{"id":18264,"date":"2026-05-14T09:24:14","date_gmt":"2026-05-14T09:24:14","guid":{"rendered":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2026\/05\/14\/gestao-por-ameaca-engenheiras-relatam-assedio-moral-de-gestor-da-syngenta-multinacional-dos-agrotoxicos\/"},"modified":"2026-05-14T09:24:16","modified_gmt":"2026-05-14T09:24:16","slug":"gestao-por-ameaca-engenheiras-relatam-assedio-moral-de-gestor-da-syngenta-multinacional-dos-agrotoxicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2026\/05\/14\/gestao-por-ameaca-engenheiras-relatam-assedio-moral-de-gestor-da-syngenta-multinacional-dos-agrotoxicos\/","title":{"rendered":"\u2018Gest\u00e3o por amea\u00e7a\u2019: engenheiras relatam ass\u00e9dio moral de gestor da Syngenta, multinacional dos agrot\u00f3xicos"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>Vigil\u00e2ncia constante, gritos, amea\u00e7as, persegui\u00e7\u00f5es e demiss\u00f5es sem explica\u00e7\u00f5es. Duas ex-funcion\u00e1rias da equipe de infraestrutura da Syngenta ouvidas pelo <strong>Brasil de Fato<\/strong> acusam a empresa, uma das maiores produtoras de agrot\u00f3xicos e sementes transg\u00eanicas do mundo, de ass\u00e9dio moral e irregularidades na condu\u00e7\u00e3o do problema.<\/p>\n<p>\u201cEra uma gest\u00e3o por amea\u00e7a\u201d, diz Juliana*, engenheira civil que est\u00e1 processando a empresa ap\u00f3s ser demitida em plena crise de <em>burnout<\/em>. \u201cEra uma gest\u00e3o por medo mesmo, sabe? Ele me fez v\u00e1rias amea\u00e7as de desligamento\u201d, completa, referindo-se ao seu gestor na Syngenta.<\/p>\n<p>Questionada pela reportagem, a empresa n\u00e3o detalhou o caso de Juliana, mas afirmou que \u201ca sa\u00fade mental dos empregados e terceiros \u00e9 um tema priorit\u00e1rio\u201d. A primeira audi\u00eancia do caso de Juliana est\u00e1 marcada para julho deste ano. Em julho de 2025, o <strong>Brasil de Fato<\/strong> relatou um caso de ass\u00e9dio moral e sexual na mesma empresa. <\/p>\n<p>Em 2023, Juliana foi contratada pela empresa como coordenadora de projetos de infraestrutura para planejar e acompanhar a constru\u00e7\u00e3o de laborat\u00f3rios e armaz\u00e9ns na unidade de Paul\u00ednia, no interior de S\u00e3o Paulo. No entanto, ela acusa o seu superior, Alex Novaes, de cercear o seu trabalho desde o in\u00edcio.<\/p>\n<p>\u201cEle n\u00e3o deixava eu exercer o meu cargo de coordenadora. Isso me afetava bastante, porque eu n\u00e3o tinha o que fazer. Ele saiu da mesa dele em outra sala e veio sentar na minha frente no cont\u00eainer da obra para saber tudo que eu fazia. Eu n\u00e3o tinha espa\u00e7o para trabalhar\u201d.<\/p>\n<p>Segundo ela, ele chegou a demitir 12 pessoas que estariam sob a sua coordena\u00e7\u00e3o, sem avis\u00e1-la, nem dar explica\u00e7\u00f5es das raz\u00f5es para tal. A engenheira conta ainda que, para garantir o cronograma da obra, Novaes teria pressionado para pular procedimentos de seguran\u00e7a para a constru\u00e7\u00e3o. \u201cEle queria que a gente n\u00e3o seguisse procedimentos de seguran\u00e7a\u201d, afirma Juliana, que registrou os casos por e-mail.<\/p>\n<p>Novaes foi procurado pela reportagem e pediu para que procurasse a assessoria de imprensa da empresa, que enviou uma nota alegando possuir s\u00f3lida pol\u00edtica de <em>compliance.<\/em><\/p>\n<p>A informa\u00e7\u00e3o \u00e9 confirmada por Sueli*, que trabalhava como terceirizada na equipe. Ela afirma que era comum que Novaes gritasse, pressionasse e amea\u00e7asse tamb\u00e9m os terceirizados, fazendo com que outros subordinados e os prestadores adotassem pr\u00e1ticas semelhantes.<\/p>\n<p>Sobre a burla das normas de seguran\u00e7a, Sueli exemplifica com o caso da fixa\u00e7\u00e3o de blocos de funda\u00e7\u00e3o na constru\u00e7\u00e3o de uma unidade fabril, na qual era preciso definir o espa\u00e7o de confinamento e os procedimentos para evitar poss\u00edveis acidentes. \u201c\u00c9 um espa\u00e7o que, se acontecer qualquer coisa, a pessoa n\u00e3o tem como sair correndo, n\u00e3o tem como se proteger, n\u00e3o tem como ser resgatada\u201d, explicou, acrescentando que, para esse tipo de opera\u00e7\u00e3o, \u00e9 preciso ter uma estrutura de apoio com bombeiro e ambul\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Um m\u00eas antes do in\u00edcio do i\u00e7amento e fixa\u00e7\u00e3o dos blocos de concreto de cerca de dois metros de altura e largura, um t\u00e9cnico de seguran\u00e7a, tamb\u00e9m terceirizado, come\u00e7ou a cobrar o plano com procedimentos de seguran\u00e7a. \u201cChegou o dia de fazer atividade, o t\u00e9cnico de seguran\u00e7a, cumprindo uma norma interna da empresa, falou: \u2018N\u00e3o vou liberar, porque voc\u00eas n\u00e3o entregaram o plano\u2019. E a\u00ed o que aconteceu? O dono da construtora ligou para o Alex e ele desceu na obra gritando com o t\u00e9cnico, falando que ele tinha que liberar\u201d, detalha.<\/p>\n<p>O profissional insistiu na negativa. O gestor, ent\u00e3o, teria chamado o t\u00e9cnico de seguran\u00e7a da pr\u00f3pria Syngenta e o teria coagido para liberar a atividade. Logo em seguida, o t\u00e9cnico que havia tentado impedir a opera\u00e7\u00e3o foi demitido.<\/p>\n<p>Na ocasi\u00e3o, Juliana questionou a demiss\u00e3o, quando o gestor respondeu que \u201cse esse cara continuar na obra, ela n\u00e3o vai andar\u201d e, em seguida, a amea\u00e7ou: \u201cse voc\u00ea continuar dessa maneira, vai acontecer com voc\u00ea igual aconteceu com ele\u201d. \u201cFiquei em choque\u201d, disse a coordenadora.<\/p>\n<p>O ass\u00e9dio, ent\u00e3o, foi se ampliando. \u201cCome\u00e7ou a ficar imposs\u00edvel trabalhar dessa maneira. A gente ia para as reuni\u00f5es, ele falava, no meio da reuni\u00e3o: \u2018se isso aqui n\u00e3o acontecer, cabe\u00e7as v\u00e3o rolar\u2019\u201d.<\/p>\n<p>As ex-funcion\u00e1rias destacam que as amea\u00e7as e os constrangimentos n\u00e3o se resumiriam aos profissionais de maior escal\u00e3o, mas tamb\u00e9m aconteciam com todos os empregados, dos estagi\u00e1rios ao ch\u00e3o de f\u00e1brica. Em uma das reuni\u00f5es, Alex teria zombado do odor corporal de um estagi\u00e1rio.<\/p>\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><em>Burnout<\/em> e demiss\u00e3o<\/h4>\n<p>Com o clima pesado e as amea\u00e7as, Juliana come\u00e7ou a sentir os sintomas de<em> burnout.<\/em><\/p>\n<p>\u201cEu estava tendo perda de mem\u00f3ria. Quando eu estava fazendo apresenta\u00e7\u00e3o em reuni\u00f5es, eu simplesmente tinha um branco. Eu ficava sem saber onde eu estava, o que eu estava fazendo. Tinha dores de cabe\u00e7a constantes. N\u00e3o dormia\u201d.<\/p>\n<p>Durante esse per\u00edodo, em 2024, Juliana entrou em f\u00e9rias por 14 dias. Enquanto viajava, recebeu uma mensagem do sistema da carteira digital de trabalho, avisando que estava sendo desligada da empresa. \u201cVoc\u00ea imagina o inferno? Acabou com o resto das minhas f\u00e9rias\u201d.<\/p>\n<p>Ao questionar o departamento de Recursos Humanos, foi informada de que a mensagem teria sido um engano e que ela continuava sendo funcion\u00e1ria. Na volta ao trabalho, o clima piorou e ela foi sendo afastada de todos os projetos e, ao escrever qualquer e-mail ou relat\u00f3rio, era obrigada a apresentar antes para o gestor, mesmo sendo coordenadora.<\/p>\n<p>Com os sintomas de<em> burnout<\/em> retornando, Juliana procurou ajuda psicol\u00f3gica e foi encaminhada tamb\u00e9m para uma psiquiatra, que acabou receitando rem\u00e9dios para controle de ansiedade e depress\u00e3o. Mas, com clima de persegui\u00e7\u00e3o mantido, ela continuou com o sentimento de inseguran\u00e7a e o estresse elevado.<\/p>\n<p>\u201cTeve uma vez que eu estava dirigindo para a empresa e bati meu carro, porque eu tive um apag\u00e3o. Eu ficava t\u00e3o nervosa, quando eu estava chegando l\u00e1, que eu simplesmente apaguei\u201d.<\/p>\n<p>A psiquiatra sugeriu, ent\u00e3o, um afastamento tempor\u00e1rio de 15 dias da profissional. Em um dos laudos emitidos, foram apontados esgotamento ocupacional (<em>burnout<\/em>), transtorno misto ansioso e depressivo, e sintomas compat\u00edveis com transtorno de estresse p\u00f3s-traum\u00e1tico.<\/p>\n<p>Nesse per\u00edodo, ela procurou o m\u00e9dico da pr\u00f3pria empresa que acompanhava o caso e foi aconselhada a mudar de emprego.<\/p>\n<p>\u201cO momento em que voc\u00ea perceber que a sua sa\u00fade est\u00e1 sendo realmente muito afetada por tudo o que est\u00e1 acontecendo. A partir da\u00ed, \u00e9 preciso avaliar se compensa continuar em um tipo de trabalho que est\u00e1 te exaurindo tanto, que est\u00e1 te levando a esse limite. Esse \u00e9 um questionamento que talvez voc\u00ea precise fazer mais \u00e0 frente\u201d, disse o m\u00e9dico na ocasi\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cEu mesmo j\u00e1 sa\u00ed de algumas empresas, de alguns empregos, porque n\u00e3o concordava com uma s\u00e9rie de coisas e percebia que o problema estava na forma de gest\u00e3o do local\u201d, completou.<\/p>\n<p>Com as atitudes, Juliana procurou a \u00e1rea de <em>compliance<\/em> da Syngenta logo ap\u00f3s o retorno de uma de suas crises de<em> burnout<\/em>, mas, para sua surpresa, sua den\u00fancia, que deveria ser mantida em sigilo, foi reportada para o gestor, que foi question\u00e1-la sobre os fatos relatados. Segundo ela, pelo menos oito outras pessoas j\u00e1 haviam procurado o <em>compliance<\/em> da empresa.<\/p>\n<p>Com o apoio da diretoria, Juliana acabou sendo transferida para uma unidade em Indaiatuba, tamb\u00e9m no interior de S\u00e3o Paulo, em julho de 2025. Mas, segundo seu depoimento, a persegui\u00e7\u00e3o institucional e o isolamento se mantiveram, j\u00e1 que continuou sem projetos, atuando apenas como assistente de outro engenheiro de mesma fun\u00e7\u00e3o, sem tarefas, sem reuni\u00f5es, sem qualquer atribui\u00e7\u00e3o compat\u00edvel com seu cargo.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, Juliana reclama que n\u00e3o recebeu um aumento salarial acordado para a transfer\u00eancia de munic\u00edpio, cujo custo de vida \u00e9 maior que o de Paul\u00ednia. A compensa\u00e7\u00e3o financeira s\u00f3 aconteceu cerca de tr\u00eas meses ap\u00f3s a engenheira amea\u00e7ar procurar o sindicato.<\/p>\n<p>\u201cEu entendo que tudo isso foi uma forma de pressionar para que eu pedisse o desligamento e, como eu n\u00e3o pedia, eles foram deixando o ambiente insuport\u00e1vel\u201d.<\/p>\n<p>Em outubro de 2025, Juliana estava novamente de f\u00e9rias quando foi convocada para uma reuni\u00e3o logo no dia do retorno. Antes da volta, em uma nova consulta, a psiquiatra de Juliana voltou a pedir um afastamento por <em>burnout<\/em>. Numa segunda-feira, quando a engenheira iria participar de uma reuni\u00e3o que considerava importante. Para sua surpresa, n\u00e3o houve a reuni\u00e3o e, antes de apresentar o novo laudo, Juliana foi comunicada sobre sua demiss\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cPeguei meu notebook, ela [<em>funcion\u00e1ria do RH<\/em>] recebeu meu notebook em p\u00e9 e fez eu assinar a carta de desligamento em p\u00e9 no meio do p\u00e1tio. E depois me seguiram, me escoltando at\u00e9 a portaria\u201d.<\/p>\n<p>Alguns dias depois, Juliana foi procurada pela empresa, que afirmou que ela poderia voltar e que a demiss\u00e3o havia sido cancelada. Ao dizer que n\u00e3o voltaria, a funcion\u00e1ria do RH come\u00e7ou a gritar com a engenheira. Desligada em novembro de 2025, Juliana s\u00f3 recebeu sua rescis\u00e3o em janeiro de 2026.<\/p>\n<p>Para a m\u00e9dica psiquiatra Ivania Maria Ueno, especialista em <em>burnout<\/em>, que atendeu Juliana, a Syngenta cometeu uma s\u00e9rie de \u201cerros crassos\u201d na conduta com a funcion\u00e1ria, que v\u00e3o desde n\u00e3o resolver as quest\u00f5es que provocaram o<em> burnout<\/em>, passando pela quebra do sigilo das den\u00fancias, at\u00e9 o desligamento irregular.<\/p>\n<p>\u201cEnt\u00e3o voc\u00ea n\u00e3o pode nunca demitir uma pessoa que est\u00e1 de atestado m\u00e9dico. Eu nunca vi isso na minha vida. Foi a primeira vez. Al\u00e9m disso, houve falta de cuidado. A empresa tem que trazer a pessoa de volta para a sa\u00fade, para, depois que a pessoa estiver saud\u00e1vel, se quiser, ela pode ser demitida. Eu nunca vi tantos erros feitos por uma empresa, principalmente uma multinacional de renome\u201d.<\/p>\n<p>A psiquiatra destaca ainda que a Syngenta \u00e9 certificada pelas normas internacionais ISO 45001, que apresenta diversas regras e procedimentos para garantir a sa\u00fade mental e evitar o ass\u00e9dio moral nas empresas, como suporte emocional e afastamento dos ambientes de estresse.<\/p>\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Falta de preparo das empresas<\/h4>\n<p>Apesar de considerar a hist\u00f3ria de Juliana emblem\u00e1tica e uma das mais s\u00e9rias com a qual j\u00e1 teve contato, Ueno aponta que h\u00e1 muitos outros casos semelhantes, que ela v\u00ea aumentar \u201cabsurdamente\u201d no dia a dia do seu consult\u00f3rio.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 algo muito s\u00e9rio. Muitas empresas t\u00eam slogans dizendo que a sa\u00fade mental importa, mas o que eu noto \u00e9 que, para muitas delas, n\u00e3o passa de um slogan. A sa\u00fade mental de um trabalhador tem que ser levada a s\u00e9rio, tem que ser olhada a causa, o que est\u00e1 acontecendo\u201d.<\/p>\n<p>Nesse sentido, entra em vigor em 26 de maio uma atualiza\u00e7\u00e3o, feita pelo Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego, das regras da NR-1, que trata das disposi\u00e7\u00f5es gerais e gerenciamento de riscos ocupacionais. Nela, torna-se obrigat\u00f3ria a inclus\u00e3o de riscos psicossociais, como estresse, ass\u00e9dio e<em> burnout<\/em>, no programa de gerenciamento de riscos, sujeitando empresas a fiscaliza\u00e7\u00f5es e multas.<\/p>\n<p>\u201cCom a NR1 entrando, vai ter muita gente com cabelo em p\u00e9. O Brasil \u00e9 um pa\u00eds jovem com uma constitui\u00e7\u00e3o jovem, mas o mundo inteiro j\u00e1 est\u00e1 muito preocupado com a sa\u00fade ocupacional. Europa, por exemplo, \u00e9 extremamente preocupada, s\u00f3 que l\u00e1 eles levam essas coisas muito a s\u00e9rio, at\u00e9 porque as multas s\u00e3o pesad\u00edssimas. E o Brasil vai come\u00e7ar a pagar por causa disso\u201d.<\/p>\n<p>Um exemplo que a especialista d\u00e1 sobre o descaso atual no pa\u00eds \u00e9 que, ao fazer uma pesquisa sobre o tema, ela procurou cientistas e especialistas nacionais e internacionais para entender como o assunto do <em>burnout<\/em> \u00e9 tratado. A psiquiatra s\u00f3 recebeu retorno de profissionais estrangeiros. \u201cNenhum brasileiro me respondeu\u201d.<\/p>\n<p>Ela aponta que s\u00e3o v\u00e1rias as formas de ass\u00e9dio. Entre eles, o <em>freezing<\/em>, ou a geladeira, quando os gestores deixam de conversar e passar trabalhos para a pessoa. Outra forma \u00e9 chamar a aten\u00e7\u00e3o do funcion\u00e1rio na frente de outras pessoas de forma repetida. E tamb\u00e9m as pol\u00edticas de metas, muitas vezes, inating\u00edveis. \u201cMuitas pessoas chegam a um est\u00e1gio de esgotamento por causa da quest\u00e3o das metas, que s\u00e3o absurdas\u201d, destaca Ueno, lembrando que esses casos s\u00e3o muito comuns em bancos.<\/p>\n<p>\u201cEles s\u00e3o os primeiros. Eu tenho um monte de paciente, gerente de banco, em estado de<em> burnout<\/em>\u201d.<br \/>Nesse sentido, ela afirma que muitos l\u00edderes de empresas n\u00e3o sabem os conceitos de ass\u00e9dio ou consideram atitudes como as passadas por Juliana normais. A psiquiatra, no entanto, aponta que h\u00e1 exce\u00e7\u00f5es, como um caso que ela acompanhou de um trabalhador que estava com<em> burnout<\/em> por problemas particulares alheios ao trabalho, mas que teve o acompanhamento e assist\u00eancia da empresa.<\/p>\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Posicionamento da empresa<\/h4>\n<p>Em nota, a Syngenta afirma que \u201ca sa\u00fade mental dos empregados e terceiros \u00e9 um tema priorit\u00e1rio\u201d.<\/p>\n<p>Leia a resposta na \u00edntegra:<\/p>\n<p>\u201cA Syngenta possui uma robusta pol\u00edtica de <em>Compliance <\/em>global, que garante que todos os casos reportados sejam, de fato, apurados e que os usu\u00e1rios do canal de den\u00fancias tenham anonimato, recebam prote\u00e7\u00e3o contra retalia\u00e7\u00e3o e contem com total sigilo do processo. Tal confidencialidade representa uma salvaguarda e uma prote\u00e7\u00e3o legal que se aplica aos ambientes interno e externo, o que impede a empresa de entrar no m\u00e9rito dos relatos.<\/p>\n<p>\u00c9 importante mencionar que a companhia disp\u00f5e de pr\u00e1ticas e m\u00e9tricas amplamente reconhecidas pelo mercado, incluindo o Selo Mais Integridade 2025-2026, concedido pelo Minist\u00e9rio da Agricultura e Pecu\u00e1ria (Mapa), assim como possui uma forte cultura de combate ao ass\u00e9dio em todas as suas formas.<\/p>\n<p>Por fim, refor\u00e7a que a sa\u00fade mental dos empregados e terceiros \u00e9 um tema priorit\u00e1rio. Al\u00e9m de cumprir as exig\u00eancias legais, a Syngenta possui uma pol\u00edtica formal de ambiente seguro e saud\u00e1vel, com programas que oferecem apoio psicol\u00f3gico em todos os locais onde opera\u201d.<\/p>\n<p><em>*Os nomes foram alterados para garantir a privacidade e o sigilo das fontes<\/em><\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><script src=\"https:\/\/connect.facebook.net\/pt_BR\/sdk.js\" id=\"facebook-embed-js\"><\/script><\/p>\n<div class=\"td-all-devices\"><a href=\"https:\/\/agoraouja.com.br\/\"><\/a><\/div>\n<p><a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2026\/05\/14\/gestao-por-ameaca-engenheiras-relatam-assedio-moral-de-gestor-da-syngenta-multinacional-dos-agrotoxicos\/\">Fonte Original <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vigil\u00e2ncia constante, gritos, amea\u00e7as, persegui\u00e7\u00f5es e demiss\u00f5es sem explica\u00e7\u00f5es. 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