f4nico nos Estados Unidos. \u201cSe voc\u00ea quer tornar um pa\u00eds mais forte, precisa investir em produ\u00e7\u00e3o, infraestrutura, empregos, moradia e educa\u00e7\u00e3o. A intelig\u00eancia artificial deve servir a esses objetivos\u201d, diz. Na avalia\u00e7\u00e3o do pesquisador, \u00e9 essa combina\u00e7\u00e3o entre planejamento estatal, regula\u00e7\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica da tecnologia que ajuda a explicar por que a IA desperta menos desconfian\u00e7a entre os chineses do que em boa parte do Ocidente.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 a segunda parte da entrevista exclusiva concedida por Jeff Xiong ao Brasil de Fato. Na primeira, o pesquisador discutiu soberania digital, a disputa tecnol\u00f3gica entre China e Estados Unidos e os desafios enfrentados pelos pa\u00edses do Sul Global diante da concentra\u00e7\u00e3o global de dados e infraestrutura digital.<\/p>\n<p><em>Leia a entrevista:<\/em><\/p>\n<p><strong>Brasil de Fato: Pensando no impacto da intelig\u00eancia artificial sobre a vida das pessoas, quais s\u00e3o as principais diferen\u00e7as entre o modelo chin\u00eas e o estadunidense? Voc\u00ea acredita que eles s\u00e3o mais parecidos ou mais diferentes?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Jeff Xiong:<\/strong> Essa \u00e9 uma quest\u00e3o interessante. H\u00e1 pesquisas indicando que os chineses est\u00e3o entre os povos mais otimistas do mundo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 intelig\u00eancia artificial. N\u00e3o sei se todos os n\u00fameros s\u00e3o totalmente precisos, mas a tend\u00eancia parece verdadeira. Eu mesmo me pergunto por que isso acontece.<\/p>\n<p>Posso compartilhar uma experi\u00eancia. Fa\u00e7o muitas pesquisas em um condado chamado Rongjiang, no sudoeste da China. Foi uma das \u00faltimas regi\u00f5es do pa\u00eds a superar a pobreza extrema. Ainda \u00e9 uma regi\u00e3o relativamente pobre, com grande presen\u00e7a de minorias \u00e9tnicas, mas passou por uma transforma\u00e7\u00e3o profunda nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p>Recentemente, o governo local iniciou um programa para popularizar o uso da intelig\u00eancia artificial. L\u00edderes partid\u00e1rios e gestores p\u00fablicos foram incentivados a aprender como utilizar essas ferramentas em seu trabalho. Ao mesmo tempo, foram criados programas de educa\u00e7\u00e3o popular para ensinar trabalhadores e camponeses a usar IA em atividades cotidianas.<\/p>\n<p>As pessoas aprendem, por exemplo, a utilizar ferramentas de IA para obter orienta\u00e7\u00f5es preliminares sobre problemas de sa\u00fade antes de procurar um hospital ou para auxiliar os filhos nos estudos. Passei bastante tempo observando essas iniciativas e tentando entender por que a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o demonstra medo da tecnologia.<\/p>\n<p>Minha conclus\u00e3o \u00e9 que isso est\u00e1 relacionado \u00e0 confian\u00e7a constru\u00edda ao longo dos \u00faltimos anos. A vida dessas pessoas mudou muito. Elas viram a pobreza desaparecer, receberam estradas, ferrovias, internet, cobertura 5G e novas oportunidades econ\u00f4micas. Muitos agricultores passaram a vender seus produtos por transmiss\u00f5es ao vivo na internet.<\/p>\n<p>Quando o governo afirma que a intelig\u00eancia artificial ser\u00e1 uma ferramenta importante para melhorar suas vidas, elas tendem a acreditar porque j\u00e1 testemunharam transforma\u00e7\u00f5es concretas anteriormente.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, existe regula\u00e7\u00e3o. Nos sistemas de IA utilizados para sa\u00fade, por exemplo, o usu\u00e1rio recebe avisos expl\u00edcitos informando que aquilo n\u00e3o constitui diagn\u00f3stico m\u00e9dico e que um profissional deve ser consultado em caso de necessidade. Da mesma forma, ferramentas voltadas para educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o autorizadas simplesmente a fazer a li\u00e7\u00e3o de casa da crian\u00e7a. Elas devem ajudar no aprendizado, explicando os conceitos e estimulando o racioc\u00ednio.<\/p>\n<p>Essas regras geram custos para as empresas. A DeepSeek, por exemplo, ficou famosa internacionalmente, mas seu principal interesse n\u00e3o \u00e9 oferecer servi\u00e7os gratuitos para milh\u00f5es de usu\u00e1rios. Ela prefere vender modelos e infraestrutura para empresas. Atender o p\u00fablico exige cumprir uma s\u00e9rie de regula\u00e7\u00f5es e mecanismos de controle que demandam muito trabalho.<\/p>\n<p><strong>Na primeira parte desta entrevista, voc\u00ea afirmou que empresas chinesas operam em um sistema no qual o Estado mant\u00e9m capacidade de regular o capital privado. Essa l\u00f3gica tamb\u00e9m ajuda a explicar a forma como a intelig\u00eancia artificial est\u00e1 sendo desenvolvida na China?<\/strong><\/p>\n<p>Sim. Existe outro aspecto importante. Se observarmos as diretrizes anunciadas pelo governo chin\u00eas nos \u00faltimos anos, veremos que a prioridade \u00e9 utilizar a intelig\u00eancia artificial para fortalecer a economia real. O objetivo \u00e9 apoiar a ind\u00fastria, a agricultura, a constru\u00e7\u00e3o civil e outros setores produtivos.<\/p>\n<p>Quando comparo isso com os Estados Unidos, tenho a impress\u00e3o de que grande parte do investimento est\u00e1 concentrada na produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fado digital, imagens, v\u00eddeos, textos e c\u00f3digos. H\u00e1 um enorme foco em aplica\u00e7\u00f5es virtuais.<\/p>\n<p>Olho para a bolsa Nasdaq e vejo empresas digitais acumulando valor extraordin\u00e1rio. Mas me pergunto: de que maneira isso melhora concretamente a vida da classe trabalhadora dos EUA?<\/p>\n<p>Na China, a l\u00f3gica predominante \u00e9 diferente. Se voc\u00ea quer tornar um pa\u00eds mais forte, precisa investir em produ\u00e7\u00e3o, infraestrutura, empregos, moradia e educa\u00e7\u00e3o. A intelig\u00eancia artificial deve servir a esses objetivos.<\/p>\n<p>Por isso, muitos chineses enxergam a IA com mais otimismo. Eles a veem sendo utilizada em f\u00e1bricas, obras, fazendas e servi\u00e7os p\u00fablicos.<\/p>\n<p><strong>Um dos principais temores em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 intelig\u00eancia artificial \u00e9 o impacto sobre o emprego. Como esse debate aparece na China?<\/strong><\/p>\n<p>Lembro de uma visita a uma grande obra de constru\u00e7\u00e3o civil. A empresa havia implantado cerca de 40 tipos diferentes de rob\u00f4s. Um deles realizava uma tarefa extremamente pesada: dobrar estruturas met\u00e1licas usadas em concreto armado. \u00c9 um trabalho exaustivo, realizado sob temperaturas muito altas e com risco frequente de acidentes.<\/p>\n<p>Uma delega\u00e7\u00e3o da \u00c1frica do Sul que visitava o local fez uma pergunta natural: esses rob\u00f4s n\u00e3o ir\u00e3o substituir trabalhadores?<\/p>\n<p>A resposta da empresa foi interessante. Eles disseram que enfrentavam dificuldade para contratar pessoas para aquele tipo de fun\u00e7\u00e3o. A m\u00e9dia de idade dos trabalhadores era de aproximadamente 45 anos e os jovens simplesmente n\u00e3o queriam executar aquele trabalho.<\/p>\n<p>Em vez de substituir pessoas, a estrat\u00e9gia era transferir esses trabalhadores para atividades menos penosas. Alguns passavam por cursos de qualifica\u00e7\u00e3o para atuar como eletricistas ou em outras fun\u00e7\u00f5es mais especializadas.<\/p>\n<p>N\u00e3o estou dizendo que a quest\u00e3o do emprego n\u00e3o exista. Ela existe e \u00e9 s\u00e9ria. O desemprego juvenil na China atingiu n\u00edveis historicamente elevados nos \u00faltimos anos. H\u00e1 desafios reais.<\/p>\n<p>Mas existe uma confian\u00e7a relativamente grande de que ningu\u00e9m ficar\u00e1 completamente abandonado. As pessoas acreditam que continuar\u00e3o tendo acesso a moradia, alimenta\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Isso est\u00e1 ligado ao processo de erradica\u00e7\u00e3o da pobreza. Havia um conjunto de metas conhecido como \u201cduas aus\u00eancias de preocupa\u00e7\u00e3o e tr\u00eas garantias\u201d. As duas aus\u00eancias de preocupa\u00e7\u00e3o eram alimenta\u00e7\u00e3o e vestu\u00e1rio. As tr\u00eas garantias eram moradia, educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade.<\/p>\n<p>Esses crit\u00e9rios eram acompanhados de forma muito rigorosa. Funcion\u00e1rios do Partido visitavam regularmente as fam\u00edlias para verificar as condi\u00e7\u00f5es de vida. Em alguns casos, chegavam a contar quantas roupas de inverno havia em uma resid\u00eancia. O objetivo era garantir um padr\u00e3o m\u00ednimo de bem-estar para toda a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Essa experi\u00eancia influencia a maneira como muitos chineses encaram a automa\u00e7\u00e3o. Mesmo quando h\u00e1 preocupa\u00e7\u00e3o com o emprego, existe a percep\u00e7\u00e3o de que o Estado continuar\u00e1 tendo responsabilidades em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s condi\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas de vida.<\/p>\n<p>Eu tive uma discuss\u00e3o sobre isso com Vijay Prashad certa vez. No fundo, a quest\u00e3o \u00e9 que talvez n\u00e3o dev\u00eassemos considerar o emprego assalariado como a \u00fanica forma leg\u00edtima de acesso \u00e0 renda e aos meios de vida.<\/p>\n<p>Se a tecnologia reduzir a necessidade de trabalho humano em diversas atividades, ent\u00e3o tamb\u00e9m precisaremos discutir novas formas de distribui\u00e7\u00e3o de riqueza. Essa \u00e9 uma quest\u00e3o que ainda est\u00e1 em aberto, mas que inevitavelmente far\u00e1 parte do debate sobre intelig\u00eancia artificial.<\/p>\n<p><strong>Queria encerrar falando sobre jornalismo. Como voc\u00ea avalia o impacto atual da intelig\u00eancia artificial sobre a produ\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica? E o que imagina para o futuro?<\/strong><\/p>\n<p>Essa \u00e9 uma \u00e1rea sobre a qual ainda tenho muitas d\u00favidas. Por exemplo, n\u00e3o gosto da ideia de apresentadores artificiais substituindo pessoas reais na televis\u00e3o. Converso bastante sobre isso com colegas da <em>Pan African TV<\/em> e da<em> Telesur<\/em>. Vejo cada vez mais exemplos de personagens gerados por intelig\u00eancia artificial apresentando not\u00edcias e, sinceramente, n\u00e3o me parece um caminho positivo.<\/p>\n<p>Por outro lado, tamb\u00e9m existe um desafio concreto. Se voc\u00ea mant\u00e9m padr\u00f5es tradicionais de produ\u00e7\u00e3o enquanto outras organiza\u00e7\u00f5es passam a produzir volumes gigantescos de conte\u00fado usando intelig\u00eancia artificial, acaba correndo o risco de ser soterrado por esse fluxo.<\/p>\n<p>Ainda n\u00e3o tenho uma resposta definitiva para essa contradi\u00e7\u00e3o. O que penso \u00e9 que os meios de comunica\u00e7\u00e3o populares e progressistas talvez n\u00e3o devam mais se preocupar em competir com as grandes plataformas em escala. Facebook, Google, TikTok e outras empresas j\u00e1 ocupam praticamente todo o tempo dispon\u00edvel das pessoas. N\u00e3o existe muito espa\u00e7o para elas crescerem mais.<\/p>\n<p>Isso significa que qualquer aten\u00e7\u00e3o conquistada por um ve\u00edculo popular j\u00e1 est\u00e1 sendo retirada desse ecossistema dominante. Por isso, nossa tarefa n\u00e3o deveria ser reproduzir a l\u00f3gica dessas plataformas, mas aumentar nossa capacidade de produzir conte\u00fado de qualidade.<\/p>\n<p>Historicamente, o principal problema dos ve\u00edculos progressistas nunca foi a falta de temas ou de conex\u00e3o com a realidade. O problema sempre foi a falta de recursos.<\/p>\n<p>A <em>Pan African TV<\/em> tem equipes pequenas. Muitos ve\u00edculos populares na Am\u00e9rica Latina t\u00eam equipes pequenas. Nenhum deles possui os recursos da <em>BBC<\/em> ou da <em>CNN<\/em>. Nesse contexto, a intelig\u00eancia artificial pode representar uma oportunidade.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 substituir jornalistas. A quest\u00e3o \u00e9 utilizar essas ferramentas para ampliar nossa capacidade produtiva. Se uma reda\u00e7\u00e3o consegue produzir cinco vezes mais conte\u00fado com a mesma equipe e mantendo a qualidade editorial, isso representa uma transforma\u00e7\u00e3o importante.<\/p>\n<p>Os meios populares possuem uma vantagem que grandes conglomerados frequentemente n\u00e3o t\u00eam: eles conhecem as pessoas sobre as quais est\u00e3o falando.<\/p>\n<p>Quando uma grande rede internacional cobre um acontecimento na \u00c1frica ou na Am\u00e9rica Latina, muitas vezes ela n\u00e3o possui v\u00ednculos reais com as comunidades envolvidas. J\u00e1 os ve\u00edculos populares conhecem os trabalhadores, os camponeses, os movimentos populares e os territ\u00f3rios.<\/p>\n<p>O problema n\u00e3o \u00e9 obter informa\u00e7\u00e3o. O problema \u00e9 transformar essa informa\u00e7\u00e3o em conte\u00fado na velocidade necess\u00e1ria. A intelig\u00eancia artificial pode ajudar justamente nisso.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea poderia dar um exemplo?<\/strong><\/p>\n<p>Claro. Uma colega da <em>Pan African TV<\/em> participou de uma forma\u00e7\u00e3o conosco durante dez dias. Quando voltou para casa, criou seu pr\u00f3prio sistema de produ\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica usando intelig\u00eancia artificial.<\/p>\n<p>O funcionamento era relativamente simples. Pela manh\u00e3, ela encontrava uma not\u00edcia relevante e inseria o link em seu sistema. A intelig\u00eancia artificial gerava um resumo e sugeria sete perguntas que deveriam ser respondidas para aprofundar aquele tema.<\/p>\n<p>Com essa lista em m\u00e3os, ela entrava em contato com especialistas e entrevistava diferentes fontes. Depois transcrevia as conversas e alimentava novamente o sistema.<\/p>\n<p>A partir desse material, a ferramenta ajudava a estruturar uma an\u00e1lise mais aprofundada. Em poucas horas era poss\u00edvel produzir um coment\u00e1rio de alto n\u00edvel sobre um acontecimento recente.<\/p>\n<p>O mais interessante \u00e9 que ela desenvolveu tudo isso sozinha. N\u00e3o foi necess\u00e1rio contratar uma equipe de programadores. O sistema praticamente n\u00e3o exigiu c\u00f3digo tradicional. Foi constru\u00eddo principalmente por meio de instru\u00e7\u00f5es bem elaboradas para os modelos de intelig\u00eancia artificial.<\/p>\n<p>\u00c9 esse tipo de possibilidade que me parece revolucion\u00e1ria. Pense, por exemplo, em r\u00e1dios comunit\u00e1rias na Tanz\u00e2nia. Muitas pessoas consomem informa\u00e7\u00e3o principalmente por \u00e1udio. Um sistema desses poderia transformar rapidamente textos em roteiros para r\u00e1dio e distribuir conte\u00fado de qualidade para audi\u00eancias muito amplas.<\/p>\n<p>Isso permitiria que meios populares oferecessem n\u00edveis de produ\u00e7\u00e3o compar\u00e1veis aos das grandes corpora\u00e7\u00f5es de m\u00eddia, mas mantendo algo que elas frequentemente n\u00e3o possuem: proximidade com a popula\u00e7\u00e3o. Essa me parece uma frente importante de disputa.<\/p>\n<p><strong>Ent\u00e3o o desafio n\u00e3o \u00e9 apenas usar a intelig\u00eancia artificial, mas aprender a construir sistemas pr\u00f3prios?<\/strong><\/p>\n<p>Exatamente. Durante muito tempo, sempre que uma organiza\u00e7\u00e3o precisava de um sistema digital, dependia de programadores, empresas de software ou fornecedores externos.<\/p>\n<p>A intelig\u00eancia artificial muda parcialmente essa l\u00f3gica. Hoje, jornalistas, pesquisadores e comunicadores podem construir muitas ferramentas por conta pr\u00f3pria. Em alguns casos, nem sequer \u00e9 necess\u00e1rio escrever c\u00f3digo. Basta aprender a formular corretamente as instru\u00e7\u00f5es e estruturar os fluxos de trabalho.<\/p>\n<p>Por isso acredito que todos os jornalistas deveriam aprender n\u00e3o apenas a utilizar ferramentas de IA, mas a criar sistemas adaptados \u00e0s suas pr\u00f3prias necessidades. Isso \u00e9 especialmente importante para os meios populares.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m vai construir essas solu\u00e7\u00f5es para n\u00f3s. E, quando algu\u00e9m oferece faz\u00ea-lo, normalmente cobra valores que muitas organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o conseguem pagar.<\/p>\n<p>Vejo a\u00ed uma transforma\u00e7\u00e3o profunda. Se cada reda\u00e7\u00e3o conseguir ampliar significativamente sua capacidade de produ\u00e7\u00e3o por meio dessas ferramentas, estaremos diante de uma mudan\u00e7a muito importante para o campo da comunica\u00e7\u00e3o popular.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea tamb\u00e9m acabou de lan\u00e7ar no Brasil um livro sobre intelig\u00eancia artificial. Como surgiu esse projeto?<\/strong><\/p>\n<p>Na verdade, ele n\u00e3o come\u00e7ou como um livro. Tudo come\u00e7ou como uma coluna publicada no <em>Substack<\/em>.<\/p>\n<p>Eu percebia que a China estava acumulando muitas experi\u00eancias concretas de utiliza\u00e7\u00e3o da intelig\u00eancia artificial em \u00e1reas como ind\u00fastria, agricultura, servi\u00e7os p\u00fablicos e desenvolvimento local. Eram hist\u00f3rias interessantes, especialmente aquelas que aconteciam em cidades pequenas e comunidades rurais, mas que quase nunca apareciam na cobertura internacional.<\/p>\n<p>Mesmo dentro da China, esses relatos raramente recebiam aten\u00e7\u00e3o. Nem mesmo os grandes meios de comunica\u00e7\u00e3o chineses costumam contar essas hist\u00f3rias com profundidade.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, eu sabia que muitos amigos no Brasil e em outros pa\u00edses do Sul Global teriam interesse em conhec\u00ea-las. Foi da\u00ed que surgiu a ideia da coluna.<\/p>\n<p>Passei a escrever pequenos relatos sobre experi\u00eancias concretas. N\u00e3o eram textos te\u00f3ricos nem discuss\u00f5es abstratas sobre pol\u00edticas p\u00fablicas. Eram hist\u00f3rias simples mostrando como a intelig\u00eancia artificial estava sendo utilizada por pessoas comuns.<\/p>\n<p>Com o tempo, acumulei cerca de quarenta textos. Ent\u00e3o surgiu a proposta de reunir parte desse material em um livro. A edi\u00e7\u00e3o atual re\u00fane dezesseis hist\u00f3rias.<\/p>\n<p>H\u00e1 cap\u00edtulos sobre empresas de constru\u00e7\u00e3o civil que utilizam rob\u00f4s em atividades perigosas, experi\u00eancias na agricultura, uso de drones, aplica\u00e7\u00f5es industriais e tamb\u00e9m relatos sobre como o Estado regula a intelig\u00eancia artificial para garantir que ela beneficie a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No fundo, \u00e9 um livro sobre usos concretos da tecnologia. Meu objetivo sempre foi mostrar como essas ferramentas podem melhorar a vida das pessoas e n\u00e3o apenas gerar lucros ou substituir trabalhadores.<\/p>\n<p>Fico muito feliz ao ver esse material sendo traduzido para o portugu\u00eas e para o espanhol. \u00c9 uma grande honra para mim.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><script src=\"https:\/\/connect.facebook.net\/pt_BR\/sdk.js\" id=\"facebook-embed-js\"><\/script><\/p>\n<div class=\"td-all-devices\"><a href=\"https:\/\/agoraouja.com.br\/\"><\/a><\/div>\n<p><a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2026\/06\/14\/ia-com-caracteristicas-chinesas-por-que-a-populacao-da-china-ve-a-tecnologia-com-mais-otimismo\/\">Fonte Original <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Enquanto parte do debate global sobre intelig\u00eancia artificial \u00e9 marcado por preocupa\u00e7\u00f5es com desemprego, vigil\u00e2ncia e concentra\u00e7\u00e3o de poder nas m\u00e3os das grandes empresas de tecnologia, pesquisas indicam que os chineses est\u00e3o entre os povos mais otimistas do mundo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 nova tecnologia. 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