{"id":18993,"date":"2026-06-09T21:24:15","date_gmt":"2026-06-09T21:24:15","guid":{"rendered":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2026\/06\/09\/construir-a-nova-asia-de-nossos-sonhos\/"},"modified":"2026-06-09T21:24:17","modified_gmt":"2026-06-09T21:24:17","slug":"construir-a-nova-asia-de-nossos-sonhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2026\/06\/09\/construir-a-nova-asia-de-nossos-sonhos\/","title":{"rendered":"Construir a nova \u00c1sia de nossos sonhos"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>O crescimento econ\u00f4mico por si s\u00f3 n\u00e3o garante a soberania genu\u00edna na \u00c1sia; uma plataforma regional de coordena\u00e7\u00e3o continua sendo uma necessidade material vital para salvaguardar a regi\u00e3o contra o imperialismo e o neocolonialismo.<\/p>\n<p>Queridas amigas e amigos,<\/p>\n<p>Sauda\u00e7\u00f5es do\u00a0Instituto Tricontinental de Pesquisa Social.<\/p>\n<p>No dia 15 de abril, tive a grande honra de falar em Gedung Merdeka (Independence Hall) em Bandung, Indon\u00e9sia N\u00e3o fui tomado pela nostalgia, mas pela urg\u00eancia. Bandung n\u00e3o \u00e9 uma pe\u00e7a de museu, mas sim um legado pol\u00edtico vivo. As quest\u00f5es levantadas naquele sal\u00e3o em 1955, durante o encontro de l\u00edderes de 29 pa\u00edses africanos e asi\u00e1ticos, permanecem sem resposta. Podem as na\u00e7\u00f5es do Sul Global agir em conjunto com soberania e dignidade? Ser\u00e1 que eles conseguem construir institui\u00e7\u00f5es que sirvam ao povo e n\u00e3o ao capital global? Ser\u00e1 que conseguem criar formas de coopera\u00e7\u00e3o que v\u00e3o al\u00e9m das alian\u00e7as militares e da depend\u00eancia do mercado? Essas n\u00e3o s\u00e3o apenas quest\u00f5es hist\u00f3ricas. S\u00e3o quest\u00f5es centrais do nosso tempo, e que moldam o trabalho do nosso instituto.<\/p>\n<p>Estar novamente em Bandung e discursar no Gedung Merdeka \u00e9 sentir o peso dessa hist\u00f3ria inacabada. O pr\u00f3prio sal\u00e3o carrega o esp\u00edrito das na\u00e7\u00f5es que ali estiveram em 1955, marcadas pelo colonialismo, exaustas por conta da guerra, mas repletas de imensa esperan\u00e7a e confian\u00e7a anticolonial. Eu tinha em mente o discurso de abertura de Sukarno, sua vis\u00e3o de que o que unia o povo n\u00e3o era sua ideologia, mas sim sua \u201cavers\u00e3o comum ao colonialismo em qualquer forma que se apresentasse\u201d. Bandung n\u00e3o foi apenas uma confer\u00eancia, foi uma afirma\u00e7\u00e3o de que a hist\u00f3ria precisava ser reescrita por aqueles que durante muito tempo tiveram negado o direito de mold\u00e1-la.<\/p>\n<\/p>\n<p id=\"caption-attachment-145229\">S. Sudjojono (Indon\u00e9sia),\u00a0<em>Kawan-kawan Revolusi\u00a0<\/em>(Revolu\u00e7\u00e3o dos Camaradas), 1947.<\/p>\n<p>Onde est\u00e1 o\u00a0Esp\u00edrito de Bandung\u00a0hoje? A exuber\u00e2ncia de tal conceito n\u00e3o existe em nossa \u00e9poca, na qual o Sul Global \u2013 al\u00e9m do aumento do com\u00e9rcio Sul-Sul e dos processos institucionais (como por meio do Brics+) \u2013 permanece fragmentado e desmoralizado. Um\u00a0novo clima no Sul Global\u00a0emergiu, uma nova confian\u00e7a provocada pelo desejo de independ\u00eancia econ\u00f4mica em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s institui\u00e7\u00f5es e aos mercados de cr\u00e9dito dominados pelo Norte Global. Mas esse novo clima n\u00e3o conseguiu superar o medo cont\u00ednuo das puni\u00e7\u00f5es do Norte Global (san\u00e7\u00f5es e guerra) bem como suas\u00a0oportunidades\u00a0(acesso a cr\u00e9dito e mercados).<\/p>\n<p>Existe, portanto, uma realidade complexa e um conjunto de contradi\u00e7\u00f5es em jogo. Por um lado, a autoridade moral do Norte Global est\u00e1 em decl\u00ednio, enquanto uma consci\u00eancia pol\u00edtica que favorece a soberania e a autonomia estrat\u00e9gica est\u00e1 em ascens\u00e3o no Sul Global. Por outro lado, os pa\u00edses do Sul mant\u00eam uma certa apreens\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao perigo representado pelos Estados Unidos, especialmente em seu processo de decl\u00ednio. H\u00e1 fortes ind\u00edcios do reconhecimento e da rejei\u00e7\u00e3o ao poder dos EUA no\u00a0\u00cdndice de Percep\u00e7\u00e3o da Democracia\u00a0de 2026, em que apenas quatro dos 97 pa\u00edses e territ\u00f3rios afirmaram ser favor\u00e1veis \u200b\u200b\u00e0 instala\u00e7\u00e3o de uma base militar dos EUA (Israel, Pol\u00f4nia, Coreia do Sul e o territ\u00f3rio estadunidense de Porto Rico). Ningu\u00e9m quer um envolvimento com os Estados Unidos, mas todos est\u00e3o conscientes do perigo absoluto e da decad\u00eancia do poder dos EUA \u2013 e foram lembrados por meio das recentes a\u00e7\u00f5es dos EUA em Cuba, Ir\u00e3, Palestina e Venezuela.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Badri-Narayan-India-The-Discourse-on-the-Garment-1997-1024x1014.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"1014\" srcset=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Badri-Narayan-India-The-Discourse-on-the-Garment-1997-1024x1014.jpg 1024w, https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Badri-Narayan-India-The-Discourse-on-the-Garment-1997-300x297.jpg 300w, https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Badri-Narayan-India-The-Discourse-on-the-Garment-1997-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Badri-Narayan-India-The-Discourse-on-the-Garment-1997-768x760.jpg 768w, https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Badri-Narayan-India-The-Discourse-on-the-Garment-1997.jpg 1200w\"\/><\/p>\n<p id=\"caption-attachment-145213\">Badri Narayan (\u00cdndia),\u00a0<em>O discurso sobre a vestimenta<\/em>, 1997.<\/p>\n<p>O Esp\u00edrito de Bandung foi institucionalizado por meio de diversas plataformas, sendo a mais importante o Movimento dos N\u00e3o Alinhados (1961). Essa forma\u00e7\u00e3o global foi constru\u00edda em conjunto com institui\u00e7\u00f5es regionais para combater a crise da fragmenta\u00e7\u00e3o p\u00f3s-colonial. Entendendo que a soberania pol\u00edtica era insuficiente como barreira a uma economia mundial dominada pelos Estados do Atl\u00e2ntico Norte e pelas corpora\u00e7\u00f5es multinacionais, o Movimento dos N\u00e3o-Alinhados prop\u00f4s institui\u00e7\u00f5es regionais como mecanismos de prote\u00e7\u00e3o da soberania, de coordena\u00e7\u00e3o do desenvolvimento e aumento do poder de negocia\u00e7\u00e3o do Terceiro Mundo. Paralelamente a essas institui\u00e7\u00f5es globais, surgiu um conjunto de projetos para desenvolver a solidariedade regional ou continental e construir um escudo coletivo contra o imperialismo. Essas institui\u00e7\u00f5es inclu\u00edam a Liga \u00c1rabe (1945), a Organiza\u00e7\u00e3o da Unidade Africana ou OUA (1963), a Organiza\u00e7\u00e3o da Coopera\u00e7\u00e3o Isl\u00e2mica ou OCI (1969) e a Comunidade do Caribe ou Caricom (1973).<\/p>\n<p>Sob a iniciativa do primeiro presidente do Gana, Kwame Nkrumah, a OUA surgiu para construir uma federa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica continental contra os efeitos devastadores do capital estrangeiro. A OUA tornou-se principalmente um \u00f3rg\u00e3o diplom\u00e1tico comprometido com a solidariedade anticolonial, o apoio aos movimentos de liberta\u00e7\u00e3o e a defesa da integridade territorial. Sua sucessora, a Uni\u00e3o Africana (UA), nasceu no p\u00e2ntano neoliberal e promoveu a integra\u00e7\u00e3o continental por meio de pol\u00edticas pr\u00f3-capitalismo, como a Agenda 2063.<\/p>\n<p>Em 2008, quando a UA sucumbiu ao fasc\u00ednio das pol\u00edticas pr\u00f3-capitalismo, a Uni\u00e3o de Na\u00e7\u00f5es Sul-Americanas (Unasul) foi formada para criar uma coordena\u00e7\u00e3o pol\u00edtica independente de Washington. Ao contr\u00e1rio de outros blocos centrados no com\u00e9rcio, a Unasul enfatizou a integra\u00e7\u00e3o de infraestruturas, a coopera\u00e7\u00e3o regional na \u00e1rea da sa\u00fade, a coordena\u00e7\u00e3o da defesa e a media\u00e7\u00e3o diplom\u00e1tica. O surgimento da\u00a0Onda Raivosa\u00a0nos \u00faltimos anos enfraqueceu a Unasul da mesma forma que a d\u00edvida enfraqueceu os governos na \u00c1frica e reduziu o potencial da UA.<\/p>\n<p>A \u00c1sia, enquanto isso, falhou em construir at\u00e9 mesmo um esqueleto de um projeto regional.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Ali-Iman-Pakistan-Farmers-1956.jpg\" alt=\"\" width=\"684\" height=\"543\" srcset=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Ali-Iman-Pakistan-Farmers-1956.jpg 684w, https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Ali-Iman-Pakistan-Farmers-1956-300x238.jpg 300w\"\/><\/p>\n<p id=\"caption-attachment-145205\">Ali Iman (Paquist\u00e3o),\u00a0<em>Fazendeiros<\/em>, 1956.<\/p>\n<p>Na \u00c1sia, o sonho da unidade continental foi envenenado pelo militarismo japon\u00eas, que marchou pelo continente sob a bandeira do Pan-Asianismo e o\u00a0<em>slogan\u00a0<\/em>da Esfera de Co-Prosperidade do Grande Leste Asi\u00e1tico. T\u00f3quio falava a l\u00edngua da liberta\u00e7\u00e3o asi\u00e1tica do colonialismo ocidental, mas seu ex\u00e9rcito impunha brutalidade. Ap\u00f3s a\u00a0Guerra Antifascista Mundial\u00a0(amplamente conhecida como a Segunda Guerra Mundial), a ideia de unidade continental parecia perigosa para muitos Estados rec\u00e9m-independentes, que temiam que o regionalismo pudesse simplesmente mascarar ambi\u00e7\u00f5es de poder dominante.<\/p>\n<p>No entanto, a aspira\u00e7\u00e3o pela unidade asi\u00e1tica n\u00e3o desapareceu. Em mar\u00e7o de 1947, enquanto o Imp\u00e9rio Brit\u00e2nico cambaleava em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 sua sa\u00edda da \u00cdndia, o l\u00edder indiano Jawaharlal Nehru convocou a Confer\u00eancia de Rela\u00e7\u00f5es Asi\u00e1ticas em Nova D\u00e9lhi. Delegados de toda a \u00c1sia tremiam com a energia do anticolonialismo, focados em sua solidariedade com a Indon\u00e9sia contra a reimposi\u00e7\u00e3o do imperialismo holand\u00eas. Em 1952, a Confer\u00eancia de Paz da \u00c1sia-Pac\u00edfico em Pequim, China, reuniu 470 delegados de quase 50 pa\u00edses \u2013 n\u00e3o chefes de Estado, mas sindicalistas, escritores, organiza\u00e7\u00f5es de mulheres \u2013 para se opor \u00e0 guerra na Coreia, \u00e0 prolifera\u00e7\u00e3o nuclear e \u00e0 remilitariza\u00e7\u00e3o do Jap\u00e3o. A aspira\u00e7\u00e3o pela unidade asi\u00e1tica sempre foi mais do que uma manobra diplom\u00e1tica: era uma tradi\u00e7\u00e3o viva de povos anti-imperialistas.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria interveio de forma dura. Conflitos entre Estados e a densa arquitetura das alian\u00e7as militares dos EUA fragmentaram o continente. O regionalismo asi\u00e1tico surgiu de forma cautelosa e desigual. As primeiras plataformas n\u00e3o eram um bom press\u00e1gio para o processo. A Associa\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es do Sudeste Asi\u00e1tico (Asean) \u2013 fundada em 1967 por Indon\u00e9sia, Mal\u00e1sia, Filipinas, Cingapura e Tail\u00e2ndia \u2013 nasceu \u00e0 sombra da guerra dos EUA no Vietn\u00e3 e carregava uma orienta\u00e7\u00e3o anticomunista. Agora, \u00e9 em grande parte um \u00f3rg\u00e3o comercial. O mesmo pode ser dito do Banco Asi\u00e1tico de Desenvolvimento, que surgiu de demandas por financiamento ao desenvolvimento dentro da Comiss\u00e3o Econ\u00f4mica das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a \u00c1sia e o Extremo Oriente (agora chamada de Comiss\u00e3o Econ\u00f4mica e Social das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a \u00c1sia e o Pac\u00edfico), mas logo se tornou outro instrumento para a pol\u00edtica neoliberal sob a domina\u00e7\u00e3o do tesouro dos EUA.<\/p>\n<p>A Organiza\u00e7\u00e3o de Coopera\u00e7\u00e3o de Xangai (SCO) \u2013 fundada em 2001 por China, Cazaquist\u00e3o, Quirguist\u00e3o, R\u00fassia, Tajiquist\u00e3o e Uzbequist\u00e3o \u2013 refletiu outra\u00a0corrente\u00a0hist\u00f3rica: a lenta constru\u00e7\u00e3o de uma ordem n\u00e3o mais organizada em torno do Atl\u00e2ntico Norte, mas em torno da \u00c1sia, que \u00e9 o centro de gravidade emergente da economia mundial. Embora a SCO, que come\u00e7ou como uma organiza\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a, tenha tido sucesso limitado em regionalizar a seguran\u00e7a e expulsar bases estrangeiras da regi\u00e3o, agora est\u00e1 evoluindo para uma plataforma para construir um sistema alternativo de com\u00e9rcio e finan\u00e7as. Desde os cintur\u00f5es de manufatura de alta qualidade da China e do Vietn\u00e3 at\u00e9 os corredores tecnol\u00f3gicos da \u00cdndia e da Coreia do Sul, o continente se tornou o principal\u00a0motor\u00a0do crescimento global. No entanto, essa transforma\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica permanece politicamente fragmentada. Rivalidades interestatais, disputas de fronteira, nacionalismo competitivo, alian\u00e7as militares e a cont\u00ednua presen\u00e7a de pot\u00eancias extra-regionais fragmentam o continente exatamente no momento em que a hist\u00f3ria exige maior coordena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma Uni\u00e3o Asi\u00e1tica poderia reviver o horizonte moral que Bandung uma vez representou. O mundo de hoje sofre com a fragmenta\u00e7\u00e3o e o cinismo. A pol\u00edtica foi reduzida \u00e0 gest\u00e3o em vez de transforma\u00e7\u00e3o. A Palestina continua sob uma ocupa\u00e7\u00e3o brutal. Guerras, san\u00e7\u00f5es e militariza\u00e7\u00e3o continuam devastando sociedades ao redor do mundo. As mudan\u00e7as clim\u00e1ticas amea\u00e7am bilh\u00f5es, especialmente os pobres de regi\u00f5es rurais. Enquanto isso, a riqueza se acumula em uma concentra\u00e7\u00e3o extraordin\u00e1ria, enquanto os trabalhadores enfrentam condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias. Esses n\u00e3o s\u00e3o problemas nacionais ou regionais isolados. S\u00e3o problemas estruturais produzidos por um sistema global que privilegia o lucro sobre a humanidade. A gera\u00e7\u00e3o de Bandung acreditava que outro mundo poderia ser constru\u00eddo por meio da solidariedade entre os povos que lutam contra a domina\u00e7\u00e3o. Esse esp\u00edrito continua sendo essencial.<\/p>\n<p>Uma Uni\u00e3o Asi\u00e1tica, portanto, n\u00e3o \u00e9 uma palavra de ordem ut\u00f3pica, mas uma necessidade material. As economias da \u00c1sia j\u00e1 est\u00e3o profundamente entrela\u00e7adas por meio do com\u00e9rcio, cadeias de suprimento, migra\u00e7\u00e3o, finan\u00e7as, fluxos de energia e corredores de infraestrutura, no entanto, n\u00e3o existe um mecanismo pol\u00edtico continental capaz de gerenciar essas\u00a0interconex\u00f5es. Sem institui\u00e7\u00f5es para coordena\u00e7\u00e3o regional, a integra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica corre o risco de produzir apenas desigualdades mais acentuadas, competi\u00e7\u00e3o intensificada e conflitos militarizados. O continente requer institui\u00e7\u00f5es comuns capazes de reduzir tens\u00f5es interestatais por meio da diplomacia, coordenar o planejamento industrial e tecnol\u00f3gico, garantir sistemas de alimentos e energia, gerenciar crises h\u00eddricas e clim\u00e1ticas, e prevenir que pot\u00eancias externas transformem rivalidades asi\u00e1ticas em zonas permanentes de instabilidade. Acima de tudo, a \u00c1sia requer uma voz pol\u00edtica coletiva \u00e0 altura de seu peso econ\u00f4mico. Sem uma maior unidade regional, a ascens\u00e3o da \u00c1sia permanecer\u00e1 vulner\u00e1vel \u00e0 fragmenta\u00e7\u00e3o, tarifas, san\u00e7\u00f5es, militariza\u00e7\u00e3o e manipula\u00e7\u00e3o externa.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Pan-Yuliang-China-Two-Girls-Dancing-with-Fans-1955-2-1024x834.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"834\" srcset=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Pan-Yuliang-China-Two-Girls-Dancing-with-Fans-1955-2-1024x834.jpg 1024w, https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Pan-Yuliang-China-Two-Girls-Dancing-with-Fans-1955-2-300x244.jpg 300w, https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Pan-Yuliang-China-Two-Girls-Dancing-with-Fans-1955-2-768x626.jpg 768w, https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Pan-Yuliang-China-Two-Girls-Dancing-with-Fans-1955-2.jpg 1500w\"\/><\/p>\n<p id=\"caption-attachment-145355\">Pan Yuliang (China),\u00a0<em>Dupla de meninas dan\u00e7ando com leques<\/em>, 1955.<\/p>\n<p>Quando estive em Gedung Merdeka, pensei n\u00e3o apenas nos l\u00edderes que se reuniram l\u00e1 em 1955, mas tamb\u00e9m nas gera\u00e7\u00f5es que os seguiram \u2014 aquelas que lutaram por reforma agr\u00e1ria, alfabetiza\u00e7\u00e3o, sa\u00fade p\u00fablica, direitos dos trabalhadores e dignidade cultural em toda a \u00c1sia. Muitos de seus sonhos foram interrompidos, mas n\u00e3o foram extintos. As aspira\u00e7\u00f5es de Bandung sobrevivem porque as condi\u00e7\u00f5es que as produziram seguem vivas. O colonialismo formalmente terminou, mas a hierarquia persiste em novas formas. A depend\u00eancia econ\u00f4mica permanece entrincheirada. O poder militar ainda molda as rela\u00e7\u00f5es internacionais. No entanto, a resist\u00eancia tamb\u00e9m continua. Os povos do Sul Global exigem soberania, igualdade e paz.<\/p>\n<p>Em novembro de 2025, escrevi um\u00a0ensaio\u00a0para o Tricontinental \u00c1sia que levantou a quest\u00e3o: \u201cA \u00c1sia \u00e9 poss\u00edvel?\u201d Minha resposta foi que \u201cseria bom para artistas e intelectuais abrir uma conversa s\u00e9ria sobre um novo pan-asiatismo progressista, uma vis\u00e3o continental de um novo tipo de mundo socialista que olha al\u00e9m da gan\u00e2ncia e em dire\u00e7\u00e3o ao amplo paladar da experi\u00eancia e emo\u00e7\u00e3o humanas\u201d. O\u00a0trabalho\u00a0que estamos realizando no departamento da \u00c1sia do nosso instituto \u00e9 uma tentativa de provocar tal conversa e vis\u00e3o.<\/p>\n<p>Ainda acredito que o convite para imaginar um novo pan-asiatismo progressista poderia provocar uma conversa que a regi\u00e3o desesperadamente precisa. Talvez pud\u00e9ssemos nos reunir na Indon\u00e9sia em 2030 para celebrar o 75<sup>\u00ba<\/sup>\u00a0anivers\u00e1rio de Bandung e lan\u00e7ar uma Uni\u00e3o Asi\u00e1tica. Mas tal reuni\u00e3o s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel se os povos da \u00c1sia continuarem a resistir \u00e0 militariza\u00e7\u00e3o de sua regi\u00e3o. De Okinawa \u00e0s Filipinas, movimentos j\u00e1 est\u00e3o\u00a0demandando\u00a0a remo\u00e7\u00e3o das bases militares dos EUA \u2013 a condi\u00e7\u00e3o pr\u00e9via para qualquer coopera\u00e7\u00e3o regional significativa.<\/p>\n<p>Na Confer\u00eancia de Rela\u00e7\u00f5es Asi\u00e1ticas em 1947, Nehru encerrou seu discurso com um poderoso apelo \u00e0 a\u00e7\u00e3o e um reconhecimento de um povo em movimento:<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cH\u00e1 uma nova vitalidade e um poderoso impulso criativo em todos os povos da \u00c1sia. As massas est\u00e3o despertas e exigem seu patrim\u00f4nio. Fortes ventos est\u00e3o soprando por toda a \u00c1sia. N\u00e3o devemos ter medo deles, mas sim acolh\u00ea-los, pois somente com a ajuda deles podemos construir a nova \u00c1sia de nossos sonhos.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Cordialmente,<\/p>\n<p>Vijay<\/p>\n<p><em>*Este \u00e9 um artigo de opini\u00e3o e n\u00e3o necessariamente representa a linha editorial do\u00a0<strong>Brasil do Fato<\/strong>.<\/em><\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><script src=\"https:\/\/connect.facebook.net\/pt_BR\/sdk.js\" id=\"facebook-embed-js\"><\/script><\/p>\n<div class=\"td-all-devices\"><a href=\"https:\/\/agoraouja.com.br\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Google search engine\" src=\"https:\/\/agoraouja.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/anuncio_728x109px.jpg\" width=\"728\" height=\"90\"\/><\/a><\/div>\n<p><a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/colunista\/vijay-prashad\/2026\/06\/09\/construir-a-nova-asia-de-nossos-sonhos\/\">Fonte Original <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O crescimento econ\u00f4mico por si s\u00f3 n\u00e3o garante a soberania genu\u00edna na \u00c1sia; uma plataforma regional de coordena\u00e7\u00e3o continua sendo uma necessidade material vital para salvaguardar a regi\u00e3o contra o imperialismo e o neocolonialismo. 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