{"id":18269,"date":"2026-05-14T15:24:11","date_gmt":"2026-05-14T15:24:11","guid":{"rendered":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2026\/05\/14\/brasil-e-colombia-se-encontram-nas-trajetorias-de-duas-mulheres-negras-raquel-trindade-e-delia-zapata-olivella\/"},"modified":"2026-05-14T15:24:13","modified_gmt":"2026-05-14T15:24:13","slug":"brasil-e-colombia-se-encontram-nas-trajetorias-de-duas-mulheres-negras-raquel-trindade-e-delia-zapata-olivella","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2026\/05\/14\/brasil-e-colombia-se-encontram-nas-trajetorias-de-duas-mulheres-negras-raquel-trindade-e-delia-zapata-olivella\/","title":{"rendered":"Brasil e Col\u00f4mbia se encontram nas trajet\u00f3rias de duas mulheres negras: Raquel Trindade e Delia Zapata Olivella"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Por Surya Aaronovich Pombo de Barros*<\/h4>\n<p>Que imagens, expectativas e vis\u00f5es temos sobre nossos vizinhos latino-americanos? Uma forma de aproxima\u00e7\u00e3o com outra cultura \u00e9 conhecer personalidades interessantes, que se destacam em suas \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o. Quando essas trajet\u00f3rias podem ser comparadas \u00e0s de personalidades brasileiras, esse contato pode ser ainda mais frut\u00edfero. \u00c9 o que pretendo trazer neste texto: refletir sobre a vida e as contribui\u00e7\u00f5es da colombiana Delia Zapata Olivella (1926-2001) com as da brasileira Raquel Trindade (1936-2018) para a cultura latino-americana.<\/p>\n<p>Brasil e Col\u00f4mbia se aproximam em diversos aspectos. Grandiosidade territorial, diversidade natural, hist\u00f3ria de coloniza\u00e7\u00e3o e viol\u00eancia estrutural, como no restante da Am\u00e9rica Latina, s\u00e3o aspectos que nos aproximam. L\u00edngua, culin\u00e1ria, costumes, manifesta\u00e7\u00f5es culturais, h\u00e1 muitas diferen\u00e7as e muitas semelhan\u00e7as. Algo que vale a pena destacar \u00e9 a forma\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o brasileira e colombiana. A forte presen\u00e7a dos povos origin\u00e1rios, os colonizadores europeus e a exist\u00eancia de pessoas negras que vieram no processo de di\u00e1spora africana \u00e9 a base desses pa\u00edses. A isso, acrescentamos outros imigrantes (no caso colombiano, com menos peso que o Brasil, mas ainda assim presentes): asi\u00e1ticos, \u00e1rabes, europeus de outras regi\u00f5es al\u00e9m de Portugal e Espanha formaram as popula\u00e7\u00f5es desses dois pa\u00edses.<\/p>\n<p>Lembrando das coloca\u00e7\u00f5es de L\u00e9lia Gonz\u00e1lez sobre as experi\u00eancias de mulheres negras na \u201cAm\u00e9frica Ladina\u201d, quero falar dessas duas intelectuais negras que merecem ser cada vez mais conhecidas e reverenciadas por suas contribui\u00e7\u00f5es no universo da dan\u00e7a, da educa\u00e7\u00e3o e da cultura de modo geral.<\/p>\n<p>Delia Zapata Olivella nasceu em 1926, em Santa Cruz de Lorica, a 188 quil\u00f4metros de Cartagena, na Costa Caribe colombiana, uma das regi\u00f5es com maior concentra\u00e7\u00e3o de popula\u00e7\u00e3o negra do pa\u00eds. Delia nasceu numa fam\u00edlia incomum, que se destacou no cen\u00e1rio intelectual de sua \u00e9poca. Seu pai, Antonio Maria Zapata (1890-1968), era um homem negro letrado, defensor dos ideais liberais e membro da intelectualidade local. Ele fundou e administrou uma escola, o Col\u00e9gio La Fraternidad (em Lorica, depois transferido para Cartagena). Antonio Maria escrevia para a imprensa, era dramaturgo, fundou sua pr\u00f3pria Companhia de Teatro, onde tamb\u00e9m atuava. Foi professor no Bachillerato da Universidade de Cartagena, uma escola de prest\u00edgio que preparava estudantes para o ingresso em universidades e tamb\u00e9m para a doc\u00eancia e o jornalismo. Ele e Edelmira Olivella Veras tiveram sete filhos, entre os quais Juan e Manuel Zapata Olivella. Os dois estudaram medicina, publicaram na imprensa, escreveram pe\u00e7as de teatro e, como Manuel, livros que fazem parte do c\u00e2none liter\u00e1rio do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Foi nesse ambiente que Delia passou seus primeiros anos. Ela iniciou os estudos no col\u00e9gio do pai, em seguida estudou na Escuela Normal Superior, em Santa Marta e, posteriormente, fez o Bachillerato (equivalente ao ensino m\u00e9dio no Brasil) na Universidade de Cartagena, tendo sido a primeira mulher a frequentar essa institui\u00e7\u00e3o. Dizem as biografias que ela pretendia seguir os passos dos irm\u00e3os Juan e Manuel e estudar medicina, mas que o \u00faltimo, de quem foi muito pr\u00f3xima a vida inteira, a teria convencido a seguir seus pendores art\u00edsticos e entrar em Belas Artes. Ela se mudou junto com Manuel para Bogot\u00e1, se formando em escultura na Universidade Nacional de Col\u00f4mbia, a institui\u00e7\u00e3o universit\u00e1ria de maior prest\u00edgio no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Raquel Trindade de Souza nasceu em Recife, em 1936. Como Delia, sua origem tamb\u00e9m \u00e9 marcada pela import\u00e2ncia de seus pais no cen\u00e1rio art\u00edstico e cultural brasileiro. Sua m\u00e3e, a paraibana Maria Margarida da Trindade (1917-?), era core\u00f3grafa e terapeuta ocupacional. Solano Trindade (1908-19710), seu pai, foi um importante poeta pernambucano, dramaturgo, ator, artista pl\u00e1stico, comunista e ativista negro, reconhecido como uma das principais vozes da literatura afro-brasileira. Autor de versos como \u201cse tem gente com fome\/d\u00e1 de comer\u201d, ele foi um dos criadores da Frente Negra Pernambucana e do Centro de Cultura Afro-Brasileiro em Recife. Na d\u00e9cada de 1930, migrou para o \u201csul\u201d, e em 1943, quando Raquel tinha sete anos, sua fam\u00edlia se juntou a ele no Rio de Janeiro, onde Maria Margarida atuou por 25 anos junto \u00e0 psiquiatra Nise da Silveira e onde o casal, junto ao soci\u00f3logo Edison Carneiro (1912 \u2013 1972) fundou o Teatro Popular Brasileiro em 1950.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><figcaption class=\"wp-element-caption\">Fam\u00edlia Solano Trindade <span class=\"credit-separator\">|<\/span> <span class=\"image-credit\">Cr\u00e9dito: Reprodu\u00e7\u00e3o\/MST<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>Raquel foi criada e se desenvolveu nesse ambiente intelectual, art\u00edstico, militante, herdeira de uma tradi\u00e7\u00e3o afro-brasileira combativa e vinculada ao mundo das artes. Ela contou, em entrevistas, sobre sua rela\u00e7\u00e3o com o pai: \u201cEle queria que eu ouvisse m\u00fasica popular, m\u00fasica negra e m\u00fasica erudita, e ele me levava no Municipal para ouvir \u00f3pera, porque sempre tinha \u00e0 tarde, na hora do almo\u00e7o, n\u00e9? Me levava pra Biblioteca Nacional, me levava pra Pinacoteca, tudo ali pertinho, no centro do Rio\u201d (entrevista). Ele tamb\u00e9m a levava aos ensaios de Mercedes Batista, considerada a primeira bailarina negra do Brasil.<\/p>\n<p>Raquel fez o ensino prim\u00e1rio em institui\u00e7\u00f5es de Duque de Caxias, na baixada fluminense, e o secund\u00e1rio em um col\u00e9gio particular em uma escola da zona sul carioca, financiado por um professor negro que viu seu potencial enquanto era sua aluna no gin\u00e1sio. Raquel conta que queria ser artista desde crian\u00e7a, aprendeu em casa sobre dan\u00e7as populares como o maracatu, o jongo, o maculel\u00ea, entre outras express\u00f5es, passando a fazer parte da companhia do pai ao sair da inf\u00e2ncia. Nos anos 1960, mudou para S\u00e3o Paulo, para a cidade de Embu das Artes, onde se radicou como Raquel Kambinda.<\/p>\n<p>Delia tamb\u00e9m criou grupos de bal\u00e9 e institutos culturais. Pintora, dan\u00e7arina, folclorista, intelectual, a costenha foi viver em Bogot\u00e1 para estudar e participou ativamente do grupo de estudantes e intelectuais negros que agitavam a capital do pa\u00eds. Em 1943, por exemplo, ela marchou ao lado do irm\u00e3o Manuel e de outros estudantes negros pelas ruas do centro da cidade, defendendo a igualdade e denunciando o racismo, no que seria chamado de Dia do Negro. O grupo discursou, bailou cumbia, escutou m\u00fasicas de origem afro e, al\u00e9m de tudo, fundou o Clube Negro de Colombia, um marco para as discuss\u00f5es sobre rela\u00e7\u00f5es raciais no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Em 1951, a bailarina negra estadunidense, core\u00f3grafa e pioneira na antropologia da dan\u00e7a Katherine Dunham (1909-2006) realizava uma turn\u00ea pela Am\u00e9rica Latina. Delia e Manuel, depois de assistir \u00e0 apresenta\u00e7\u00e3o <em>Ballet Negro<\/em>, em Bogot\u00e1, se sentiram impelidos a formar um grupo de dan\u00e7a que celebrasse suas ra\u00edzes negras e ind\u00edgenas. Em 1954, Delia, chamada desde ent\u00e3o de \u201ca primeira bailarina negra da Col\u00f4mbia\u201d se apresentou com o grupo em Cartagena e, em seguida, no Teatro Col\u00f3n, de Bogot\u00e1, causando furor com seu espet\u00e1culo composto por campesinos, pescadores e bailarinos dos litorais (Col\u00f4mbia \u00e9 banhada pelo Atl\u00e2ntico e Pac\u00edfico, sendo ambas as regi\u00f5es com predom\u00ednio de popula\u00e7\u00e3o negra) em um ambiente dominado pelas formas europeias, um espa\u00e7o que at\u00e9 ent\u00e3o s\u00f3 havia recebido concertos, dan\u00e7a e teatro cl\u00e1ssicos.<\/p>\n<p>Durante esse per\u00edodo, Delia realizou viagens de campo junto ao irm\u00e3o Manuel. Ela j\u00e1 tinha uma filha, Edelmira (mesmo nome da m\u00e3e), que nascera em 1953, a quem levava nessas inscurs\u00f5es. Nesse per\u00edodo, eles percorreram selvas, povoados e regi\u00f5es ribeirinhas, recolhendo m\u00fasicas, dan\u00e7as, mitos, vestu\u00e1rios e formas de vida de regi\u00f5es remotas do pa\u00eds. Eles passavam cerca de dois meses em cada cidade. Para financiar a viagem, ela conta que penduravam uma placa de \u201cm\u00e9dico\u201d e, abaixo, \u201cmodista\u201d. Manuel atendia os pacientes e ela passava o dia costurando. \u00c0 noite, quando os campesinos chegavam da lida, lhes ensinavam a dan\u00e7ar os cantos e outras manifesta\u00e7\u00f5es. Como havia feito escultura, desenhava tudo para n\u00e3o se esquecer, registrando em seus cadernos os ensinamentos que colhia do povo.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" data-dominant-color=\"f1f1f1\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #f1f1f1;\" decoding=\"async\" width=\"615\" height=\"1024\" sizes=\"auto, (max-width: 615px) 100vw, 615px\" src=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Delia-Zapata-Olivellaa-1-615x1024-1.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-969856 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Delia-Zapata-Olivellaa-1-615x1024-1.webp 615w, https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Delia-Zapata-Olivellaa-1-615x1024-1-180x300.webp 180w\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Ilustra\u00e7\u00e3o de Delia Zapata Olivella para seu livro \u2018La Cumbia: s\u00edntesis de la naci\u00f3n colombiana\u2019. Fonte: gaceta.co <span class=\"credit-separator\">|<\/span> <span class=\"image-credit\">Cr\u00e9dito: Biblioteca Luis \u00c1ngel Arango<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>Em 1957, a companhia de Delia realizou uma turn\u00ea internacional, passando por Fran\u00e7a, Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, China, Tchecoslov\u00e1quia, as duas Alemanhas e Espanha. Ficaram na Europa por dois anos, voltaram de navio, deportados por falta de recursos para as passagens. Muitas hist\u00f3rias sobre essa viagem aparecem nos registros sobre Delia: as dificuldades, o frio sofrido por dan\u00e7arinos que eram de regi\u00f5es quentes da Col\u00f4mbia, epis\u00f3dios como o sumi\u00e7o do figurino na China, com Delia trabalhando com costureiras chinesas para refazer as roupas tradicionais das costas colombianas\u2026 E, tamb\u00e9m, o deslumbre causado em plateias t\u00e3o distintas.\u00a0<\/p>\n<p>Em 1960, Delia fundou o Bal\u00e9 Folcl\u00f3rico da Col\u00f4mbia. Em 1963, foi convidada a dirigir o corpo de baile do Instituto Popular de Cultura de Cali, possibilitando sua aproxima\u00e7\u00e3o com a regi\u00e3o do Pac\u00edfico e suas tradi\u00e7\u00f5es afro-pac\u00edfico-colombianas.<\/p>\n<p>Delia foi vigiada pelos poderes oficiais, acusada de aproxima\u00e7\u00e3o com o comunismo, mas isso n\u00e3o impediu seu desenvolvimento. Em 1965, ganhou uma bolsa de interc\u00e2mbio cultural da OEA nos EUA. Quando voltou, tinha consolidado seu papel como pedagoga, te\u00f3rica e pesquisadora da dan\u00e7a. Foi convidada a lecionar na Universidade Nacional da Col\u00f4mbia, onde\u00a0 formou gera\u00e7\u00f5es de bailarinos.<\/p>\n<p>Em 1976, ela criou o Instituto Folcl\u00f3rico Colombiano Delia Zapata de Olivella \u2013 <em>El palenque de Delia<\/em>, que influencia a cultura colombiana at\u00e9 os dias atuais. Delia escreveu artigos, textos de divulga\u00e7\u00e3o e livros que s\u00e3o refer\u00eancias obrigat\u00f3rias para quem se interesse por dan\u00e7a, m\u00fasica, cultura popular e contribui\u00e7\u00f5es negras: <em>La Cumbia: s\u00edntesis de la naci\u00f3n colombiana <\/em>(1962), <em>Manual de Danzas de la Costa Pac\u00edfica de Colombia<\/em> (1998) e <em>Manual de Danzas de la Costa Atl\u00e1ntica de Colombia<\/em> (2003, obra p\u00f3stuma).<\/p>\n<p>Uma frase de Delia nos ajuda a entender como encarava sua atua\u00e7\u00e3o: \u201cYo no bailo por bailar, yo bailo para contar qui\u00e9nes somos\u201d.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"948983\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #948983;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"824\" height=\"1024\" sizes=\"auto, (max-width: 824px) 100vw, 824px\" src=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/1950s-Delia-Zapata-Olivella-y-El-Millo_Fotografia-Nereo-Lopez-824x1024.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-969860 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/1950s-Delia-Zapata-Olivella-y-El-Millo_Fotografia-Nereo-Lopez-824x1024.webp 824w, https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/1950s-Delia-Zapata-Olivella-y-El-Millo_Fotografia-Nereo-Lopez-241x300.webp 241w, https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/1950s-Delia-Zapata-Olivella-y-El-Millo_Fotografia-Nereo-Lopez-768x954.webp 768w, https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/1950s-Delia-Zapata-Olivella-y-El-Millo_Fotografia-Nereo-Lopez.webp 1080w\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Delia Zapata Olivella e Erasmo \u2018El Millo\u2019 Arrieta. Fonte: Biblioteca Nacional de Col\u00f4mbia <span class=\"credit-separator\">|<\/span> <span class=\"image-credit\">Cr\u00e9dito: Nereo L\u00f3pez\/Arquivo da Fundaci\u00f3n Delia Zapata Olivella<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>Delia morreu em 2001 em decorr\u00eancia da mal\u00e1ria que pegou na Costa do Marfim, quando participava de um encontro de folcloristas. Este ano de 2026, centen\u00e1rio de seu nascimento, foi decretado pelo Minist\u00e9rio das Culturas colombiano como \u201cAno Delia\u201d, com a realiza\u00e7\u00e3o de diversas atividades art\u00edsticas e culturais, publica\u00e7\u00f5es e eventos acad\u00eamicos em sua homenagem.<\/p>\n<p>Raquel Trindade \u00e9 considerada uma multiartista, se destacando n\u00e3o apenas por sua contribui\u00e7\u00e3o para o teatro e a dan\u00e7a no Brasil, mas tamb\u00e9m como pintora, figurinista, core\u00f3grafa,\u00a0 professora e autora. Seu primeiro filho foi gerado numa viagem do Teatro Popular Brasileiro \u00e0 Europa, quando Raquel cursava o segundo ano do ensino secund\u00e1rio. O grupo foi convidado em 1955 a se apresentar na Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, passando tamb\u00e9m por Fran\u00e7a, Alemanha, Pol\u00f4nia e Tchecoslov\u00e1quia. Por uma diferen\u00e7a de apenas dois anos, o grupo brasileiro n\u00e3o se encontrou com o colombiano, que viajaria para a Europa em 1957.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img data-dominant-color=\"776d62\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #776d62;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"583\" height=\"583\" sizes=\"auto, (max-width: 583px) 100vw, 583px\" src=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/obra_11587366.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-969863 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/obra_11587366.webp 583w, https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/obra_11587366-300x300.webp 300w, https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/obra_11587366-150x150.webp 150w\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Autorretrato feito por Raquel Trindade. Fonte: Cat\u00e1logo das Artes <span class=\"credit-separator\">|<\/span> <span class=\"image-credit\">Cr\u00e9dito: Raquel Trindade<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>Ao voltar da turn\u00ea, o pai de Raquel resolveu se radicar em S\u00e3o Paulo e, em 1961, se mudaram para a cidade de Embu das Artes, a 45 quil\u00f4metros da capital. Ali, Raquel Trindade foi desenvolvendo sua pesquisa e reflex\u00f5es sobre a cultura popular brasileira, organizando festas e eventos com jongo, samba, maracatu, lundu, coco, entre outras manifesta\u00e7\u00f5es de matriz africana. Raquel foi criada entre o marxismo do pai e o cristianismo da m\u00e3e, que era da Igreja Presbiteriana, mas nesse per\u00edodo se iniciou no Candombl\u00e9, tornando-se mais tarde ialorix\u00e1. Em suas palavras: \u201c\u00c9 a coisa de preservar e passar o que a gente sabe \u00e0s pessoas. N\u00e3o \u00e9 um trabalho s\u00f3 de Carnaval, \u00e9 da vida inteira\u201d.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img data-dominant-color=\"958180\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #958180;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"500\" height=\"333\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" src=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Raquel-Trindade_Prefeitura-de-Embu-das-Artes.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-969865 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Raquel-Trindade_Prefeitura-de-Embu-das-Artes.webp 500w, https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Raquel-Trindade_Prefeitura-de-Embu-das-Artes-300x200.webp 300w\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Fundadora do Teatro Solano Trindade, em Embu, Trindade tinha um papel fundamental na promo\u00e7\u00e3o da cultura afro-brasileira <span class=\"credit-separator\">|<\/span> <span class=\"image-credit\">Cr\u00e9dito: Prefeitura de Embu das Artes<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>A partir do legado familiar, Raquel fundou o Teatro Popular Solano Trindade, em 1975, depois da morte do pai. Desde ali, disseminava seus conhecimentos, os ritmos, dan\u00e7as populares, e a dan\u00e7a dos orix\u00e1s. Criou a Na\u00e7\u00e3o Kambinda de Maracatu e o Bloco Carnavalesco da Kambinda, al\u00e9m de atuar no Carnaval do Rio de Janeiro e de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 1980, foi convidada, por seu not\u00f3rio saber, a lecionar na Unicamp. L\u00e1, ela ensinou dan\u00e7as afro-brasileiras nos cursos de dan\u00e7a e artes c\u00eanicas e o tema \u201cCultura negra e teatro negro no Brasil\u201d no curso de extens\u00e3o Problemas Brasileiros. Sofreu racismo no ambiente universit\u00e1rio e, depois de alguns anos lecionando e atuando na extens\u00e3o universit\u00e1ria, resolveu se dedicar exclusivamente aos projetos em Embu das Artes. Mas seu legado na Unicamp permanece. Ela havia criado o grupo de extens\u00e3o Urucungos, Pu\u00edtas e Quijengues, que depois foi transformado em um ponto de cultura. Raquel tamb\u00e9m ministrou aulas na Universidade Federal de S\u00e3o Carlos, Anhembi Morumbi, USP e Unifesp.<\/p>\n<p>Raquel \u00e9 autora do livro <em>Embu: de Aldeia de M\u2019Boy a Terra das Artes <\/em>(2004 e reeditado em 2011), al\u00e9m de <em>Urucungos, Pu\u00edtas e Quijengues (Dan\u00e7a de Origem Banto)<\/em> (2016) e coautora de <em>Os Orix\u00e1s e a Natureza<\/em> (2012). Em 2012, foi condecorada como Comendadora da Ordem do M\u00e9rito Cultural, sob a presid\u00eancia de Dilma Rousseff. A Rainha Kambinda morreu em 2018, causando como\u00e7\u00e3o. Em sua homenagem foram realizadas exposi\u00e7\u00f5es, eventos, textos e produ\u00e7\u00f5es na m\u00eddia.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img data-dominant-color=\"423b39\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #423b39;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"495\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" src=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Raquel-Trindade_-Foto-Marcelo-de-Tome.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-969866 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Raquel-Trindade_-Foto-Marcelo-de-Tome.webp 800w, https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Raquel-Trindade_-Foto-Marcelo-de-Tome-300x186.webp 300w, https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Raquel-Trindade_-Foto-Marcelo-de-Tome-768x475.webp 768w\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Raquel Trindade <span class=\"credit-separator\">|<\/span> <span class=\"image-credit\">Cr\u00e9dito: Marcelo de Tom\u00e9<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>Delia Zapata Olivella e Raquel Trindade nasceram em pa\u00edses diferentes e possuem trajet\u00f3rias diversas. Ainda assim, ambas compartilham experi\u00eancias comuns: foram professoras, artistas e lideran\u00e7as. Acima de tudo, foram intelectuais negras, que advogaram a heran\u00e7a afro-diasp\u00f3rica, mostrando que o corpo pensa e carrega mem\u00f3ria, que o corpo e as manifesta\u00e7\u00f5es culturais populares s\u00e3o arquivo vivo de hist\u00f3rias coletivas. Seu legado permanece no trabalho de filhas, netos e bisnetos, e tamb\u00e9m das pessoas que reconhecem sua import\u00e2ncia e contribui\u00e7\u00f5es. Ambas fizeram arte olhando para seus pr\u00f3prios pa\u00edses e culturas, mas ensinam sobre mem\u00f3ria, hist\u00f3ria, beleza, luta e resist\u00eancia.<\/p>\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Sugest\u00f5es sobre Raquel Trindade<\/h4>\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Sugest\u00f5es sobre Delia Zapata Olivella<\/h4>\n<p><em>*Surya Aaronovich Pombo de Barros \u00e9 historiadora, professora de Pol\u00edtica Educacional, Educa\u00e7\u00e3o e Rela\u00e7\u00f5es Raciais e Hist\u00f3ria da Educa\u00e7\u00e3o na UFPB.<\/em><\/p>\n<p><em>**A opini\u00e3o contida neste texto n\u00e3o necessariamente representa a linha editorial do\u00a0<strong>Brasil de Fato<\/strong>.<\/em><\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><script src=\"https:\/\/connect.facebook.net\/pt_BR\/sdk.js\" id=\"facebook-embed-js\"><\/script><\/p>\n<div class=\"td-all-devices\"><a href=\"https:\/\/agoraouja.com.br\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Google search engine\" src=\"https:\/\/agoraouja.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/anuncio_728x109px.jpg\" width=\"728\" height=\"90\"\/><\/a><\/div>\n<p><a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/colunista\/corda-bamba\/2026\/05\/14\/brasil-e-colombia-se-encontram-nas-trajetorias-de-duas-mulheres-negras-delia-zapata-olivella-e-raquel-trindade\/\">Fonte Original <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Surya Aaronovich Pombo de Barros* Que imagens, expectativas e vis\u00f5es temos sobre nossos vizinhos latino-americanos? Uma forma de aproxima\u00e7\u00e3o com outra cultura \u00e9 conhecer personalidades interessantes, que se destacam em suas \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o. Quando essas trajet\u00f3rias podem ser comparadas \u00e0s de personalidades brasileiras, esse contato pode ser ainda mais frut\u00edfero. \u00c9 o que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":18270,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_daextrevop_audio_file_url":"","_daextrevop_audio_file_creation_date":"","_daextrevop_text_to_speech":"","_daextrevop_document_type":"","footnotes":""},"categories":[32],"tags":[],"class_list":["post-18269","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-saude"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v23.6 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Brasil e Col\u00f4mbia se encontram nas trajet\u00f3rias de duas mulheres negras: Raquel Trindade e Delia Zapata Olivella - Agora ou J\u00e1!<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2026\/05\/14\/brasil-e-colombia-se-encontram-nas-trajetorias-de-duas-mulheres-negras-raquel-trindade-e-delia-zapata-olivella\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Brasil e Col\u00f4mbia se encontram nas trajet\u00f3rias de duas mulheres negras: Raquel Trindade e Delia Zapata Olivella - Agora ou J\u00e1!\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Por Surya Aaronovich Pombo de Barros* Que imagens, expectativas e vis\u00f5es temos sobre nossos vizinhos latino-americanos? Uma forma de aproxima\u00e7\u00e3o com outra cultura \u00e9 conhecer personalidades interessantes, que se destacam em suas \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o. Quando essas trajet\u00f3rias podem ser comparadas \u00e0s de personalidades brasileiras, esse contato pode ser ainda mais frut\u00edfero. \u00c9 o que [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2026\/05\/14\/brasil-e-colombia-se-encontram-nas-trajetorias-de-duas-mulheres-negras-raquel-trindade-e-delia-zapata-olivella\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Agora ou J\u00e1!\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2026-05-14T15:24:11+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2026-05-14T15:24:13+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/agoraouja.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Brasil-e-Colombia-se-encontram-nas-trajetorias-de-duas-mulheres.webp\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"1170\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"700\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/webp\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Agora ou J\u00e1\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Agora ou J\u00e1\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"13 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2026\/05\/14\/brasil-e-colombia-se-encontram-nas-trajetorias-de-duas-mulheres-negras-raquel-trindade-e-delia-zapata-olivella\/\",\"url\":\"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2026\/05\/14\/brasil-e-colombia-se-encontram-nas-trajetorias-de-duas-mulheres-negras-raquel-trindade-e-delia-zapata-olivella\/\",\"name\":\"Brasil e Col\u00f4mbia se encontram nas trajet\u00f3rias de duas mulheres negras: Raquel Trindade e Delia Zapata Olivella - Agora ou J\u00e1!\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/agoraouja.com.br\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2026\/05\/14\/brasil-e-colombia-se-encontram-nas-trajetorias-de-duas-mulheres-negras-raquel-trindade-e-delia-zapata-olivella\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2026\/05\/14\/brasil-e-colombia-se-encontram-nas-trajetorias-de-duas-mulheres-negras-raquel-trindade-e-delia-zapata-olivella\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/agoraouja.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Brasil-e-Colombia-se-encontram-nas-trajetorias-de-duas-mulheres.webp\",\"datePublished\":\"2026-05-14T15:24:11+00:00\",\"dateModified\":\"2026-05-14T15:24:13+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\/\/agoraouja.com.br\/#\/schema\/person\/98db3648b1d83cb4e4b03bf7090388d4\"},\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2026\/05\/14\/brasil-e-colombia-se-encontram-nas-trajetorias-de-duas-mulheres-negras-raquel-trindade-e-delia-zapata-olivella\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2026\/05\/14\/brasil-e-colombia-se-encontram-nas-trajetorias-de-duas-mulheres-negras-raquel-trindade-e-delia-zapata-olivella\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2026\/05\/14\/brasil-e-colombia-se-encontram-nas-trajetorias-de-duas-mulheres-negras-raquel-trindade-e-delia-zapata-olivella\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\/\/agoraouja.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Brasil-e-Colombia-se-encontram-nas-trajetorias-de-duas-mulheres.webp\",\"contentUrl\":\"https:\/\/agoraouja.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Brasil-e-Colombia-se-encontram-nas-trajetorias-de-duas-mulheres.webp\",\"width\":1170,\"height\":700,\"caption\":\"Montagem BdF-PB\"},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2026\/05\/14\/brasil-e-colombia-se-encontram-nas-trajetorias-de-duas-mulheres-negras-raquel-trindade-e-delia-zapata-olivella\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/agoraouja.com.br\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Brasil e Col\u00f4mbia se encontram nas trajet\u00f3rias de duas mulheres negras: Raquel Trindade e Delia Zapata Olivella\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/agoraouja.com.br\/#website\",\"url\":\"https:\/\/agoraouja.com.br\/\",\"name\":\"Agora ou J\u00e1!\",\"description\":\"Agora ou J\u00e1!\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/agoraouja.com.br\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/agoraouja.com.br\/#\/schema\/person\/98db3648b1d83cb4e4b03bf7090388d4\",\"name\":\"Agora ou J\u00e1\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/agoraouja.com.br\/#\/schema\/person\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/5a31ce5d2fd14f206a1769dc9072526999e59db46e13dda5ba416bd373264398?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/5a31ce5d2fd14f206a1769dc9072526999e59db46e13dda5ba416bd373264398?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"Agora ou J\u00e1\"},\"sameAs\":[\"https:\/\/agoraouja.com.br\"],\"url\":\"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/author\/agoraouja\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Brasil e Col\u00f4mbia se encontram nas trajet\u00f3rias de duas mulheres negras: Raquel Trindade e Delia Zapata Olivella - Agora ou J\u00e1!","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2026\/05\/14\/brasil-e-colombia-se-encontram-nas-trajetorias-de-duas-mulheres-negras-raquel-trindade-e-delia-zapata-olivella\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Brasil e Col\u00f4mbia se encontram nas trajet\u00f3rias de duas mulheres negras: Raquel Trindade e Delia Zapata Olivella - Agora ou J\u00e1!","og_description":"Por Surya Aaronovich Pombo de Barros* Que imagens, expectativas e vis\u00f5es temos sobre nossos vizinhos latino-americanos? Uma forma de aproxima\u00e7\u00e3o com outra cultura \u00e9 conhecer personalidades interessantes, que se destacam em suas \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o. Quando essas trajet\u00f3rias podem ser comparadas \u00e0s de personalidades brasileiras, esse contato pode ser ainda mais frut\u00edfero. \u00c9 o que [&hellip;]","og_url":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2026\/05\/14\/brasil-e-colombia-se-encontram-nas-trajetorias-de-duas-mulheres-negras-raquel-trindade-e-delia-zapata-olivella\/","og_site_name":"Agora ou J\u00e1!","article_published_time":"2026-05-14T15:24:11+00:00","article_modified_time":"2026-05-14T15:24:13+00:00","og_image":[{"width":1170,"height":700,"url":"https:\/\/agoraouja.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Brasil-e-Colombia-se-encontram-nas-trajetorias-de-duas-mulheres.webp","type":"image\/webp"}],"author":"Agora ou J\u00e1","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"Agora ou J\u00e1","Est. tempo de leitura":"13 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2026\/05\/14\/brasil-e-colombia-se-encontram-nas-trajetorias-de-duas-mulheres-negras-raquel-trindade-e-delia-zapata-olivella\/","url":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2026\/05\/14\/brasil-e-colombia-se-encontram-nas-trajetorias-de-duas-mulheres-negras-raquel-trindade-e-delia-zapata-olivella\/","name":"Brasil e Col\u00f4mbia se encontram nas trajet\u00f3rias de duas mulheres negras: Raquel Trindade e Delia Zapata Olivella - Agora ou J\u00e1!","isPartOf":{"@id":"https:\/\/agoraouja.com.br\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2026\/05\/14\/brasil-e-colombia-se-encontram-nas-trajetorias-de-duas-mulheres-negras-raquel-trindade-e-delia-zapata-olivella\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2026\/05\/14\/brasil-e-colombia-se-encontram-nas-trajetorias-de-duas-mulheres-negras-raquel-trindade-e-delia-zapata-olivella\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/agoraouja.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Brasil-e-Colombia-se-encontram-nas-trajetorias-de-duas-mulheres.webp","datePublished":"2026-05-14T15:24:11+00:00","dateModified":"2026-05-14T15:24:13+00:00","author":{"@id":"https:\/\/agoraouja.com.br\/#\/schema\/person\/98db3648b1d83cb4e4b03bf7090388d4"},"breadcrumb":{"@id":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2026\/05\/14\/brasil-e-colombia-se-encontram-nas-trajetorias-de-duas-mulheres-negras-raquel-trindade-e-delia-zapata-olivella\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2026\/05\/14\/brasil-e-colombia-se-encontram-nas-trajetorias-de-duas-mulheres-negras-raquel-trindade-e-delia-zapata-olivella\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2026\/05\/14\/brasil-e-colombia-se-encontram-nas-trajetorias-de-duas-mulheres-negras-raquel-trindade-e-delia-zapata-olivella\/#primaryimage","url":"https:\/\/agoraouja.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Brasil-e-Colombia-se-encontram-nas-trajetorias-de-duas-mulheres.webp","contentUrl":"https:\/\/agoraouja.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Brasil-e-Colombia-se-encontram-nas-trajetorias-de-duas-mulheres.webp","width":1170,"height":700,"caption":"Montagem BdF-PB"},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2026\/05\/14\/brasil-e-colombia-se-encontram-nas-trajetorias-de-duas-mulheres-negras-raquel-trindade-e-delia-zapata-olivella\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/agoraouja.com.br\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Brasil e Col\u00f4mbia se encontram nas trajet\u00f3rias de duas mulheres negras: Raquel Trindade e Delia Zapata Olivella"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/agoraouja.com.br\/#website","url":"https:\/\/agoraouja.com.br\/","name":"Agora ou J\u00e1!","description":"Agora ou J\u00e1!","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/agoraouja.com.br\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/agoraouja.com.br\/#\/schema\/person\/98db3648b1d83cb4e4b03bf7090388d4","name":"Agora ou J\u00e1","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/agoraouja.com.br\/#\/schema\/person\/image\/","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/5a31ce5d2fd14f206a1769dc9072526999e59db46e13dda5ba416bd373264398?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/5a31ce5d2fd14f206a1769dc9072526999e59db46e13dda5ba416bd373264398?s=96&d=mm&r=g","caption":"Agora ou J\u00e1"},"sameAs":["https:\/\/agoraouja.com.br"],"url":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/author\/agoraouja\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18269","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18269"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18269\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18271,"href":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18269\/revisions\/18271"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18270"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18269"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18269"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18269"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}